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CLDF adia votação de projeto que veta aumento da tarifa de ônibus

A maioria dos deputados distritais decidiu não pautar a matéria em plenário

Rafaela Felicciano/Metrópoles

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLE

A Câmara Legislativa adiou, nesta quarta-feira (05/02/2020), a votação do projeto de decreto de lei (PDL) que susta o aumento das passagens de ônibus e metrô do Distrito Federal.

A maioria dos deputados distritais decidiu não pautar a matéria em plenário. O argumento foi a falta de conclusões dos estudos feitos pelos técnicos da CLDF e o histórico de rejeição desse tipo de projeto por parte da Justiça.

Os dois maiores blocos da Casa, o DF Acima de Tudo e o Brasília em Evolução, totalizando 14 deputados, se posicionaram contra pautar o PDL. Ao todo, foram 17 votos contrários e seis favoráveis.

O líder do bloco governista, Martins Machado (Republicanos), argumentou que, apesar de entender que a votação seria uma decisão política, acreditava que não valia a pena votar, uma vez que, no passado, a Justiça rejeitou a mesma matéria, ainda no governo Rodrigo Rollemberg (PSB).

O argumento do líder do blocão independente, Roosevelt Vilela (PSB), foi no mesmo sentido. O socialista disse não haver estudo técnico para que a Casa se posicione.

A fala foi rebatida por Leandro Grass (Rede): “Não podemos levar em conta que não há estudo. Houve um estudo da FGV [Fundação Getúlio Vargas] mostrando a situação do transporte, assim como o relatório de uma CPI que mostrou diversas irregularidades no transporte local. Essa não é a desculpa. Essa é uma decisão política de vocês”.

O GDF aplicou reajuste de 10% nas passagens de ônibus e metrô em janeiro de 2020. As tarifas de R$ 5 passaram para R$ 5,50. No entanto, duas ficaram com valores quebrados — de R$ 3,85 e R$ 2,75 —, dificultando o troco. Por isso, o governador determinou a redução de R$ 0,05 dessas cobranças. Metropoles

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