19abr/170

Politica: Brazlândia se dividirá entre duas candidatura em 2018

O processo politico se aproxima e nomes começam a surgir com uma força diferenciada em algumas regiões. Um exemplo claro da polarização de nomes com vistas ás eleições de 2018 vem ocorrendo na cidade de Brazlândia.

A pacata região vem se dividindo em dois nomes nas questões politica; Juarezão e Iolando Almeida. A dupla dominou o processo eleitoral anterior e tende a se manterem na linha de frente da preferência eleitoral em 2018. Agora é esperar para ver!

fonte: Redação

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18abr/170

Gim recebeu R$ 1,5 milhão por anunciar disputa ao governo do DF

O ex-senador Gim Argello recebeu R$ 1,5 milhão da Odebrecht após argumentar que tinha interesse em disputar o cargo de governador do Distrito Federal em 2014, afirmou em delação premiada o ex-diretor de Relações Institucionais da empresa Claudio Melo Filho. Os repasses ocorreram entre julho e agosto de 2010, disse o ex-executivo. Argello acabou não concorrendo em 2014. Informações do G1.

Procurado, o advogado de Argello, Marcelo Bessa, disse que ele “jamais solicitou ou recebeu os valores indicados pelos delatores”. “As afirmações, que são feitas sem qualquer prova independente a lhes dar suporte, são mentirosas”, declarou Bessa.

De acordo com o relato de Melo Filho, a conversa com Gim Argello (apelidado de “Campari” nas planilhas da Odebrecht) ocorreu em um hotel da capital federal. O delator declarou que o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, concordou com os repasses ao parlamentar – então senador pelo PTB – porque “em algum momento poderia ter investimentos aqui no DF”.

“Nessa oportunidade, o senador Gim Argello, que é uma pessoa muito eloquente na hora de falar, disse que era presidente do partido dele aqui em Brasília, e disse ao Marcelo [Odebrecht] que, em função de ser presidente do partido e em função também de ter uma expectativa de na próxima eleição, portanto 2014, ser candidato ao governo do DF, então ele solicitou, ele perguntou se existia possibilidade de a Odebrecht fazer contribuições de campanha, a título de campanha, na eleição que viria, de 2010.”

O senador teria pedido mais dinheiro em uma segunda oportunidade, em 2014. “O senador neste momento seria candidato à reeleição no Senado, por qualquer que seja a composição não ocorreu o que ele disse que ocorreria em 2010, que ele tentaria o governo. Ele foi candidato a reeleição no Senado e pediu a Marcelo [Odebrecht] se podia fazer contribuição a título de campanha à pessoa dele”, detalhou Claudio Melo Filho.

 Depois disso, a Odebrecht repassou R$ 1,8 milhão. Segundo o delator, os pagamentos foram realizados desta forma: R$ 250 mil para o PTB distrital; R$ 50 mil para a conta da candidatura do ex-senador; e o restante foi repassado pelo “departamento de propinas” da Odebrecht, chamado oficialmente de “Setor de Operações Estruturadas”.

No depoimento, Claudio Melo Filho também declarou que Gim Argello apresentou pelo menos uma emenda favorável à Odebrecht no Senado. “Teve uma medida provisória que a equipe nossa tratou e eu falei com o senador, só pra pegar o número da emenda aqui, foi a emenda 92, e a MP 599”, disse.

“Como a gente sempre faz pelo caminho legislativo, as empresas que se interessam por algum tema preparam notas explicativas, notas técnicas que justifiquem a discussão que pode ser inserida por aquele tema específico”, continuou o delator. Ele reconhece que o ex-senador fez o gesto considerando todas as contribuições que recebeu da empreiteira.

Como não envolve políticos com foro, a petição do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determina o encaminhamento das informações à Seção Judiciária do Paraná e à Procuradoria da República no estado, onde tramitam as ações da operação na primeira instância.

 Já condenado 

Gim Argello, que foi senador pelo entre 2007 e 2014, já foi condenado a 19 anos de prisão na Lava Jato, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação. Na mesma ação, o ex-senador foi absolvido do crime de organização criminosa. Argello está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, desde abril de 2016.

