14mar/170

Lula chega à Justiça para depor sobre suspeita de obstrução da Lava Jato

Réu na ação penal, ex-presidente prestará depoimento na 10ª Vara Federal de Brasília; petista e outros seis são acusados pelo Ministério Público de tentar impedir delação de Cerveró

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou, pouco antes das 10h desta terça-feira (14), à 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, para prestar depoimento ao juiz Ricardo Leite. Na oitiva, Lula explicará a suspeita de que tentou obstruir as investigações da Operação Lava Jato. O depoimento teve início por volta das 10h20.

A chegada do ex-presidente transcorreu de maneira tranquila. Por medida de segurança, a via de acesso ao prédio que recebe o depoimento foi interditada pela Polícia Militar do Distrito Federal.

No momento em que chegou ao local, havia cerca de 25 manifestantes, todos a favor do ex-presidente. Além disso, a região amanheceu com pichações em apoio a Lula (veja fotos ao final desta reportagem).

Lula é um dos sete réus da ação penal aberta em julho do ano passado para investigar se houve uma tentativa do grupo de convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a não fechar acordo de delação premiada.

Segundo as investigações, Lula, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves – sócio do BTG Pactual –, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai, teriam tentado impedir que Cerveró revelasse à Justiça detalhes do esquema de corrupção que atuava na Petrobras em troca de uma redução da pena.

O ex-presidente da República deveria ter sido ouvido pela Justiça Federal de Brasília em fevereiro. Mas o juiz responsável pelo caso adiou o depoimento para esta terça-feira a pedido da defesa de Lula. A mudança foi autorizada em razão da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Os depoimentos dos outros seis réus da ação penal estão marcados para esta sexta-feira (17), também em Brasília. Portal G1.

14mar/170

Rollemberg vai à Câmara para defender transformação de Hospital de Base em instituto

Unidade é referência para casos de traumatismo. Se medida for aprovada sem alterações, administração passa a ser feita por conselho de 8 membros; veja intenção do GDF

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, apresentou à Câmara Legislativa nesta terça-feira (14) um projeto para tornar o Hospital de Base – principal do DF e referência para casos de traumatismos – em um instituto. Se a medida for aprovada sem alterações, o Instituto Hospital de Base permanecerá totalmente público, mas a gestão deixa de ser responsabilidade de um único diretor, nomeado pelo secretário de Saúde, Humberto Fonseca, ao qual é subordinado.

A administração será feita por um conselho de oito membros, quatro nomeados pelo secretário – que assume função de presidente do colegiado – e quatro da sociedade civil, indicados em lista tríplice pelo Conselho Regional de Medicina, pelo Conselho de Saúde do DF, por uma entidade social que represente os direitos dos usuários do SUS e pelos funcionários do próprio instituto.

Nenhum dos membros será remunerado pela função ou poderá ser político, filiado a partido ou parente de político em até terceiro grau. Também haverá uma diretoria executiva, com diretor presidente, vice-presidente e três diretores escolhidos pelo conselho administrativo. O conselho fiscal será composto por três membros indicados pelo governador.

O quadro de funcionários do hospital também deve mudar. Os trabalhadores vinculados ao instituto também deverão ser celetistas, em vez de concursados. Os cerca de 3,4 mil servidores vão então poder optar por permanecer sob o novo formato ou ser remanejados para outras unidades de saúde do DF.

"Tenho convicção absoluta de que [o Instituto] vai mudar o atendimento à população. Queremos implementar o quanto antes para que, rapidamente, possamos ter um modelo de inspiração para o Brasil no Hospital de Base que já é referência no DF”, disse o governador.

Segundo o governo, o modelo que se pretende implementar no Base vai seguir os exemplos da Rede Sarah Kubitschek, do Hospital Metropolitano de Belo Horizonte e do Hospital Estadual do Acre.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o projeto começou a ser elaborado no ano passado a partir de uma demanda do Conselho de Saúde – responsável por votar e fiscalizar ações do SUS – , que sugere a descentralização administrativa e orçamentária do Hospital de Base.

