7set/140

PT AVALIA QUE NEM LULA EVITARIA VITÓRIA DE MARINA

LEVANTAMENTO INTERNO DO PT: NEM LULA CONSEGUERIA DERROTAR MARINA

Chegada de candidatos ‡ presidÍncia ao debate da TV Band

Marina Silva na chegada do debate da TV Band. Foto: Mário Ângelo/Estadão Conteúdo

Os “lulistas” do Partido os Trabalhadores já não falam em substituir a candidata Dilma Rousseff pelo ex-presidente Lula, e por ordem dele. É que pesquisa interna, à qual tiveram acesso apenas quatro petistas ilustres, indica que a ascensão de Marina Silva (PSB) é de tal maneira avassaladora que nem mesmo Lula conseguiria evitar sua vitória. Análises internas citam até a hipótese de Marina vencer no 1º turno.

A advertência dos analistas do PT é: Marina pode passar à frente e, com o “voto útil” de eleitores de Aécio, vencer no 1º turno.

A ordem de Lula é proclamar confiança em Dilma, dizer que Marina é só “uma onda” e preparar a artilharia. Estão vasculhando a vida dela.

A candidatura de Marina Silva desnorteou os marqueteiros do PT e do PSDB. Rigorosamente, eles não sabem o que fazer.

Neste sábado, Aécio Neves vai participar de um “peladão” no campo do Zico, no Rio, ao lado de craques que marcaram época no futebol. 

fonte: Diário do Poder

6set/140

Corrupção da Petrobras: Paulo Roberto começa a revelar nomes dos beneficiários do esquema

Preso em março pela Polícia Federal, sob a acusação de participar de um mega esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou recentemente os termos de um acordo de delação premiada – e começou a falar. 

No prédio da PF em Curitiba, ele vem sendo interrogado por delegados e procuradores. Os depoimentos são registrados em vídeo — na metade da semana passada, já havia pelo menos 42 horas de gravação. Paulo Roberto acusa uma verdadeira constelação de participar do esquema de corrupção. 

Entre eles estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado,  Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo. Já no grupo de deputados figuram o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), um dos mais ativos integrantes da bancada do PP na casa. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, também do PP, é outro citado por Paulo Roberto como destinatário da propina. Da lista de três “governadores” citados pelo ex-diretor, todos os políticos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo. 

Paulo Roberto também esmiúça a lógica que predominava na assinatura dos contratos bilionários da Petrobras – admitindo, pela primeira vez, que as empreiteiras contratadas pela companhia tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo cujo destino final eram partidos e políticos de diferentes partidos da base aliada do governo. 

Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecidao nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef.  

Outros detalhes dos depoimentos que podem jogar o governo no centro de um escândalo de corrupção de proporções semelhantes às do mensalão. 

 

Fonte: Por RODRIGO RANGEL, revista Veja
27ago/140

DF: TSE agiu como tribunal nazista, diz Mendes sobre decisão de barrar Arruda

Na sessão de ontem do TSE, que varou a madrugada, Mendes foi o único entre os sete magistrados da corte a votar por liberar a candidatura de Arruda

O vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quarta-feira (27) que a corte agiu como um "tribunal nazista" ao mudar jurisprudência sem justificativa para barrar a candidatura do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) com base na Lei da Ficha Limpa.

"A gente não cria jurisprudência ad hoc [para fim específico], quem faz isso é tribunal nazista", afirmou. "Todo tribunal tem escrúpulo em mudar a jurisprudência e justifica. Quem tem responsabilidade institucional, justifica. Quer dizer, estou mudando por causa disso. E não faz de conta que ontem eu estava votando assim e hoje estou votando assado. Isso é brincadeira de menino."

Na sessão de ontem do TSE, que varou a madrugada, Mendes foi o único entre os sete magistrados da corte a votar por liberar a candidatura de Arruda.

Ele entendeu que deveria prevalecer regra presente na Lei das Eleições segundo a qual impugnações de candidaturas devem levar em conta a situação do candidato no dia do pedido de registro.

Seus pares, porém, discordaram dele e defenderam que condenações que causam inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa devem ser levadas em conta durante todo o processo de julgamento do registro.

