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Negro diz ter sido ofendido por fazer crítica ao PT: ‘Não combina com etnia’

Ele não conseguiu fazer denúncia pois policiais civis do DF estão em greve.Casada com negro, mulher afirma ter sido irônica e ser militante da causa

Mensagem recebida pelo gerente operacional Thiago Souza, que diz ter sofrido injúria racial no DF (Foto: Facebook/Reprodução)

Mensagem recebida pelo gerente operacional Thiago Souza, que diz ter sofrido injúria racial no DF (Foto: Facebook/Reprodução)

Raquel MoraisDo G1 DF

O brasiliense Thiago Souza denunciou na web ter sofrido injúria racial enquanto discutia política no perfil de um amigo. Uma mulher o chamou de “ignorante” por ele ser contrário a regimes de esquerda e o atacou por mensagem privada: “O que?? Você é preto??? Não estudou porque não teve oportunidade ou é daqueles que estudou um pouquinho e agora é classe-média-negra-recalcada-elitista! Ah! To com pena de você agora... (sic).”

Souza, que trabalha como gerente operacional de um condomínio de São Sebastião, conta que o incidente aconteceu na última quarta-feira (2). O amigo dele havia escrito um texto comparando socialismo e capitalismo, e o rapaz decidiu opinar sobre.

“Esse meu amigo meu é petista doente, e eu disse que o que o socialismo faz é tirar o dinheiro do povo para dar o governo. Falei que o PT é igual. Aí ela entrou comentando já me ofendendo, já nos comentários”, explica.

“Eu não a conhecia, deixei de lado, saí para trabalhar. Quando voltei, havia mensagem no inbox, fazendo ironias. Falei: ‘O que é que tem a ver minha cor com minhas opiniões políticas? O que tem a ver minha cor com eu ter estudado ou não?’. Eu nem a conheço, não a tenho no meu círculo de amizades. Ela diz que não combina com a etnia, disse que os envergonho”, completa o homem.

O gerente operacional conta que procurou uma delegacia, mas não conseguiu registrar ocorrência por causa da greve de policiais civis. Em resposta ao ato dele, a mulher escreveu que ele não entendeu o que ela quis dizer e que o problema dele era de interpretação. Ao G1, Denise Gonçalves negou qualquer intenção preconceituosa e disse que vai processá-lo por calúnia.

"O que eu quis dizer com a minha ironia foi que, basicamente, a etnia e a classe social dele não combinam com as suas crenças políticas. Se isso é ser racista...", declarou a mulher, que é casada com negro, tem uma filha negra e se diz militante da causa. 

Souza diz que pretende levar o caso à Justiça. “Ela diz que é palhaçada, que sou oportunista. Não pediu desculpa, não se mostrou nem um pouco arrependida. Se ela fizesse isso, eu nem iria adiante. Ela disse que eu era uma vergonha para a minha etnia.”

O rapaz, que trancou o curso de direito no segundo semestre por causa do trabalho, conta que se sentiu impotente com a situação. A filha dele, de 7 anos, tentou consolá-lo e afirmou ser uma “pena” que a mulher não o conhecesse direito.

“Eu me senti para baixo com a forma como ela me colocou. Eu me senti, não sei nem expressar, na hora me deu uma mistura de raiva com algo que não sei dizer. Achei tão medíocre, é uma mente tão pequena, é triste em pleno século XXI a gente ver essas coisas”, declarou.

De acordo com o Código Penal, a pena por injúria varia entre 1 e 3 anos de prisão. Se a investigação apontar que houve racismo, a suspeita pode responder pelos crimes previstos na Lei 7.716, de 1989. Há várias penas possíveis, entre elas prisão e multa. O crime de racismo não prescreve e também não dá direito a fiança.

Por meio do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação, o Ministério Público moveu 43 denúncias de injúria racial no primeiro semestre de 2015. O primeiro caso aconteceu em fevereiro, entre dois servidores do Hospital Regional da Asa Norte.

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26jul/130

Novas moradias serão adaptadas para deficientes

12% dos habilitados em lista de moradia do DF têm ao menos uma pessoa nessa condição

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Agência Brasilia

Novas moradias do programa distrital de habitação serão adaptadas para atender as necessidades das pessoas com deficiência, anunciou hoje o governador Agnelo Queiroz em cerimônia na sede do Movimento Habitacional e Cidadania da Pessoa com Deficiência do DF.

"Nós vamos atender na política Habitacional no percentual da lei para pessoas com deficiência e idosos também. Isso o meu governo vem fazendo no transporte. Os novos ônibus já têm portas mais largas. A UPA também, porque essa eu estou fazendo e corretamente", declarou.

O governo convocou até o momento 13.398 deficientes inscritos no programa da habitação e, desses, 5.552 estão habilitados - "Isso significa que 12% do total que chamamos é de deficientes. Claro que vamos habilitar mais e, mantendo a proporção, rapidamente atenderemos a todos os deficientes", disse....

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