Entrada do Pronto-Socorro do Hospital de Base (Foto: Luiza Garonce/G1)

Entrada do Pronto-Socorro do Hospital de Base (Foto: Luiza Garonce/G1)

Ao G1, uma médica do Hospital de Base que não quis se identificar disse discordar que o projeto vá melhorar o funcionamento da unidade. "É tirar do Estado a responsabilidade sobre serviços essenciais, que são os da Saúde."

Segundo ela, o instituto funcionaria como uma OS, que "já provou que não funciona". "Aqui, nós atendemos gente que não conseguiu vaga no Sarah e no HUB. Não é só trauma", declarou. "Eu atendo 2 mil pessoas por ano. Na minha especialidade, não contrataram ninguém há três anos."

O texto apresentado nesta terça, segundo o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, passou pelo crivo do Ministério Público do DF, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho Regional de Medicina e do Tribunal de Contas do DF, que embargou as contratações do governo por ultrapassar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Segundo relatório divulgado em janeiro, o GDF fechou 2016 com um gasto de 46,82% da arrecadação de impostos apenas para pagar o salário de servidores. O limite de alerta é de 44,10%.

Trecho da carta endereçada pelo governador Rollemberg a deputados (Foto: Reprodução)

Trecho da carta endereçada pelo governador Rollemberg a deputados (Foto: Reprodução)

E as organizações sociais?

Para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Reginaldo Veras, o projeto “enterra, de vez, a implantação das Organizações Sociais (OS), às quais sempre fomos contrários”. No entanto, ela afirma que será preciso fazer uma análise mais aprofundada do projeto. As OSs são entidades sem fins lucrativos, e eram cogitadas para gerir as UPAs do DF.

"Se o atendimento for de excelência, com respeito aos servidores públicos que não podem perder direitos e, acima de tudo, com a celeridade nos processos de compras e contratação de funcionários, terá apoio da população e, logo, da Câmara", disse Veras.

Rollemberg, no entanto, afirmou que as OS ainda podem estar nos planos do governo. “Não descartamos a implementação. Estamos sempre em diálogo com a Câmara. Agora, vamos focar no Hospital de Base.”

A expectativa do governo é de que o projeto seja apreciado pelo plenário da Câmara até final de junho. Se for aprovado, o novo modelo deve começar a funcionar em seis meses.

Fachada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Foto: TV Globo/Reprodução)

Fachada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Foto: TV Globo/Reprodução)

Orçamento

Se for a aprovada a criação do Instituto Hospital de Base, o salário dos novos funcionários – contratados pela CLT – será menor que o atual e o regime de trabalho, baseado no cumprimento de metas. O orçamento, no entanto, será mantido o mesmo: R$ 550 milhões por ano.

De acordo com a Secretaria de Saúde, 82% do orçamento é usado apenas para pagar o salário de funcionários. Somente dos técnicos de enfermagem – que correspondem a 67% do quadro profissional do hospital –, a remuneração varia de R$ 1.096,84 a R$ 9.981,88. A média nacional para o regime de 36 horas, segundo Fonseca, é de R$ 1,4 mil. Os valores estão disponíveis no Portal da Transparência.

Se o projeto de lei for aprovado, o salário dos funcionários vai ser regulado pelo valor de mercado, mais próximo a R$ 1,4 mil. Os servidores que já fazem parte do quadro não terão reajuste salarial. A dedicação exclusiva, que hoje é obrigatória, será opcional. Em contrapartida, os funcionários terão que seguir um regime de metas.

Os novos funcionários serão contratados por meio de edital público de chamamento, baseado em manual de contratações que deve ser criado pelo conselho administrativo.

O dinheiro do instituto será repassado pelo GDF com base em um contrato de gestão, comum nas autarquias. Segundo o governo, o status de instituto vai garantir ao hospital "maior agilidade na compra de medicamentos e aparelhos", porque não se aplicariam as regras de licitação da secretaria. Por outro lado, todas as aquisições são de uso exclusivo do Base, não podendo ser transferidas para outras unidades de saúde do DF.

O conselho do hospital será responsável pela elaboração de um manual de contratações, além de um manual de gestão de pessoas e um manual de monitoramento e controle administrativo. Esses manuais terão normas bem definidas de metas e desempenho.

Atualmente o Hospital de Base conta com 750 leitos (com possibilidade de chegar a 900). Ao todo, 15 leitos de UTI estão desativados por falta de pessoal.