FONTE: ESTAÇÃO DANOTICIA

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18abr/170

Polícia investiga execução de rapper do DF durante show; veja vídeo

Ele foi atingido por seis disparos durante apresentação em Brazlândia e morreu. Ninguém foi preso; não havia sangue no local do crime e apenas uma bala foi encontrada

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a execução de um cantor de rap morto a tiros durante uma apresentação em Brazlândia, no último domingo (16). Robson Pereira de Souza Machado, de 30 anos, mais conhecido como "Robson RBS", foi atingido por seis balas vindas de uma pessoa encapuzada na multidão, que atirou cerca de dez vezes. Um vídeo registrado no momento dos disparos mostra o público correndo em pânico.

O rapper não estava cantando na hora, mas estava próximo ao palco, prestes a se apresentar. Ele foi o único atingido e chegou a ser encaminhado ainda vivo ao Hospital Regional de Brazlândia, após ser socorrida pelo público. Ele não resistiu aos três ferimentos que tinha na parte frontal do corpo e outros três nas laterais, de quando tentou escapar dos tiros.

A polícia disse que a perícia não foi acionada porque não foi achado nenhum vestígio de sangue no local do show. Apenas uma bala compatível com pistola 380 mm foi encontrada no palco.

Segundo a corporação, um tio da vítima compareceu à 18ª DP e disse desconhecer qualquer envolvimento do rapper com consumo ou tráfico de drogas. Ele também declarou não saber da existência de inimigos que desejassem a morte do cantor.

O cantor e morador da região do Assentamento em Brazlândia já tinha passagem pela polícia por tentar entrar no Centro de Detenção Provisória (CDP) com celular, mas estava se dedicando ao rap há pelo menos três anos.

De acordo com outro rapper que estava no momento do crime, o DJ Máximo da Silva (conhecido como "DJ Marola"), ele participava de apresentações do grupo dele há um ano e meio.

"Na noite anterior ele estava me agradecendo por fortalecê-lo na caminhada e pelo incentivo. Ele me agradeceu por eu o estar ajudando", afirmou Silva.

A Polícia Militar disse que não foi chamada ao local, mas um carro da corporação passava por perto, ouviu os disparos e foi até lá. A suspeita é de acerto de contas. Segundo a PM, o evento não tinha autorização da Secretaria de Segurança Pública para acontecer.

A organização do grupo "Voz Sem Medo", que organizou o evento, disse que por ser de pequeno porte, com menos de 80 pessoas, foram informados pela Adminsitração de Brazlândia de que não era necessária a autorização.

Ninguém havia sido preso até a última atualização desta reportagem. O sepultamento do cantor está previsto para a tarde desta terça-feira (18).

Os shows de rap eram uma comemoração de dois anos do "Ensaiaço", projeto social que leva a música e o esporte para populações carentes. Além do show, havia também uma competição de basquete.

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17abr/170

Administrações Regionais: Quem nomeou quem

 

O governador Rodrigo Rollemberg começou a mexer nas administrações regionais ( leia aqui) e esse é só começo. Os vencedores por lealdade são: Agaciel Maia (PR) e Telma Rufino (PROS). Agaciel indicou o administrador do Cruzeiro/Sudoeste e Telma deu seus pitacos no Recanto das Emas.

Já em Sobradinho I e II, antes de nomear os administradores, o governador Rollemberg fez uma consulta ao petista Ricardo Valle. O parlamentar aprovou e as nomeações foram publicadas.

Agora resta esperar o que será feito das outras administrações regionais. Vem mais mudanças por aí.

 

 

Fonte: blogdoodir

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17abr/170

Rollemberg exonera três administradores regionais; veja mudanças

Troca de gestão afeta Recanto, Sobradinho, Sobradinho II, Fercal, Cruzeiro e Sudoeste/Octogonal. Palácio do Buriti diz que alterações ocorrem para trazer mais 'dinamização'

O governador Rodrigo Rollemberg decidiu fazer mudanças em seis administrações regionais. As trocas de comando foram publicadas nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial do Distrito Federal.

As alterações foram feitas "para dinamizar as relações entre a comunidade das referidas cidades e os órgãos do governo", informou a Secretaria das Cidades. "Os administradores que estão de saída prestaram um importante serviço público ao Distrito Federal", continuou a pasta.

O administrador do Recanto das Emas, Fábio Ávila, vai ser substituído por Paulo Roberto Amâncio da Silva.

A delegada Jane Klébia deixa a gestão de Sobradinho, que passa a ser chefiada por Valter Soares Leite.

