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Ibaneis participa da filiação de Jovair Arantes ao MDB em Goiânia

Adesão do ex-petebista é parte da estratégia de fortalecimento do partido. Governador estava com o presidente do MDB, Baleia Rossi

Francisco Dutra/Metrópoles

Enviado especial a Goiânia (GO) – Um dia após a convenção nacional do MDB, o governador Ibaneis Rocha e o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), voltaram a se encontrar. Nesta segunda-feira (07/10/2019), ambos participaram da cerimônia de filiação, ao MDB, do ex-deputado federal Jovair Arantes e do filho dele, o deputado estadual Henrique Arantes – ambos eram do PTB. O evento ocorreu em Goiânia (GO).

A filiação do grupo político da família Arantes fortalece o MDB nas disputas municipais em Goiás nas eleições de 2020, especialmente na capital do estado, Goiânia. “Esse ato hoje marca o que nós queremos fazer: um MDB forte em todo o país”, disse Ibaneis, acrescentando que o partido está focado no fortalecimento e na ligação com as bases eleitorais.

Jovair Arantes começou a vida pública no MDB. Por isso, a filiação dele teve um peso simbólico. Em Goiás, o MDB disputa o protagonismo político com o DEM, do governador Ronaldo Caiado.

“Eu sou antigo, mas tenho ideias novas. E isso que vamos buscar: ideias novas e a construção de um governo novo, que possa realmente representar e respeitar o povo”, disse Jovair Arantes. Já Baleia Rossi destacou que o MDB já estuda o lançamento de um nome para o governo de Goiás em 2022: Daniel Vilela.

O titular do Palácio do Buriti afirmou ao Metrópoles que caminhará junto ao novo presidente da sigla, Baleia Rossi, para embalar as eleições de 2020, organizar a legenda nos estados e vislumbrar um futuro promissor, de crescimento.

“Votocracia”

O presidente do MDB disse vai implementar a “votocracia” no partido: quem disputou eleições e ganhou votos terá voz no comando da legenda. O dirigente também ressaltou que o partido apresentou, para o governo federal, uma proposta voltada à geração de empregos. “Sem emprego, não há dignidade”, assinalou.

Para Rossi, a agenda econômica do governo Bolsonaro está correta, mas não há uma ação focada no combate ao desemprego. “Nós estamos propondo que o ministro Paulo Guedes possa fazer um convênio com o governo federal e os 5.500 municípios do Brasil para criar um mutirão de trabalho”, afirmou.

O projeto seria pago com fundos nacionais sem uso. “Nós temos, por exemplo, o Fundo Penitenciário, que no ano passado teve R$ 1 bilhão, dos quais foram executados R$ 60 milhões”, argumentou. Metropoles

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