13mar/170

Políticos tensos com iminente divulgação das delações de funcionários da Odebrecht

Imagem do Congresso Nacional, em dezembro passado. Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil

Os telefones das assessorias de imprensa da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal (STF) dispararam na última quinta-feira. Circulava por Brasília um boato de que arquivos com as delações de 78 ex-funcionários da construtora Odebrecht haviam sido transferidos do primeiro órgão para o segundo. Era o primeiro passo necessário para que seus conteúdos se tornassem públicos, caso o ministro Edson Fachin decida, como se espera, derrubar o sigilo a pedido do procurador-geral, Rodrigo Janot. Até um cidadão, impaciente com a lentidão da confirmação pelos jornais, decidiu arriscar a sorte no canal de atendimento aos jornalistas. A confusão se originou porque, mais cedo, neste mesmo dia, o STF começou a recolher HDs (discos rígidos) de veículos de imprensa, a pedido dos próprios jornalistas, para que, se liberados, os documentos consigam chegar às Redações e ao público com mais facilidade. Brasília, já tensa, segurou a respiração. Informações do El País.

O conteúdo das delações promete espalhar a crise gerada pelas investigações da Lava Jato para um amplo número de políticos importantes de Brasília e de diversos Estados. Há indícios de que caciques do PMDB, PT e PSDB foram implicados. E se espera que o Planalto de Michel Temer seja atingido com força. Diante de sua magnitude, o pacote de acordos ganhou o apelido de delação do fim do mundo.

Homologadas pela presidenta do Supremo, Cármen Lúcia, em 30 de janeiro deste ano, as delações estão nas mãos de Janot há pouco mais de 40 dias. São mais de 900 depoimentos, incluindo transcrições, áudios e vídeos. Inicialmente, o pacote incluía 77 nomes, mas o executivo Fernando Migliaccio, que estava preso na Suíça, entrou no acordo, elevando o número para 78. Com a enorme quantidade de material, o Supremo sugeriu, a pedido dos jornalistas, que os veículos de comunicação levassem ao local um HD de dois terabytes ou dois HDs de um terabyte cada, cada um deles capaz de armazenar algo como quatro dezenas de filmes em alta resolução ou 320.000 fotos, por exemplo. Até a última sexta-feira, 40 veículos de comunicação haviam deixado o material no órgão.

Apesar da ansiedade geral, nada aconteceu. Até às 18h de sexta, quando se encerra o expediente burocrático da Procuradoria-Geral da República, o material ainda não havia sido enviado para Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo desde a morte de Teori Zavascki, no início deste ano. A expectativa é que isso aconteça já nesta segunda. Além da quebra do sigilo do material, Janot deve pedir a abertura de inquéritos contra políticos suspeitos de corrupção, com base no que se apurou nos depoimentos. Ao receber as demandas, o ministro do STF terá que analisar o conteúdo das delações antes de tomar sua decisão. Ele pode manter em sigilo, por exemplo, falas que comprometam a investigação. Nos últimos dias, em ao menos duas ocasiões Fachin indicou que não tomará uma decisão apressada e ressaltou o tempo levado por Janot para analisar o material após a homologação de Cármen Lúcia. Queria explicar a complexidade da tarefa. Por isso, depois de o material chegar ao Supremo ainda deverá demorar ao menos alguns dias para que seu sigilo seja, de fato, levantado.

Além das demandas de Janot, Fachin também terá que analisar um pedido feito pelos advogados dos ex-funcionários da Odebrecht que firmaram os acordos. Eles querem que os áudios e os vídeos que constam na investigação não se tornem públicos. Na demanda, citam a Lei 12.850, de 2013, que regulamentou a delação premiada e prevê que o colaborador tem o direito a ter “nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservados”. Pedem ainda que, caso não seja possível atender ao pedido totalmente, ao menos os vídeos fiquem de fora. Querem a imagem preservada, divulgando-se apenas os áudios e as transcrições. Com isso, evitariam posterior reconhecimento nas ruas e retaliações públicas aos delatores.