A polêmica no caso de Arruda é que, quando ele entrou com pedido, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal ainda não havia julgado o seu caso, o que viria a acontecer dias depois. O órgão colegiado confirmou a sua condenação e Arruda acabou enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Fonte: FERNANDA CALGARO, portal UOL -
27ago/140

TSE mantém por 6 votos a 1 decisão que barrou candidatura de Arruda

Candidato poderá apresentar recurso ao próprio TSE e ao Supremo.Para ministros, condenação por improbidade o tornou inelegível

Divulgação

Divulgação

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília 

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por seis votos a um, decisão que barrou a candidatura de José Roberto Arruda (PR) a governador do Distrito Federal. O julgamento começou na noite de terça (26) e terminou somente na madrugada desta quarta (27).

Há duas semanas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal havia decidido rejeitar o registro de candidatura, mas ele recorreu ao TSE.

O ex-governador poderá apresentar recurso ao próprio TSE e também recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Até uma decisão final da Justiça, Arruda pode continuar em campanha.

Arruda lidera as pesquisas de intenção de voto. Mais cedo nesta terça, a revista Época divulgou que Arruda discutiu bastidores e táticas para o julgamento no TSE. Em nota, ele afirmou que conversa informal é "absolutamente normal".

O TRE barrou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa porque Arruda foi condenado no dia 9 de julho por improbidade administrativa, em segunda instância, devido a sua suposta participação no esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM. Arruda chegou a ser preso pelas acusações de corrupção em seu governo.

A Lei da Ficha Limpa proíbe a candidatura de políticos condenados por órgão colegiado (mais de um juiz). Quando apresentou o registro, em 5 de julho, Arruda tinha condenação por decisão individual de juiz, em primeira instância, o que o permitia concorrer. A defesa argumentou que deve ser observada a condição no momento do registro.

Para o TSE, no entanto, a decisão do TRE deve ser mantida porque a condenação, mesmo após o registro, tornou Arruda inelegível.

26ago/140

TSE: Arruda deve ser julgado nesta terça

Informações TSE

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta terça-feira (26) o recurso em que o candidato ao governo do Distrito Federal José Roberto Arruda pede que seja modificada a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que negou sua candidatura às eleições de outubro com base na chamada Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010).

A impugnação de Arruda ao cargo de governador foi requerida por Antônio Carlos de Andrade e Aldemário Araújo Castro, candidatos aos cargos de governador e senador pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSol). Também fazem parte da ação o candidato a deputado distrital Ricardo Lopes Burity e Raphael Daher Curado, candidato a deputado federal.

Eles pedem a suspensão dos direitos políticos de Arruda por ato doloso de improbidade administrativa, lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.

A defesa de José Roberto Arruda argumenta que a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que confirmou a suspensão de seus direitos políticos por oito anos em ação civil pública decorrente de ato doloso de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio público, é posterior ao seu pedido de registro de candidatura, portanto não pode surtir efeitos. Arruda requereu seu registro no dia 4 de julho passado e a decisão do TJDFT foi tomada em 9 de julho.

Sua defesa sustenta que as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade são aferidas no momento do pedido de registro. “A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, em diversos julgados relativos às eleições de 2012, portanto, sob a égide da Lei da Ficha Limpa, reconheceu que fato superveniente não poderá ser discutido em sede de registro”, argumenta a defesa do candidato. Os advogados do ex-governador afirmam que o TRE-DF mudou esta jurisprudência justamente para atingir sua candidatura.

A relatoria do recurso no TSE é do ministro Henrique Neves.

24ago/140

DILMA REBATE MARINA E DIZ QUE PRESIDENTE É UM EXECUTOR

DILMA DISSE QUE PRESIDENTE NÃO É UM GERENTE QUE FICA SÓ REPRESENTANDO

dilma-marina

Brasília e Recife - Em resposta à candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, a candidata à reeleição Dilma Rousseff criticou a visão de que o Brasil não precisa de um “gerente”. Na avaliação de Dilma, o presidente da República “é um executor” e não “simplesmente um representante do poder”, que “anda pra baixo e pra cima só representando”.