Jane também assumia interinamente a gestão de Sobradinho II e Fercal. Quem fica no lugar dela nestas regiões é Charles Magalhães Araújo.

No Cruzeiro e no Sudoeste/Octogonal, sai Reginaldo Sardinha e assume Hélio dos Santos.

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17abr/170

Lei obriga farmácias do DF a divulgarem estoques de remédios gratuitos

GDF tem 180 dias para definir como vai ser fiscalização. Outra lei, também aprovada nesta 2ª, manda hospitais deixarem código de ética da saúde para consulta

Remédios dispostos em estantes de farmácia (Foto: TV Globo/Reprodução)

Remédios dispostos em estantes de farmácia (Foto: TV Globo/Reprodução)

O governo do Distrito Federal publicou uma lei nesta segunda-feira (17) que obriga farmácias populares a divulgar uma lista atualizada com o estoque dos medicamentos gratuitos distribuídos à população. Unidades de saúde do DF que distribuem remédios também são obrigadas a disponibilizar o mural.

De acordo com a lei, o GDF tem prazo de 180 dias para regulamentar e definir como vai ser a fiscalização. O texto é de autoria do deputado distrital Juarezão (PSB). A Secretaria de Saúde disse que já é possível consultar toda a lista de medicamentos padronizados pela internet.

"Para cumprimento da lei, será disponibilizada no site a lista com os itens disponíveis, medicamentos em falta e provável data de reabastecimento", informou a pasta.

Uma outra lei, também publicada nesta segunda, manda todo estabelecimento de saúde no DF – públicos ou particulares – a manter disponível para consulta o código de ética de médicos e de outros profissionais.

Os locais também devem afixar cartazes para divulgar que todo cidadão tem direito a atendimento humanizado sem discriminação, sob risco de multa. A lei é de autoria da deputada Luzia de Paula (PSB) e passa a valer de imediato.

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12abr/170

A chicana sem graça dos distritais

Ponto 1 - O PDT de Joe Vale e a Rede Sustentabilidade tem a maioria dos cargos comissionados do  Palácio do Buriti. A turma deita e rola. Haja cargos e apadrinhados. Logo coloco a lista por aqui mais uma vez. Esses personagens estão obstruindo a pauta de votação e assim créditos suplementares não são aprovados. Trabalhadores terceirizados podem ficar sem receber e os serviços paralisarem. Esses deputados distritais sabem disso.

Ponto 2 - E mais: Os parlamentares ficam fazendo chicana com a gloriosa Polícia Civil do DF(PCDF) e usam desse pretexto para trancar a pauta. As reivindicações dos policiais civis é mais que justa. A sociedade jamais deve ficar contra eles.

O governador Rollemberg deveria assumir as negociações a exaustão e ele mesmo acabar com essa chicana de Joe e companhia. Acorda Rollemberg e chame os policiais para uma conversa olho no olho! Bote o pau na mesa.

Quem não sabe que parte desses parlamentares estão fulos com Rollemberg por causa de cargos no Executivo? Quem não sabe que o governador não cumpriu a sua palavra? Depoimentos embasam todas as minhas interrogações.

Se alguém tem dúvida do que eu falo leia seção 2 do Diário Oficial desta quarta-feira,12. Um desses deputados distritais teve seus apadrinhados exonerados e agora pela manhã foi pedir clemencia ao governador e disse que ia liberar o seu bloco para votar.

Uma parte dos deputados distritais estão fazendo chicana, sim com os nobres policiais civis. Acredite, se irrite quem quiser. O tempo é o senhor da razão.

Fonte: blogdoodir

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12abr/170

Como quatro grandes obras colocaram políticos do DF na Lista de Fachin

As grandes obras realizadas no Distrito Federal nos últimos sete anos são alvo da Operação Lava Jato, de acordo com a lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Enrolam-se no novelo da propina as construtoras OAS, Andrade Gutierrez e Odebrecht com os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT).

O estádio Mané Garrincha, o BRT (Expresso DF), o Centro Administrativo do GDF (Centrad) e o Jardins Mangueiral foram projetos que nasceram na prancheta do político que teve a gestão interrompida pelo escândalo da Caixa de Pandora, em 2010. Mas foi o petista, seu sucessor no Palácio do Buriti eleito pela população, quem descerrou as placas de inauguração. Agora, eles terão de se explicar às instâncias inferiores da Justiça, já que Fachin determinou que fossem investigados.