Enquanto a decisão não chega, o Congresso permaneceu nesta sexta-feira em silêncio. A maioria dos parlamentares já havia retornado para seus Estados, em um dia habitualmente sem sessão deliberativa. Pelos salões de carpetes verde e azul que marcam a Câmara e o Senado apenas visitantes circulavam. Era a calma que antecede a tormenta. fonte: estaçãodanoticia.

13mar/170

Distritais pedem mais tempo para decidir situação de Sandra Faraj

Os deputados distritais querem mais tempo para decidir se dão prosseguimento ou arquivam a representação que pede a cassação da deputada Sandra Faraj (SD). A Mesa Diretora da Câmara Legislativa deveria decidir nesta segunda (13/3) como proceder no caso, mas optou pelo adiamento até o próximo dia 20. O processo também será enviado à análise na Procuradoria da Casa e um relator será escolhido para elaborar parecer sobre as denúncias.

Alvo de investigação por suspeita de usar verba indenizatória irregularmente, a deputada Sandra Faraj é acusada de não repassar à empresa Netpub R$ 150 mil referentes à prestação de serviços de tecnologia, mesmo tendo ela sido ressarcida pelos cofres públicos. A representação foi protocolada pela ONG Adote um Distrital logo depois que as denúncias vieram à tona.

“A decisão fica para a próxima semana porque ainda precisamos fazer algumas análises. Vai ser escolhido um relator entre os integrantes da Mesa e ele fará um relatório que será votado na próxima segunda-feira, quando haverá uma decisão”, explicou o presidente da Câmara, deputado Joe Valle (PDT). Vice-presidente da Casa, o deputado Wellington Luiz (PMDB) disse que os fatos que estão sendo citados na imprensa, como a acusação de que foram usados carimbos falsos, já eram de conhecimento da Mesa, mas que ainda é preciso mais tempo para analisar o caso.

“Vamos continuar conversando, pois há muita coisa a ser feita. Para que se faça Justiça, é prudente que tenhamos um tempo maior”, explicou Wellington Luiz. Integrante da Mesa Diretora, Sandra Faraj esteve na Presidência, mas não participou da reunião.

Verba indenizatória

O caso levou a Câmara a alterar as regras para uso e pagamento da verba indenizatória aos distritais – as alterações serão publicadas amanhã no Diário da Câmara Legislativa. Segundo o presidente Joe Valle, entre as mudanças estão a obrigação de registro da empresa com objeto social, conta específica para cada distrital, entre outras alterações.

“O serviço não pode ser prestado por pessoa física. No caso de aluguel de carros, por exemplo, não chegaremos no lugar onde é feita a locação e será uma padaria, pois o objeto social da empresa contratada precisa estar claro. Todo recurso que sair também deverá ser por meio de cheque nominal, transferência ou boleto. Isso vai permitir uma rastreabilidade completa”, afirma Valle.

A situação da deputada Sandra Faraj se agravou com outra acusação: de que uma das notas fiscais apresentadas por sua defesa como paga teria um carimbo falsificado, dando o “recebido” da Netpub. Sócio da empresa e ex-funcionário de Sandra, Filipe Nogueira identificou carimbo falso: “Não carimbamos a última nota justamente para pressionar o pagamento”, contou ao Metrópoles. De acordo com ele, a assinatura também não confere.

Nos documentos presentes na defesa da parlamentar, 11 das 12 notas entregues pela Netpub ao gabinete de Sandra Faraj possuem o carimbo idêntico, com o nome da empresa neles. Porém, o de fevereiro de 2016, exatamente o da última nota entregue pela empresa de Filipe Nogueira, é diferente e tem uma assinatura divergente das demais.

Veja a diferença dos carimbos no detalhe:

Reprodução

REPRODUÇÃO

Denúncia

Filipe e a mulher dele, Michelly Nogueira, denunciam um esquema no qual a deputada teria recebido as notas fiscais antes do acerto de contas e nunca quitado a dívida. A Netpub prestava serviços na área de tecnologia da informação.

As divergências ocorreram durante os dois anos em que Filipe trabalhou no gabinete de Sandra, até que a Netpub entrou com pedido formal de execução da dívida, tanto na Justiça quanto na Câmara, em julho de 2016.