Foi a primeira vez que Dilma respondeu à ex-ministra do Meio Ambiente, desde que ela assumiu a cabeça de chapa do PSB na corrida pelo Palácio do Planalto.

“Essa história de que não precisa (de gerente), de que o País não precisa de ter um cuidado na execução das suas obras e uma obrigação de entregá-las é uma temeridade. Ou é quem nunca teve experiência administrativa e, portanto, não sabe que é fundamental para um país com a complexidade do Brasil dar conta de tudo”, disse Dilma, que concedeu coletiva de imprensa na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada.

“Você tem de dar conta na Presidência de tudo, de obra, de aeroporto, de rodovia, ferrovia, porto, tem de dar conta do Bolsa Família, tem de dar conta do Minha Casa Minha Vida, dar conta de todas as obras”, prosseguiu Dilma.

Marina criticou ontem, durante o seu primeiro dia de campanha, em Recife, a imagem de “gerente” pela qual Dilma ficou conhecida após as eleição de 2010. Segundo Marina, essa não é uma característica fundamental para chegar à Presidência. “O Itamar Franco não era um gerente. O FHC era um acadêmico. O Lula, um operário. Mas todos tinham visão estratégica e é por isso que equilibraram a economia e reduziram a inflação”, disse a ex-ministra do Meio Ambiente.

Em resposta à candidata do PSB, Dilma disse que o presidente da República é um “executor também”. “Ele (o presidente) não é pura e simplesmente um representante do poder. É mais fácil ser só um representante do poder, tenho certeza”, disparou Dilma.

“Você anda pra baixo e pra cima só representando, que é o papel, por exemplo, dos presidentes em regimes parlamentaristas no qual quem controla o gabinete é o primeiro-ministro. Não é isso, de jeito nenhum, que é o regime presidencialista. Ou então o pessoal está se confundindo: não existe dinastia no Brasil nesse sentido. Tenho certeza que o povo brasileiro sabe disso”, prosseguiu a candidata à reeleição.

Questionada pelo Broadcast Político se considerava Marina Silva uma boa gestora, Dilma respondeu: “Meu querido, eu geralmente não tenho costume de fazer avaliações sobre pessoas, não me peça isso que não vou fazer.” (Rafael Moraes Moura e Isadora Peron/Agência Estado)

23ago/140

Eleição no DF só deve ser decidida nos tribunais

arruda

Os próprios integrantes da campanha de José Roberto Arruda (PR) já contam com uma eleição decidida nos tribunais

O indeferimento do registro de candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PR) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) foi apenas o primeiro capítulo de uma disputa jurídica que vai terminar no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo os próprios integrantes da campanha de Arruda e seus adversários. Desta forma, as eleições ao governo da capital federal devem terminar somente nos tribunais.

Líder nas pesquisas de intenções de voto no Distrito Federal, Arruda teve seu pedido de candidatura indeferido na noite de 12 de agosto pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF, por 5 votos a 2. Arruda foi impugnado pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) da capital federal com base na Lei da Ficha Limpa, após ele ter sua condenação pelo crime de improbidade administrativa confirmada pela 2ª Câmara Criminal do Distrito Federal no início de julho.

O ex-governador foi condenado por envolvimento no mensalão do DEM, esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal em 2009, durante a Operação Caixa de Pandora. Na época, o iG antecipou os principais momentos da operação e publicou com exclusividade um vídeo em que Arruda aparecia recebendo suposta propina de Durval Barbosa, então secretário de Relações Institucionais do governo de Brasília.

Após ter seu pedido de candidatura indeferido, Arruda já recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, paralelamente, também ingressou com recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a sua condenação na Justiça brasiliense.

O candidato alegou falta de parcialidade do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, Álvaro Luis de Araújo Ciarlini que o condenou pelo crime de improbidade administrativa. A ideia de Arruda é anular decisão originária para, consequentemente, tirar tanto a eficácia da sentença em segunda instância, quanto a impugnação junto ao TRE.

As assessorias jurídicas tanto de Arruda, quanto de seus adversários, estão dispostas a levar a disputa pelo não deferimento do registro da candidatura do ex-governador até ao Supremo. A própria defesa de Arruda, por exemplo, já trabalha na elaboração dos recursos junto ao STF caso o TSE negue seu registro de candidatura.

