29nov/200

Bruno Covas (PSDB) é reeleito em São Paulo com 59,34% dos votos

Atual prefeito de São Paulo disputou segundo turno com Guilherme Boulos (Psol)

Atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) foi reeleito neste domingo, 29, com 59,34% dos votos válidos. Ele disputou o segundo turno das eleições municipais com Guilherme Boulos (Psol), que recebeu 40,66% dos votos válidos. 

Covas toma posse em 1º de janeiro de 2021, e terá como vice o vereador Ricardo Nunes (MDB).

O resultado saiu às 18h59 com 93% das urnas apuradas.

O tucano foi reeleito com amplo leque de alianças políticas, formando coligação que engloba onze partidos (PSDB, MDB, PP, Podemos, PSC, PL, Cidadania, DEM, PTC, PV e PROS).

Covas também ganhou os apoios dos candidatos derrotados Celso Russomanno (Republicanos), Joice Hasselmann (PSL) e Andrea Matarazzo (PSD).

As principais críticas enfrentadas por Covas foram em relação à escolha de seu vice, cuja mulher registrou boletim de ocorrência em 2011 por violência doméstica. Nunes também é investigado por suposto envolvimento com esquema em creches. Covas afirmou que “coloca a mão no fogo” por Nunes, que “não responde a nenhum processo judicial, não há nenhuma denúncia no Judiciário.”

Entre as principais propostas de Covas para o segundo mandato estão zerar a fila de creches, criar novas unidades de saúde (UPAs e UBSs), criar o maior programa de moradias populares na cidade, criar um sistema de transporte público por barcos e avançar no plano de privatizações.

Neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas, que morreu em 6 de março de 2001, vítima de um câncer, Bruno Covas assumiu a prefeitura em 2018, quando João Doria (PSDB) saiu para disputar o governo de São Paulo. O prefeito enfrenta desde 2019 um tratamento contra um câncer na cárdia, que é a região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e linfonodos.

Ele foi internado pela primeira vez no dia 23 de outubro de 2019, quando quadro de erisipela (infecção na perna), que evoluiu para trombose venosa profunda (coágulos). Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia. Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer. O prefeito passou por sessões de quimioterapia e imunoterapia.

Em 7 de agosto, o último boletim médico divulgado pela equipe responsável pelo tratamento informou que o prefeito continuaria realizando sessões de imunoterapia. Os médicos afirmaram, na ocasião, que ele “está em plena saúde e liberado para realizar atividades pessoais e profissionais sem restrições”. Em junho de 2020, Bruno Covas foi diagnosticado com Covid-19 e trabalhou em casa por 2 semanas, até se recuperar da doença. Diário do poder

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