Sandra Faraj nega que tenha a dívida com a empresa e que todos os pagamentos foram realizados em dinheiro, apesar de o contrato com a Netpub definir que eles deveriam ser feitos por meio de boletos.

Diante das denúncias, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também abriu uma investigação contra a parlamentar, que já prestou depoimento espontâneo aos promotores.

13mar/170

Mesmo com obra emergencial, DF só ‘aguenta’ seca se reservatórios subirem

Afirmação é do secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio. Ao G1, ele disse que condição atual 'não está tranquila' e não descartou aumento de dias sem água no racionamento

Banhistas aproveitam Lago Paranoá, em Brasília (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

Banhistas aproveitam Lago Paranoá, em Brasília (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

Mesmo com a previsão de captar água do Lago Paranoá e do córrego do Bananal de maneira emergencial, o governo do Distrito Federal estima que não tem condição de enfrentar o período de seca com o atual volume dos reservatórios. Ao G1, o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, disse nesta segunda-feira (13) que por enquanto a situação “não está tranquila”.

Até a publicação desta reportagem, o reservatório do Descoberto (principal do DF) estava em 43,60% da capacidade, e o de Santa Maria, em 47,60%. “O certo seria que os níveis estivessem próximo de 100%”, declarou Sampaio. “Não vamos começar [o período de seca, de maio a outubro] com uma situação confortável, não.”

O governo estima que as obras emergenciais para captar água no Paranoá e no Bananal tragam um reforço de 1,4 mil litros por segundo. Parte das construções vai ser financiada com a verba da tarifa de contingência, que deixa a conta de água e de esgoto 20% mais cara e que já rendeu ao governo pelo menos R$ 9,6 milhões.

“Se você vai começar com um volume bastante aquém do que necessitaríamos, vamos ter que tirar o mínimo possível de água do Descoberto. E isso significa as pessoas consumirem de forma bastante consciente e a gente poder fazer com que essas novas fontes de água ingressem no Descoberto”, continuou Sampaio.

O representante do GDF voltou a admitir a hipótese de os consumidores ficarem mais do que só um dia sem água. “Se não conseguirmos economizar de forma espontânea, o governo infelizmente terá que lançar mão de outras medidas para que o consumo diminua a força. Em tese, poderia chegar a aumentar o período de racionamento.”

O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, em entrevista (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, em entrevista (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Obra no Paranoá

De acordo com o GDF, a instalação dos equipamentos necessários para captar água do Lago Paranoá deve ficar pronta em seis meses e custar cerca de R$ 50 milhões. Detalhes do projeto foram entregues ao Ministério da Integração, que deve liberar dinheiro para as construções.

"Essa é uma obra que é possível ser feita num prazo de 180 dias e, para que se enquadre na emergência do Ministério da Integração, ela precisa realizada nesse prazo máximo", disse o governador Rodrigo Rollemberg.

Segundo o governo, a captação será feita em uma balsa, que ficará no Setor de Mansões do Lago Norte. Após a retirada, a água será direcionada para uma "estação de tratamento compacta", que será instalada no mesmo local.

Depois do tratamento, a água é jogada no sistema e vai ajudar no abastecimento das regiões do Lago Norte, Setor de Mansões, Taquari, Varjão, Paranoá e Itapoã. O GDF também informou que trata-se de uma medida emergencial que vai funcionar apenas no período de crise hídrica. O projeto será coordenado pelo escritório de projetos especiais da governadoria e executado pela Caesb.

9mar/170

Polícia do DF prende 7 suspeitos de forjar quilometragem para vender carros

Ação apreendeu 21 carros que tiveram odômetro adulterado. Investigações indiciaram 36 pessoas por associação criminosa, estelionato e crime contra as relações de consumo

Policiais civis do DF fazem busca em casa de suspeito de alterar odômetro (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Policiais civis do DF fazem busca em casa de suspeito de alterar odômetro (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou na manhã desta quinta-feira (9) a Operação Regresso, que preendeu sete pessoas suspeitas de forjar a quilometragem de carros para vendê-los. Foram apreendidos 21 veículos adulterados. Segundo informações da Polícia Civil, o grupo é formado por donos de empresas, empregados e particulares, que mudavam informações dos odômetros dos automóveis.

