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Ibaneis define “meta restrita” de comissionados por secretaria do DF

Declaração foi feita pelo governador eleito na segunda-feira (10/12). No entanto, ele não falou em números

Igo Estrela/Metrópoles

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) voltou a defender o corte de gastos com cargos comissionados da estrutura do Governo do Distrito Federal (GDF). O emedebista afirmou, na segunda-feira (10/12), que é possível ajustar a equipe de acordo com a demanda de cada área.

“Estabeleci com os secretários uma meta de nomeação bastante restrita. Conforme tomem posse e conhecimento real dos problemas da pasta, a gente pode até fazer um ajuste de 30 a 60 dias, aumentando ou diminuindo esses cargos”, explicou. O emedebista, contudo, não falou em números.

Segundo o GDF, existem cerca de 16,5 mil contratados nessa modalidade no governo local, com remunerações que variam de R$ 545 a R$ 13.929,03. Em sua primeira entrevista após a eleição, concedida ao Metrópoles, Ibaneis afirmou que, em sua gestão, 70% desses cargos seriam ocupados por servidores concursados.

De acordo com dados do Sistema Integral de Gestão Governamental (Siggo), programa que reúne informações financeiras do GDF, a gestão de Rollemberg gastou, apenas em 2017, quase meio bilhão de reais com gratificações. Desse valor, R$ 234 milhões foram destinados aos contracheques de colaboradores sem concurso público, os chamados “cargos de confiança”. Com servidores concursados em funções comissionadas, um pouco mais: R$ 235 milhões.

“Indicações políticas, de deputados, de pessoas ligadas ao governo e de partidos são naturais. Porém, só assumirá um cargo no GDF quem tiver competência curricular para isso. Seremos um governo técnico. Não há chance de ter um jogador de futebol trabalhando com licitações, por exemplo”, afirmou, na semana passada, o escolhido para assumir a Casa Civil em 2019, Eumar Novacki.

Os cargos gratificados sem vínculo são uma das principais forças do governante que assume o poder. Embora tenham sido criados para que o mandatário conte com pessoas de confiança para ajudá-lo a tocar projetos importantes dentro dos órgãos integrantes da estrutura governamental, tais postos de trabalho acabaram sendo utilizados em negociações com lideranças políticas e parlamentares – com o objetivo de fortalecer o apoio à gestão em vigor.

Satisfação com secretariado

Ainda nesta segunda (10/12), Ibaneis declarou estar satisfeito com o número de secretários anunciados até o momento. Porém, ponderou que a quantidade poderá variar, caso ache necessário. No total, já são 24 secretarias anunciadas e mais dois órgãos com o mesmo status. Atualmente, o GDF tem 21 pastas.

A aliados próximos, o futuro titular do Palácio do Buriti tem garantido anunciar os últimos nomes de sua equipe de ponta até o fim desta semana. Com isso, pretende completar todo o secretariado e direção de empresas estatais ligadas ao GDF nos próximos dias.

Alguns cargos ainda não foram confirmados pela equipe da transição – por exemplo, o de titular da Secretaria de Desenvolvimento Social, responsável pelos programas de distribuição de renda, e a presidência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab). Há outros órgãos – como a Agência de Fiscalização (Agefis), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), a Agência Reguladora de Águas e Saneamento (Adasa-DF) e o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (Inas-DF) – que não tiveram os nomes definidos pelo emedebista.

A Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) também está acéfala, assim como as seis fundações da capital da República: de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap); de Apoio à Pesquisa (FAP); Hemocentro de Brasília (FHB); de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs); Universidade Aberta do Distrito Federal (Funab); e o Jardim Zoológico de Brasília.

Apresentação

Ibaneis Rocha se reuniu nessa segunda-feira (10), pela primeira vez, com seu secretariado e dirigentes escolhidos para comandar empresas públicas e outros órgãos do GDF. Depois do encontro, um almoço foi oferecido aos integrantes do futuro primeiro escalão do Buriti.

A reunião serviu para alinhar as diretrizes a serem seguidas na construção das pastas. Embora o emedebista ainda não tenha concluído os anúncios de todos os integrantes da equipe, serão discutidos temas como escolha de administradores regionais e o embate com o governo Rollemberg sobre a redução de impostos. Metropóles.

 

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