Do outro lado, a assessoria jurídica do PSOL também já está em fase de elaboração de recursos junto ao STF caso o TSE libere a candidatura de Arruda. Ministros do TSE acreditam que o recurso do ex-governador seja julgado, no máximo, até o início do mês de setembro.

As defesas dos candidatos ao governo do Distrito Federal buscam a brecha das questões constitucionais desse caso. A defesa de Arruda, por exemplo, deve argumentar que não se pode tirar o direito de candidatura de uma pessoa condenada após ele ter tido sua candidatura registrada no TRE. Os adversários do candidato do PR argumentam que a própria Constituição veta a candidatura de pessoas condenadas por crime de improbidade administrativa.

Neste cenário, a tendência é que o caso seja julgado no Supremo apenas no final do ano, após o término do processo eleitoral. Nesse caso, caberá ao STF a última palavra sobre as eleições no Distrito Federal.

De acordo com a legislação eleitoral, um candidato com registro indeferido pode ser concorrer às eleições até o trânsito em julgado do processo (quando não há mais recurso). No entanto, a sua votação ocorre sub judice e seus votos podem ser anulados após o trânsito em julgado.

Caso o candidato não tenha seu registro deferido após o trânsito em julgado, seus votos são automaticamente anulados. A eleição, nesse caso, pode ser totalmente anulada se o candidato vencer o pleito em primeiro turno e o segundo colocado não obtiver mais de 50% dos votos válidos.

fonte: blogdocallado

 

23ago/140

Em campanha, Georgios mostra que sua prioridade é estar perto do povo

georgiosPRP

 Por Angélica Calheiros – Assessoria

Diferente da maioria de políticos que se vê por aí, trabalhar a favor das necessidades da população parece ser a grande motivação de Georgios (PRP). Por isso, é comum vê-lo caminhando pelas ruas do Distrito Federal com simplicidade e simpatia, não somente em época de eleição.

“Prefiro o ‘corpo a corpo’, como fazer visitas e participar de encontros para conhecer melhor a comunidade.”, explica o candidato a deputado distrital. “Vou onde sou chamado, não importa se há apenas uma, duas, seis ou mais pessoas.”

Além da humildade e do carisma que conquista cada vez mais eleitores, Georgios apresenta propostas sólidas e necessárias para que o DF mude para melhor.

Na área de proteção animal, o candidato apresenta propostas que incluem a criação da Subsecretaria de Proteção Animal e da 1ª Delegacia de Proteção Animal do DF. Também possui projetos para melhorar as leis de incentivo fiscal, o que poderá ajudar o desenvolvimento de pequenas, médias e grandes empresas, além de gerar novos empregos.

“A educação, a saúde e a segurança precisam ser priorizadas com urgência, por isso, também tenho propostas específicas para essas áreas.”, aponta. “Também quero investir em projetos que melhorem o transporte público no DF. As exigências e necessidades da população servem como base para a criação de minhas propostas.”

Nas últimas semanas, Georgios inaugurou três comitês, o primeiro em Brazlândia, o segundo em Taguatinga Sul e o último em Samambaia. Animado com o alto número de pessoas que compareceu às duas reuniões de inauguração, ele acrescentou: “Tenho certeza de que o povo abriu os olhos. Vamos votar em candidatos que venham para trabalhar pelo crescimento do Brasil e do Distrito Federal.”

fonte: blogdodonnysilva

17ago/140

Eleições DF: voto evangélico pode definir o pleito de outubro

delmasso2014

Carla Rodrigues

Uma verdadeira peregrinação já acontece nos bastidores da política local para conseguir os votos de um atraente eleitorado: os evangélicos. Especialistas acreditam que esse segmento pode definir o pleito, pois representa quase 30% da população brasiliense segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Por isso, os candidatos evangélicos aos cargos de deputado federal e distrital consideram-se em vantagem.

Os postulantes evangélicos reconhecem a importância da religião em suas candidaturas. “Ser evangélico é positivo, sim em uma eleição. Porém, para isso você precisa viver as bandeiras que defende”, diz o candidato a distrital Rodrigo Delmasso, do PTN, que é também pastor de jovens da Sara Nossa Terra.