Os nomes de Arruda e Agnelo permeiam as delações de ex-executivos das três empreiteiras, que coincidentemente tiveram como parceira em seus projetos na capital da República a construtora Via Engenharia. Fundada em Brasília na década de 1980, a empresa candanga é citada pelo delator Marcos Pereira Berti, diretor da Toyo Setal, como integrante de um grupo intermediário — uma espécie de Segunda Divisão — do chamado “Clube VIP” de construtoras que comandavam as fraudes em licitações da petroleira.

Mané Garrincha

Tão monumentais quanto o estádio Mané Garrincha são as acusações contra Arruda e Agnelo. O ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, afirmou que os ex-governadores “embolsaram comissões” para favorecer a empresa na obra. Clóvis Primo, que também dirigiu a empreiteira, contou sobre o acerto para pagamento de 1% do valor em propinas ao então governador Arruda. Segundo ele, a combinação foi feita em 2009, antes mesmo da formação do consórcio vencedor da licitação para construir a arena.

Mesmo após a prisão de Arruda, em 2010, o acordo teria sido mantido. Rogério Sá, outro executivo da construtora, delatou que Agnelo Queiroz, governador eleito à época, também receberia propina de diretores da empreiteira. Segundo a delação, no caso do petista, não havia um percentual previamente estabelecido. Sá afirmou que Agnelo teria pedido valores para o PT.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Clóvis Primo colocou outro peso-pesado da política brasiliense no furacão da Lava Jato. De acordo com ele, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), atualmente assessor do presidente Michel Temer, cobrou recursos irregulares referentes às obras do Mané Garrincha. “O então vice de Agnelo, Tadeu Filippelli, também solicitou à Andrade Gutierrez pagamento de propina via doações de campanha em favor do PMDB, na ordem de 1% do valor do estádio”, teria dito o executivo.

Não bastassem essas delações, a arena brasiliense também foi citada por João Antônio Pacífico e Ricardo Roth Ferraz. Segundo os ex-executivos da Odebrecth, houve acordo de mercado associado às obras do estádio.

Ao lado da Via Engenharia, a Andrade Gutierrez construiu a arena mais cara da Copa do Mundo de 2014, com investimento de quase R$ 2 bilhões. Além do pagamento de propina, auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificou superfaturamento na obra. Na semana passada, a Polícia Federal entrou no caso e investiga as irregularidades na arena brasiliense.

Centro Administrativo

O Centrad foi construído pela Odebrecht, também em parceria com a brasiliense Via Engenharia. O contrato do empreendimento, erguido em Taguatinga, foi firmado na gestão de Arruda e a obra finalizada durante o mandato de Agnelo Queiroz.

O projeto foi alvo de citação de três ex-executivos da Odebrecht: Alexandre Barradas, João Antônio Pacífico e Ricardo Roth. De acordo com as delações, houve ajuste de mercado entre a empreiteira, a Via, a Delta e a Manchester no contexto da execução da obra. A denúncia consta da petição enviada por Fachin às instâncias inferiores da Justiça.

Um dos focos da investigação é a assinatura de termos aditivos ocorridos na gestão petista. Até hoje, o Centro Administrativo permanece ocioso. Há uma série de questionamentos feitos pelo MPDFT e TCDF sobre a estrutura. Os gastos com o empreendimento, tocado pelas construtoras, ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão. No acerto original, o governo pagaria mensalidades ao consórcio durante 22 anos. Elas ainda não foram pagas devido aos apontamentos dos órgãos de controle.

Michael Melo/Metrópoles

MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Integrantes da força-tarefa da Lava Jato investigam se a pedra fundamental do Centro Administrativo foi assentada sobre os negócios criminosos envolvendo o doleiro Alberto Youssef, um dos personagens centrais do Petrolão.

Os promotores de Justiça designados para acompanhar a operação encontraram fortes indícios de que o contrato firmado entre a Via Engenharia, integrante do consórcio que ergueu o CADF, e uma das empresas de fachada de Youssef é fajuto e pode ter sido utilizado como um canal para pagamento de propina.

Além disso, auditoria da Controladoria-Geral do DF apontou irregularidades no contrato de licitação. Os problemas vão desde a concepção da parceria até a entrega da obra. Foram analisadas legalidade, legitimidade, eficiência, eficácia e efetividade do acordo assinado entre o Governo do DF e o Centrad, formado pelas construtoras Via Engenharia e Odebrecht.

