20maio/200

Alemanha, Itália, França e Polônia: protestos contra a quarentena invadem a Europa

A Europa também tem sido palco de intensas manifestações pró-reabertura das cidades.

Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
Reprodução: Google

Diferente do que os noticiários nacionais fazem parecer, protestos contra o isolamento radical em decorrência do novo coronavírus não acontecem apenas no Brasil, a Europa também tem sido palco de intensas manifestações pró-reabertura das cidades.

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Na Estugarda, na Alemanha, cerca de 5 mil pessoas protestaram contra as restrições impostas pelo governo para combater a Covid-19, segundo informações da EuroNews.

Na Suíça, sobretudo nos cantões que falam alemão, a mesma motivação contra o isolamento radical levou centenas de pessoas às ruas de Basileia, Zurique e Berna, o que não foi diferente em Varsóvia, na Polônia, no último sábado (17).

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Por causa do fechamento dos comércios no país polonês, empresários saíram às ruas para protestar devido aos prejuízos gerados durante a quarentena.

Kamil Niedziałek é um deles. Com a imposição das medidas de segurança, viu o negócio estagnar a partir de 15 de março. Desde então, lamenta, já que o volume de negócios dele caiu cerca de 80%.

O problema da politização

A politização da pandemia também é uma problema observado nos países da Europa. "As pessoas temem que o governo não esteja realmente entendendo a atual situação", disse o jornalista Jarosław Kociszewski.

Ele também explicou o receio da população por observar a existência de "má vontade" e o fato de "que tudo esteja sendo politizado". De acordo como o jornalista, "não se sabe quanto dinheiro foi gasto e existe o medo de que o mesmo esteja ocorrendo com a economia e o sistema público, uma vez que, segundo ele, os números não são confiáveis".

Também no Reino Unido, que ainda está lidando com a pandemia, dezenas de manifestantes desafiaram as autoridades em Londres e em outras cidades britânicas para protestar contra as restrições ligadas ao coronavírus.

Em Milão, na Itália, também houveram protestos. O dono de um restaurante local afirmou que não adiantaria abrir com restrições, pois o modelo de negócio proposto pelo governo não é suficiente para sustentar a sua empresa.

"Na segunda-feira não vamos reabrir porque eu apenas posso trabalhar com seis lugares e nós somos seis pessoas trabalhando no restaurante. Pelo menos podemos jogar futebol de cinco", ironizou o empresário diz Fabio Zanetello.

Fonte: Internet

 

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