O odômetro é um equipamento usado para medir a distância percorrida pelo carro. O grupo adulterava os dados, segundo a polícia civil, para poder vender um veículo como seminovo, sendo que ele já estava em condições mais desgastadas.

Foram realizadas 83 ações de busca e apreensão em casas e escritórios, e recuperação de carros adulterados. De acordo com a polícia, 36 pessoas foram indiciadas por associação criminosa, estelionato e crime contra as relações de consumo.

Polícia mostra como funcionava sistema de grupo que fraudava odômetros no DF

De acordo a Polícia Civil, o grupo atuava preferencialmente em Ceilândia e Taguatinga. Para o delegado responsável pelo caso na 23ª DP (Ceilândia), Vitor Dan, as investigações estimam que mais de 200 mil carros possam ter sido adulterados no DF.

“Essa fraude já acontece há mais de 20 anos no DF. O fato é tão grave que tem um projeto de lei tramitando na Câmara Federal para a quilometragem ser registrada anualmente no documento.”

9mar/170

DELATOR CONFIRMA QUE ‘PROXIMUS’ ERA COMO A ODEBRECHT SE REFERIA A CABRAL

ERA COMO A ODEBRECHT SE REFERIA AO PROPINEIRO SERGIO CABRAL

9mar/170

TSE estuda controlar influência das igrejas nas eleições

Informações, Veja Online 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda uma cláusula para bloquear o uso do poder econômico e a influência das igrejas nas eleições, afirma o presidente da Corte eleitoral, Gilmar Mendes.

“Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne 100 mil pessoas num lugar e diz ‘meu candidato é esse’. Estamos discutindo para cassar isso”, diz o ministro.

Para Mendes, há um uso da religião para influenciar as eleições, contando ainda com os recursos das igrejas, não apenas material, mas a própria estrutura física. “Outra coisa é fazer com que o próprio fiel doe. Ou pegar o dinheiro da igreja para financiar”, afirma. “Se disser que agora o caminho para o céu passa pela doação de 100 reais, porque eu não vou para o céu?”, ironiza.

De acordo com Gilmar Mendes, há um potencial para abuso de poder econômico de “difícil verificação”, e existe a necessidade de o TSE agir.

Na Câmara dos Deputados, a bancada evangélica cresce a cada eleição. De acordo com dados do TSE, em 1998, eram 47 parlamentares. Em 2014, foram eleitos 80.

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso, no entanto, tem 181 deputados e quatro senadores participantes – que incluem, além dos próprios deputados ligados às igrejas, simpatizantes e outros parlamentares que defendem as mesmas pautas, normalmente bastante conservadoras.

Na população em geral, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os evangélicos representam 22% dos brasileiros.

9mar/170

Politica: Ex- administrador nas disputas em 2018

A briga politica em Brazlândia deverá escrever mais um capitulo importante com vistas á 2018. O ex- administrador de Brazlândia, André Queiroz, poderá participar do processo politico, dessa vez, na figura de pré- candidato á distrital.

Os bastidores dão conta que o jovem empresário Branco Pirenópolis ver com bons olhos a pré- candidatura de Queiroz. Agora resta saber se esse possível apoio vai até o final da candidatura.

 

 

fonte: Redação

8mar/170

Politica: Juarezão garante obras que beneficiarão escolas em Brazlândia

A cidade de Brazlândia vem recebendo inúmeras obras importantes e a região rural vem sendo vista com uma atenção especial por parte do distrital da região. Nessa semana o parlamentar visitou regiões como Chapadinha, Curralinho e Almécegas para anunciar obras nas escolas públicas.

Dentre as obras que as escolas rurais receberão por emenda parlamentar de Juarezão, podemos citar;

*Escola Chapadinha:

- Construção da quadra de esportes e grades de proteção (em andamento);
- Iluminação pública externa a fim de proporcionar mais segurança aos servidores e alunos.

*Escola Classe Curralinho:

- Iluminação pública externa;
- Ampliação da cozinha e do depósito de gêneros;
- Reparos nos alambrados.

*Escola Classe Almécegas

- Implantação de postes de iluminação pública externa;
- Construção de mais uma sala de aula.