No documento de 75 páginas, os responsáveis pela auditoria afirmam que “prevalece o desequilíbrio da relação em favor do ente privado (empresas). Verificaram-se irregularidades na licitação, que poderiam anular todo o processo, e inadequações e irregularidades na constatação e na execução contratual, que igualmente poderiam ensejar sua nulidade”.

Daniel Ferreira/Metrópoles

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

BRT Sul

O BRT – ou Expresso DF – entrou na mira da Lava Jato em janeiro do ano passado. Mensagens obtidas pelos investigadores no celular de José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, indicam que o ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas intermediou negócios da empreiteira com o Governo do Distrito Federal em 2014, época em que era comandado por Agnelo Queiroz (PT) e tinha como vice o peemedebista Tadeu Filippelli, hoje assessor direto do presidente Michel Temer.

A obra, de quase R$ 800 milhões, liga a região de Santa Maria e do Gama ao centro de Brasília. Foi feita por um consórcio do qual participaram a Via Engenharia e a Andrade Gutierrez. Em 27 de outubro de 2014, um número de celular atribuído pelos investigadores a Léo Pinheiro encaminhou mensagem a Gabas citando José Lunguinho Filho, diretor da OAS Defesa.

“Amigo, não deu para o Lunguinho lhe ver. Abaixo a nossa agonia”, afirma Pinheiro, citando em seguida as “principais pendências” que envolviam as obras do BRT Sul de Brasília. Nas mensagens, MM significa “milhões”; CEF, “Caixa Econômica Federal” e GDF, Governo do Distrito Federal.

“Contrato: – Solicitar ao GDF (Casa Civil e Secretaria de Transportes) a aprovação do 7.º Termo Aditivo e a respectiva reprogramação (R$ 60 MM), junto a CEF. – Última medição recebida foi referente ao mês de Junho/14. Saldo financeiro do contrato após este recebimento = R$ 90 MM – Recursos: empenhar e pagar – R$ 30 MM da fonte 100 do GDF (contra partida) desbloquear e pagar – R$ 60 MM do convênio de empréstimo, junto a CEF. Grande abraço, Léo.”

Cinco horas depois da primeira mensagem, ela foi respondida por um número que a investigação atribui a Carlos Gabas. “Ok. Cuido daqui.”

Os ex-executivos da Odebrecht João Antônio Pacífico e Ricardo Roth também delataram irregularidades na obra do BRT Sul. Contaram nos depoimentos que houve um encontro do ex-governador Arruda e de seu secretário de Obras, Márcio Machado, com diretores de construtoras, para tratar da licitação da obra.

Jardins Mangueiral

A delação premiada da ex-secretária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares colocou outra grande obra no escopo da Lava Jato. Segundo a funcionária, que trabalhava no chamado “Departamento de Propinas” da construtora, “Grama” teria recebido R$ 200 mil em espécie, num pagamento referente ao Jardins Mangueiral. O projeto, localizado em São Sebastião, é considerado a primeira parceria público-privada (PPP) habitacional no Brasil.

Reprodução

REPRODUÇÃO

O executivo da Odebrecht Realizações Imobiliárias, João Alberto Lovera, foi citado na colaboração de Maria Lúcia Tavares. Em contato com ela, Lovera teria tratado a entrega do dinheiro em 5 de março do ano passado, em Brasília, para “Grama”.

O empreendimento também entrou na delação do ex-presidente da Odebrecth Realizações Imobiliárias, Paul Elie Altit. Ele relatou o pagamento de “vantagem indevida” destinada a agentes públicos vinculados ao Governo do Distrito Federal associado ao projeto habitacional.

O Jardins Mangueiral é um bairro planejado, com infraestrutura urbana de água, esgoto, iluminação pública, ruas pavimentadas e urbanizadas, lazer e segurança. Foram construídas 8 mil unidades habitacionais. O projeto, que movimentou mais de R$ 1,3 bilhão, é uma parceria do GDF (que entrou com o terreno), com as construtoras Odebrecht e Via Engenharia. Ocupa uma área de 200 hectares, às margens da DF-463."

