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Esporte: Mengão faz jogo memorável e se classifica

Em 19 minutos o Flamengo já vencia por 2 a 0 e passava a impressão de que poderia resolver a classificação no primeiro tempo. Mas não resolveu... e acabou sofrendo por isso.

Falta gás, sobra tensão

Logo nos primeiros minutos deu para perceber que o segundo tempo teria outro roteiro. O combustível queimado em excesso no primeiro tempo fez falta. Faltou gás, intensidade, e o Emelec cresceu. E assustou.

- É impossível uma equipe jogar como o Flamengo fez por 45 minutos, quando o Emelec não fez um arremate. Foram 70% de posse de bola, como que você quer que uma equipe seja, no Brasil, China ou Europa, como o Flamengo foi por 105 metros pressionando o portador da bola e chegue na segunda parte com a mesma intensidade? Sabe onde isso acontece? No PlayStation. Quero agradecer aos jogadores por fazerem tudo que deviam fazer - analisou Jorge Jesus.

Foi um segundo tempo de poucas chances e muita tensão. O Flamengo teve uma excelente chance com Thuler, outra boa oportunidade em arrancada de Bruno Henrique e só. Valente, o Emelec não se limitou a defender e tentava encaixar contra-ataques.

Thuler, 20 anos, parecia um veterano em campo — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Thuler, 20 anos, parecia um veterano em campo — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Nesse ponto, vale destacar a atuação da defesa rubro-negra. Pablo Marí e Thuler, reservas até semana passada, foram impecáveis. Em seu segundo jogo, o espanhol vai mostrando até aqui que o Flamengo fez uma aposta certeira. O jovem Thuler, de 20 anos, parecia um veterano. Que partida do garoto.

Se a defesa era sólida, o ataque perdeu força. As substituições não incendiaram o time. Faltou ritmo a Arrascaeta, que voltava de lesão. O estreante Reinier e Berrío não conseguiram manter o nível de Gabigol e Gerson, que pediram para sair. Bruno Henrique até tentava, mas estava exausto. Rafinha já não subia com a mesma frequência. O sistema ofensivo estava sem combustível. A disputa por pênaltis foi o caminho natural.

Sobriedade que faltou na Copa do Brasil sobra nos pênaltis

Diego Alves voa para defender o pênalti de Dixon Arroyo — Foto: André Durão
Diego Alves voa para defender o pênalti de Dixon Arroyo — Foto: André Durão

Nas penalidades, a tranquilidade que faltou na Copa do Brasil sobrou diante do Emelec. Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha cobraram com sobriedade, calma e categoria que faltaram contra o Athletico, há duas semanas.

Coube a Diego Alves, vaiado domingo contra o Botafogo, defender a cobrança de Dixon Arroyo. Queiróz acertou o travessão, e o Maracanã explodiu. Ufa! Foi sofrido, mas após nove anos o Flamengo está de volta às quartas de final da Libertadores.

 

O Globo

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