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Ibaneis dispara contra caciques do MDB e defende renovação

Ibaneis dispara contra caciques do MDB e defende renovação

Diante de correligionários da velha guarda, como Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Lúcio Vieira Lima (BA), o governador Ibaneis Rocha fez duras críticas à condução do MDB, durante uma reunião da legenda, realizada ontem na Câmara dos Deputados. O chefe do Palácio do Buriti disse que “o partido não existe do ponto de vista estrutural”, afirmou que o MDB não tem hoje nenhum porta-voz e defendeu a urgência da renovação da sigla.  “Com a atual estrutura do MDB, não vamos conseguir montar diretórios competitivos e estamos fadados ao insucesso nas eleições municipais do ano que vem”, alertou Ibaneis.

“Ou vocês querem um partido novo, ou vocês não me querem no partido”

Novato no MDB, o governador do DF causou constrangimento aos caciques do partido ao defender a expulsão de correligionários presos. “Não me sinto na condição de estar no mesmo partido em que está Eduardo Cunha. Não posso estar no mesmo partido de um camarada que foi preso porque tinha mais de R$ 50 milhões guardados em malas em um apartamento (foto)”, afirmou Ibaneis, em referência a Geddel Vieira Lima. A crítica foi disparada cara a cara com Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel. “Ou vocês querem um partido novo, ou vocês não me querem no partido. Acho que o MDB tem que enfrentar suas feridas, porque senão vamos definhar”, bradou o governador, diante de uma plateia silenciosa.

“Diluindo”

No discurso, Ibaneis Rocha afirmou que, mesmo com uma bancada de 34 deputados federais, o partido “está se diluindo neste início de governo”. “Temos vários temas que precisam ser tratados, problemas sérios de saúde, de educação. Uma reforma da Previdência que atinge os mais pobres, pensando somente no empresariado, mas que precisa ser feita. Uma política vacilante de um governo federal que ainda não se acertou”, expôs o governador.

 

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