O empreendimento está citado em pelo menos duas petições enviadas por Fachin aos tribunais de instâncias inferiores (sem foro privilegiado) e colocou os holofotes sobre o ex-secretário de Habitação do DF (gestão de Agnelo) Geraldo Magela (PT), embora o nome dele não esteja citado na relação liberada pelo STF nesta terça (11/4).

No ano passado, Magela foi alvo de uma operação da Polícia Federal. A ação tinha como objetivo esclarecer como funciona uma organização criminosa suspeita de interferir e cobrar taxas para a concessão de lotes do Programa Habitacional Riacho Fundo II – 4ª Etapa.

O ex-secretário de Habitação e ex-deputado federal, que já disputou o Buriti, foi conduzido pelos agentes para prestar depoimento. Magela ficou por mais de seis horas na sede da PF em Brasília, no Setor Policial Sul.

O adjunto de Magela e presidente da Codhab à época, Rafael Carlos de Oliveira, também foi alvo da operação. De acordo com os investigadores, ele tinha parentes em construtoras e em associações envolvidas na construção de imóveis populares do programa habitacional do GDF. Teria agido em benefício dos familiares.

Segundo o delegado Guilherme Siqueira, a PF investiga um termo aditivo assinado por Magela, em 2013, quando ele era secretário de Habitação no governo Agnelo Queiroz, dando poder de escolha e fiscalização do Programa Minha Casa Minha Vida, no Riacho Fundo II, para 206 associações. “Esse termo causou um estranhamento”, disse o delegado. As obras começaram em 2011.

Ainda de acordo com Siqueira, foram identificadas duas empresas de pequeno a médio portes que monopolizavam as obras na região. “Alguns funcionários das associações trabalhavam nas construtoras”, afirmou. A partir de 2011, explicou, as associações passaram a cobrar taxas de R$ 10 mil a R$ 15 mil para agilizar a liberação dos lotes.

Outros nomes

Na lista de Fachin são citados, nominalmente, outros três brasilienses. O ex-secretário de Obras Márcio Machado teve papel de destaque nas obras durante a gestão Arruda. O deputado distrital Robério Negreiros (PSDB), citado por Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, é acusado de receber uma doação de R$ 50 mil da empreiteira para a sua campanha eleitoral.

O ex-senador Gim Argello está preso em Curitiba pela Lava Jato. Ele foi condenado a 19 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação.

Todos os envolvidos negam as irregularidades. Metropóles.

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12abr/170

Contrariado com obstrução, Rollemberg exonera aliados de Abrantes

Nem o Cristo mais famoso de Planaltina escapou da ira do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), em plena Semana Santa. Em obstrução à votação de projetos do Executivo na Câmara Legislativa por estar defendendo o aumento da Polícia Civil, o deputado Claudio Abrantes (Rede) teve os cargos de sua indicação exonerados da estrutura do GDF nesta quarta-feira (12/4). Por muitos anos, o distrital encenou o papel principal da Via Sacra mais tradicional da cidade.

Com a canetada, Rollemberg mandou um recado para os seus supostos aliados. O socialista precisa desobstruir a pauta já que se não conseguir aprovar a liberação de um crédito de R$ 248 milhões, que, segundo o Executivo, serviria para o pagamento de salários de terceirizados e benefícios de servidores públicos.

Abrantes tinha, segundo ele, quatro cargos dentro da Companhia Habitacional do Distrito Federal (Codhab) e não foi informado sobre as demissões antes de elas serem publicadas no Diário Oficial do DF (DODF). Entre os exonerados está o diretor de Regularização de Interesse Social, Marcus Palombo.

“Os cargos são do governador. A responsabilidade de retirar um servidor qualificado e com trabalho elogiado por todos é dele. Ele não me falou nada, soube pelos próprios exonerados, entre eles uma grávida”, disparou o distrital.

Relações estremecidas

Cláudio Abrantes, que é agente da Polícia Civil, integra a base governista desde que deixou o PT para se transferir à Rede Sustentabilidade. Apesar da perda de espaço, o distrital afirma que vai manter a mesma postura adotada antes do desentendimento.

“Sempre tive uma postura de votar o que é bom para a sociedade ou justo para as categorias. Não apoiava o governo por cargos, para não ter que abaixar a cabeça e continuarei assim”, garantiu. Metropóles.

