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Ibaneis reforça equipe com ministros e membros da Esplanada

Mas o time não está completo: governador eleito ainda precisa escolher ao menos 25 chefes de secretarias e órgãos do GDF

Daniel Ferreira/Metrópoles

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

O mais recente integrante da equipe é o atual ministro do Esporte, Leandro Cruz. Ele, que é ligado ao MDB nacional, vai assumir a pasta do tema no Distrito Federal. Advogado de carreira, o novo ocupante do cargo foi, entre 2006 e 2008, secretário de Trânsito, Transportes e Serviços Públicos de Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense.

Anunciado nesse sábado (24/11), o jornalista e diplomata Pedro Luiz Rodrigues ocupará a cadeira de secretário de Relações Internacionais do GDF. Concursado do Ministério das Relações Exteriores, ele foi responsável pelo relacionamento do Palácio do Planalto com a imprensa internacional ainda no governo de Michel Temer (MDB).

Também ganhará posição de destaque no governo emedebista o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki: ele foi anunciado como secretário da Casa Civil. Ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV-MA) será secretário do Meio Ambiente.

Ibaneis aposta em nomes com experiência nacional a fim garantir bom relacionamento com integrantes dos ministérios, além de angariar mais recursos do governo federal para levar adiante projetos distritais.

Desde que foi eleito, em 28 de outubro, o futuro governador tem corrido contra o tempo para formar o time que comandará as secretarias e entidades do GDF. Embora o emedebista tenha anunciado, até a noite de sexta-feira (23), ao menos 38 pessoas que comporão a equipe, ainda falta indicar pelo menos outros 26 chefes.

Da administração direta, não foram anunciadas lideranças de ao menos 10 secretarias: Saúde; Turismo e Lazer; Mobilidade; Planejamento, Orçamento e Gestão; Políticas para Crianças e Adolescentes; Projetos Estratégicos; Trabalho; Igualdade Racial e Direitos Humanos; Idoso; e Ciência e Tecnologia. Esse número é relativo, uma vez que o governador eleito tem repetido que pretende ampliar o número de pastas, porém com estruturas mais enxutas.

A maior expectativa é em relação à Secretaria de Saúde. Isso porque o encarregado cuidará de uma das pastas mais sensíveis e terá desafios como pôr fim à situação precária das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e definir os próximos passos do Instituto Hospital de Base (IHB).

Ao Metrópoles, Ibaneis declarou que quem terá “peso” na decisão será o futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), anunciado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Os dois devem se reunir nos próximos dias.

“Vou me encontrar com ele o mais breve possível. A saúde não será recuperada se não tiver apoio nacional. A minha preocupação é saber o que ele [Luiz Henrique Mandetta] pensa e qual é a sua visão em relação a saúde do DF”, declarou o governador eleito.

Quem falta

Além dos secretários, Ibaneis tem de escolher gestores do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Serviço de Limpeza Urbana (SLU),Agência de Fiscalização (Agefis), Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), Agência Reguladora de Águas e Saneamento (Adasa-DF) e Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (INAS-DF).

Faltam também os presidentes da Companhia Habitacional (Codhab) e da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), ambas empresas públicas do Distrito Federal. Estão também acéfalas na próxima gestão as seis fundações da capital da República: de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap); de Apoio à Pesquisa (FAP); Hemocentro de Brasília (FHB); de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs); Universidade Aberta do Distrito Federal (Funab); e Jardim Zoológico de Brasília.

Ibaneis demonstra tranquilidade sobre as definições. O governador eleito pontua que, com os grupos temáticos da transição avançando, irá se dedicar à pauta interna. “A partir disso aí, vou afinando esses nomes. Para mim, já está mais fácil. A parte mais difícil eram as empresas, que têm um papel do desenvolvimento social e econômico do DF maior. Isso nós conseguimos fazer, além de indicar [pessoas para] as principais secretarias”, destacou.

O emedebista articula com deputados distritais a aprovação, ainda em 2018, de um projeto de lei para incluir a participação popular na escolha dos administradores regionais. Até lá, deve nomear interinos indicados por políticos e pela comunidade. “Tenho quase todos os nomes. Vou olhar os currículos e ver quem realmente tem condições de atender”, completou.  Metropóles.

 

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