26jul/130

Sucessão de coincidências fez Papa beijar menina do DF, diz pai

Mãe 'sentiu' que deveria chegar cedo ao local; pai só viu beijo pela TV. Voluntária que levou bebê ao Papa é do mesmo grupo religioso dos pais

Do G1 DF                     

O pai da criança de Brasília que foi beijada pelo Papa Francisco no Rio de Janeiro disse ao G1 que uma série de coincidências ocasionou o encontro entre a filha e o líder na última segunda-feira (22).

Pedro Henrique Boaventura afirmou que ele e a esposa Gabriela Furtado chegaram cedo na Avenida Rio Branco para aguardar a chegada do Papa. Segundo o pai, a esposa sentiu “muito forte” que se conseguisse chegar mais cedo ao local haveria chance do Papa abençoar a filha deles.

“Por ele ser como é com as crianças, ela tinha quase certeza de que poderia dar certo, que ele poderia vir até ela”, disse. “No vídeo é possível ver que ela fica olhando para o Papa de maneira muito atenta, foi uma imagem muito bonita. O olhar dela para aquela bênção foi muito bonita.”

“Quando o Papa deu a segunda volta que não estava prevista, tinha um cordão de isolamento feito por voluntários. Pedimos para uma das voluntárias pegar minha filha e levar até o Papa caso ele passasse novamente”, disse o pai. “Assim que ele chegou mais próximo, ela pegou minha filha no colo e correu até o Papa. Depois, ela voltou chorando e disse que ele havia abençoado a nossa filha.”.....

“No vídeo é possível ver que ela fica olhando para o Papa de maneira muito atenta, foi uma imagem muito bonita. O olhar dela para aquela bênção foi muito bonita.”"

Pedro Henrique Boaventura, pai da criança beijada pelo Papa Francisco

Segundo Boaventura, somente depois do encontro é que o casal descobriu que a voluntária é do mesmo movimento do qual o casal faz parte em Brasília, o Regnum Christi, que pertence à paroquia Nossa Senhora de Guadalupe, na 311 sul.

“O jovem que vai almoçar com o Papa na sexta-feira também é do nosso grupo,” disse Boaventura. “Além disso, o nome da voluntária é o mesmo que da minha esposa, Gabriela; e o sobrenome dela [da voluntária] é igual ao meu, Pessoa.”

Pedro Henrique disse que não conseguiu ver o momento em que o Papa abençoou a filha, devido à multidão, e que só descobriu que ela havia sido beijada quando viu pela televisão.

“Quando chegamos em casa fomos procurar algum vídeo e, antes de achar, passou no Jornal Nacional a imagem dela sendo beijada e depois o Papa fazendo uma carícia rápida na cabeça dela e o sinal da cruz na cabeça dela e na cabeça da Gabriela Pessoa”, disse, emocionado.

“É algo muito forte”, disse. “A Igreja Católica é exatamente em volta do Papa, que traz a unidade de que todos os católicos, não importa se do Brasil, do interior de Minas, nos Estados Unidos ou na Inglaterra, somos todos uma igreja. O santo padre é o que tem de mais próximo de Cristo.”

Boaventura diz acreditar que para a vida da criança a bênção será uma confirmação do batismo. “Para a vida de cristã e católica dela isso vai ser muito importante, de fortalecimento na fé dela”, disse. “Além disso, é um símbolo muito forte de que ele está muito próximo de nós, deixa um pouco aquela distância. Como ele mesmo disse em discurso, ele é o Papa do povo, de braços abertos. Todos nos sentimos abraçados pelo Papa. Esse símbolo fica muito forte."

“Para nós, católicos, o Papa é o representante de São Pedro na Terra. O primeiro Papa instituído pelo próprio Cristo foi Pedro, que era um dos apóstolos”, disse. “Então, é uma graça muito forte para nós católicos que nossa filha foi abençoada pelo santo padre.”

 

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