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TCDF estabelece multa de R$ 36 milhões para Durval Barbosa

O valor deve ser pago solidariamente com outros quatro ex-diretores da empresa, devido a irregularidades em contrato

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) abriu, nesta sexta-feira (13/09/2019), prazo de 30 dias para que o ex-diretor-presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e delator da Operação Caixa de PandoraDurval Barbosa, apresente defesa ou pague multa solidária, de R$ 36 milhões, com outras quatro ex-diretores da empresa. Eles são acusados de deixar de executar parte de um contrato firmado entre a companhia e a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), entidade ligada à Universidade Federal de Goiás, em 2007.

A determinação foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta sexta-feira (13/09/2019) e ainda está em fase inicial de tomada de contas especial. O TCDF acolheu, por unanimidade, a denúncia contra os acusados.

De acordo com o processo nº22.743/2007, a Codeplan e a Funape haviam firmado contrato para gestão integrada de informática para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Porém o serviço não foi realizado em sua integralidade, o que gerou o pedido de multa, dividida em quatro partes. Em todas elas, Durval é apontado como um dos pagadores solidários.

Caixa de Pandora descortinou um dos maiores esquemas de corrupção já vistos no Distrito Federal. De acordo com a investigação, o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-vice Paulo Octávio, além de outros réus – como Durval Barbosa –, teriam usado contratos de informática para desviar recursos durante a administração de Arruda.

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