 

fonte: Redação

8mar/170

MARCELO ODEBRECHT CONFIRMA QUE ‘AMIGO’ E ‘AMIGO DE EO’ É MESMO LULA

MARCELO CONFIRMOU EM DEPOIMENTO O 'CODINOME' DO EX-PRESIDENTE

LULA E ODEBRECHT: TUDO A VER.

fonte: Diáriodopoder

8mar/170

Márcia Rollemberg: o desafio de protagonizar e ser a mulher do governador

Foto: Kleber Lima

“É um trabalho protagonista, porque acabo impulsionando capacidades. Mas a operação das atividades se dá institucionalmente. Eu não sou o governo. Eu estou participando, mas meu papel é de interlocução", diz Márcia Rollemberg, primeira-dama do DF. 

Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

Desde a campanha do marido ao Governo do DF, Márcia Rollemberg já dizia que não seria uma primeira-dama decorativa. Tinha intenções de contribuir com o governo e compartilhar as experiências como gestora pública, principalmente na área social. Desde que Rodrigo Rollemberg tomou posse do Palácio do Buriti, ela tem conciliado o trabalho como secretária executiva da Fundação João Mangabeira, entidade ligada ao PSB, à jornada de mãe e avó e a colaboração voluntária com as ações do governo.

Os desafios, ela conta, vieram desde o primeiro dia. “Eu nunca estive nesse lugar de referência, em uma posição em função do outro. Sempre tive uma trajetória própria profissional”, conta a mineira de Teófilo Otoni. A tarefa de ressignificar o papel de primeira-dama começou com a destinação da Residência Oficial de Águas Claras. Morar lá não passou pelos planos dela. E foi aí que começaram as mudanças.

“Lidar com a Residência Oficial foi um dos desafios. O primeiro exercício foi resignificar o espaço e, assim, acabei ressignificando o papel de primeira-dama. Então, me envolvi com a casa, abrimos para visitação e fizemos de lá um espaço de trabalho”, diz, lembrando que o local, agora, tem outra dinâmica. “Sempre prego a socialização dos espaços”, lembra.

Mas isso, ela ressalta, tem a ver com o perfil profissional dela, que já foi secretária da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, diretora de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e gestora de formação pública na área da saúde.

As intervenções de Márcia na gestão Rollemberg passam pelas áreas com as quais ela tem afinidade e formação: mulheres, diversidade, direitos humanos, crianças… “São áreas em que vi perspectivas de fazer um trabalho de interação e integração. Tento contribuir e compartilhar experiências com as pessoas que estão fazendo políticas públicas no DF”, observa ela, que tem um gabinete no Palácio do Buriti e alguns servidores para cuidar da agenda e dos compromissos institucionais.

A relação próxima com a sociedade civil organizada garante uma boa interlocução com o governo. “A cidade é uma criação coletiva e todos temos responsabilidade pelo comum, pela sociedade”, diz ela, que, embora tenha uma atividade protagonista, lembra que apenas colabora com a gestão do marido.
“É um trabalho protagonista, porque acabo impulsionando capacidades. Mas a operação das atividades se dá institucionalmente. Eu não sou o governo. Eu estou participando, mas meu papel é de interlocução”, ressalta ela, que é formada em serviço social pela Universidade de Brasília (UnB), onde conheceu Rodrigo.

A vovó Márcia

A vida fora da agenda oficial de primeira-dama é tranquila e de muita dedicação à família. Vovó da Mel, de três anos, Márcia se prepara para receber o segundo neto, Rafael, que está para nascer. “De vez em quando, a gente hiberna na fazenda, em alguns fins de semana. E vamos todos”, conta, com o sorriso mais largo, ao falar dos filhos – Gabriela, Ícaro e Pedro Ivo – e dos netos. “Sou muito próxima dos meus filhos e da família. Eu curto muito estar com eles”, diz.

Se dá tempo de fazer tudo isso e ainda ser mãe e vovó corujas? Ela responde com um sonoro “Dá”. Os horários são criados. “Vamos pra fazenda no fim de semana, jantamos durante a semana. Sempre damos um jeito”, exalta. “Eu estou me preparando para ter tempo para curtir o Rafael, porque sei que esta é uma fase inesquecível e fundamental, tanto para ele quanto para a gente”, acrescenta.