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12abr/170

Operação Semana Santa nas estradas começa nesta quarta no DF

DER vai fazer blitze educativas; PRF se concentra em trechos perigosos para evitar acidentes. Monitoramento vai até domingo

Polícia Rodoviária Federal realiza fiscalização de velocidade em rodovia (Foto: Divulgação/PRF)

Polícia Rodoviária Federal realiza fiscalização de velocidade em rodovia (Foto: Divulgação/PRF)

Com a proximidade do feriado da Semana Santa, as operações de fiscalização das vias e rodovias do Distrito Federal e entorno começam nesta quarta (12) e irão até domingo (16). O Departamento de Rodovias e Estradas do DF (DER) fará blitze educativas a partir desta quarta. Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF), inicia o monitoramento intensivo na quinta-feira (13) e termina no domingo (16).

A fiscalização da PRF irá se concentrar nos trechos de rodovia com maiores índices de acidentes e crimes. A operação pretende reduzir o número de acidentes e garantir maior segurança e fluidez no trânsito.

Os principais pontos verificados pelos policiais rodoviários serão o excesso de velocidade, o uso de álcool pelos motoristas, cinto de segurança, transporte seguro de crianças e ultrapassagens indevidas.

Nas abordagens do DER haverá distribuição de material educativo para informar sobre os cuidados necessários que os motoristas devem ter ao fazer uma viagem de carro pelas rodovias.

Para este feriado, a PRF também decidiu restringir o tráfego de alguns tipos de veículos, para aumentar a segurança das pistas, principalmente nos momentos de ultrapassagem, e aumentar a fluidez do trânsito.

As chamadas Combinações de Veículos de Cargas (CVC), portadores de Autorização Especial de Trânsito (AET), de Combinações de Transporte de Veículos (CTV) e Combinações de Transporte de Veículos e Cargas Paletizadas (CTVP), só poderão circular em horários e dias determinados pela polícia.

Orientações

A PRF também orienta que os motoristas redobrem a atenção e façam a revisão do carro, verificando os pneus (inclusive o estepe), as palhetas dos limpadores de para-brisa, assim como os itens de iluminação e sinalização.

Planejar a viagem, pesquisando e escolhendo quais locais são mais adequados para paradas de alimentação, abastecimento e descanso, é importante para evitar surpresas, dizem os especialistas. Outra recomendação é para que os motoristas mantenham a atenção na pista e respeitem as sinalizações e limites de velocidade.

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11abr/170

Investigação da PF no Mané Garrincha chega a TCDF, Novacap e Terracap

A investigação não faz parte da operação Lava Jato, mas tem como base as delações feitas por executivos da construtora Andrade Gutierrez e homologadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Delegacia de Inquéritos Especiais da PF (Deleinque) é responsável pelo caso e ainda não realizou nenhuma operação de busca e apreensão de documentos. Ao lado da Via Engenharia, a Andrade Gutierrez construiu a arena mais cara da Copa do Mundo de 2014, com investimento de quase R$ 2 bilhões.

Ao Metrópoles, Júlio César de Azevedo Reis, presidente da Terracap, informou que a Polícia Federal enviou à estatal um ofício solicitando os documentos referentes à licitação, ao contrato e à execução da arena brasiliense em março deste ano. Os arquivos foram encaminhados à superintendência da PF este mês. A Novacap afirmou, por meio de nota, que recebeu da Polícia Federal, em 20 de março de 2017, uma solicitação de cópia de todo o processo do estádio.O TCDF ainda não se manifestou.

Delações

Clóvis Primo, um dos delatores e executivo da Andrade Gutierrez, afirmou em seu depoimento que, antes mesmo da formação do consórcio que venceu a licitação para construir a arena, já havia um acerto, em 2009, para pagamento de 1% do valor em propinas ao então governador José Roberto Arruda.

Mesmo após a prisão de Arruda, em 2010, o acordo teria sido mantido. Rogério Sá, outro executivo da construtora, delatou que Agnelo Queiroz, governador eleito à época, também receberia propina de diretores da empreiteira. Segundo a delação, no caso do petista, não havia um percentual estabelecido. Sá afirmou que Agnelo teria pedido valores para o PT.

Superfaturamento

Uma auditoria em curso no TCDF apontou graves danos aos cofres públicos na obra do Mané Garrincha. A estimativa é de que, pelo menos, um terço do valor do empreendimento tenha sido superfaturado. Uma das descobertas feitas pelos auditores se refere às 49 placas de sinalização que seriam instaladas no interior do estádio.

Os equipamentos, que poderiam chegar a 4,43m², teriam seu custo avaliado em até R$ 70 mil a unidade. O preço total deveria ser de R$ 2,67 milhões. Mas o valor final da licitação ficou em inexplicáveis R$ 6,15 milhões. Por conta disso, a licitação foi cancelada.

Outro caso de sobrepreço, identificado antes mesmo de a Copa começar, remete ao cálculo do transporte de materiais pré-moldados no canteiro de obras. Os auditores disseram que o custo foi estipulado em R$ 592 por metro cúbico, quando deveria ser de R$ 3,70, a partir de pesquisas de mercado feitas à época. Além disso, no contrato, o endereço da fábrica responsável pelas peças, que fica a 1,5km do Mané Garrincha, constava a 240km de distância.

Os especialistas do TCDF questionam a antecipação de pagamento de parte do material utilizado na estrutura da cobertura. Com esse adiantamento, o GDF deveria se beneficiar com desconto de R$ 1,35 milhão, que nunca chegou a ser aplicado. No mesmo processo, a auditoria revelou que uma indevida desoneração tributária aumentou o valor do contrato em R$ 17,7 milhões.

Elefante branco

Orçado inicialmente em R$ 745 milhões, o Mané Garrincha custou quase o triplo do valor previsto. A arena de 71 mil lugares só registrou casa cheia em poucos eventos, como a Copa das Confederações e o Mundial. Nem nas Olimpíadas a capacidade máxima foi atingida.

Atualmente, o local não arrecada o suficiente sequer para a sua manutenção. Por mês, o estádio custa aos cofres do Governo do Distrito Federal cerca de R$ 700 mil. São despesas com energia, limpeza, reposição de peças, pequenos reparos e segurança, entre outros serviços.

A manutenção cara, diante de uma agenda vazia, acelerou os planos do Palácio do Buriti de entregar o local para a gestão privada. (Colaborou Kelly Almeida) Metropóles.

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11abr/170

Professores do DF em greve se acorrentam em esculturas da Catedral de Brasília

Professores do DF se acorrentam em esculturas ao redor da Catedral  (Foto: Vinícius Souza/G1)

Professores do DF se acorrentam em esculturas ao redor da Catedral (Foto: Vinícius Souza/G1)

Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram se acorrentar nas esculturas dos Apóstolos Evangelistas em frente à Catedral Metropolitana de Brasília. Segundo os organizadores, cerca de 4 mil servidores participam da mobilização. A Polícia Militar estima 1 mil participantes.

Nesta terça-feira (11), os professores decidiram em assembleia continuar a greve que começou em 15 de março. Também nesta terça, o Tribunal de Justiça do DF decidiu aumentar a multa aplicada ao sindicato por dia de paralisação, de R$ 100 mil para R$ 400 mil. O corte de ponto dos professores que aderirem ao movimento foi mantido.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro) Samuel Fernandes, os servidores querem uma nova rodada de negociações com o governo do DF.

Docentes acorrentados próximo à Catedral de Brasília  (Foto: Vinícius Souza/G1 )

Docentes acorrentados próximo à Catedral de Brasília (Foto: Vinícius Souza/G1 )

Os docentes iniciaram a paralisação para reivindicar o pagamento da quarta parcela do reajuste salarial. A medida foi prometida pelo governador Agnelo Queiroz (PT-DF) e deveria ter sido paga em outubro do ano passado. Desde o início da movimentação, o GDF alegou não ter condições financeiras de arcar com o reajuste reivindicado pelos professores.

O governo ofereceu o pagamento de até R$ 100 milhões, de acordo com a disponibilidade do caixa, para quitar, por exemplo, as licenças-prêmio. Além de se comprometer em não adotar a nova lei da terceirização na atividade fim da educação.

Em nota, o GDF disse ainda que não irá encaminhar propostas de reforma previdenciária do funcionalismo distrital sem antes discutir o assunto com a sociedade, e que o pagamento dos dias parados será feito de acordo com a reposição das aulas.

Multa

Em 27 de março, a Justiça havia decretado a ilegalidade da paralisação e estabelecido que a categoria deveria voltar às atividades. A decisão judicial também determinou o corte dos dias faltados. Em caso de desrespeito, a multa prevista era de R$ 100 mil por dia. Nesta terça, o Ministério Público pediu o aumento da multa para R$ 400 mil.

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