Representantes

Para o consultor político Alexandre Bandeira, o eleitorado evangélico vem, ao longo dos anos, compreendendo a importância de eleger representantes. “Esse grupo tem pautas muito específicas, assuntos que são discutidos cotidianamente. E eles notaram que é importante ter quem defenda suas causas na política. Ou seja, não basta participar, eles têm que ter voz ativa no governo”, avalia o consultor.

“Diferentemente do que acontece com os candidatos aos cargos majoritários, que evitam declarar as posturas religiosas para não segmentar os eleitores, aqueles que querem se eleger deputados devem segmentar as campanhas”, ensina ele.

Isso acontece porque eles precisam de menos votos para se eleger. “Então, se você se declarar evangélico, nesse caso, é muito bom. É até facilitador porque você organiza a campanha para determinado grupo”, explica ainda o especialista.

O especialista em Ciências Políticas, docente da Universidade de Brasília, Lúcio Renno, acredita que o eleitor precisa de mecanismos para simplificar a escolha. E, por isso, o posicionamento religioso funciona como um filtro.

“Nas eleições para federal e distrital são onde isso mais acontece. São muitos candidatos e o eleitor precisa ter empatia com eles. Por isso, o componente religioso influencia muito”, explica Renno.

Ponto de Vista

Para Leonardo Barreto, especialista em Ciências Políticas e também professor da Universidade de Brasília (UnB), as eleições legislativas estimulam a criação de discursos para grupos específicos porque são eles que acabam definindo o pleito. “Numa campanha para deputado distrital você consegue se eleger com 1% dos votos. Nesse caso, os candidatos não apenas devem, como precisam, assumir defesas claras”, avalia.

O professor acredita ainda que os evangélicos acabam favorecidos na disputa eleitoral. “É um eleitorado que cresceu muito ao longo dos anos e hoje assumem um papel importante. Só aí dá para ter uma noção da vantagem”, diz.

O papel transformador

Mesmo sendo um hierarca de denominação religiosa, Rodrigo Delmasso, candidato a distrital, diz que não se apresenta como pastor durante a campanha. “Não me apresento como pastor. Sou pastor por vocação e não por profissão. O peso de um cargo eclesiástico não deve ser colocado para pedir votos. Agora, se a pessoa me pergunta, eu digo”, disse. Mas reconhece que a maior parte dos votos devem vir dos fiéis. “São pessoas que defendem não só o credo religioso, mas defendem a reestruturação das famílias. Creio que nossos eleitores têm a visão de que a igreja exerce papel de transformação da sociedade e defendem a família como principal fator de desenvolvimento social”, afirma.

A candidata a distrital Sandra Faraj, do Solidariedade, aponta a importância de eleitorado evangélico. “Acredito que nossa representatividade hoje ultrapassa 40% da população. É claro que isso pode definir uma eleição, até para presidente. Em 2010, por exemplo, levamos o pleito para o segundo turno”, ressalta.
Para Sandra, pastora do Ministério da Fé, o fato de os evangélicos terem bandeiras e valores bem definidos, fortalece as candidaturas religiosas. “Existe a vontade em comum de termos lideranças reconhecidas que possam nos representar na política”, diz.

Fonte:  Jornal de Brasília

17ago/140

Para Fux: julgamento de Arruda será decisivo para Lei da Ficha Limpa

Ministro do STF Luiz Fux.

 O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, empossado na última semana como titular do Tribunal Superior Eleitoral, acredita que após o julgamento do ex-governador José Roberto Arruda (PR-DF) todas as brechas sobre a aplicação da Lei da Ficha Lima deverão ser resolvidas.

Nas próximas semanas, o TSE decidirá se mantém ou não a impugnação de Arruda e da candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados Jaqueline Roriz (PMN-DF), como decidiu o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, na última semana. (Foto: STF Notícias). ...

O grande impasse sobre o qual os ministros terão de opinar é se, pela Lei da Ficha Limpa – da qual Fux foi relator em 2012, no STF – a data do registro de candidatura vale ou não como critério para anular a inelegibilidade imediata de candidatos condenados em órgão colegiado após o pedido de registro junto à Justiça Eleitoral.

 

Fonte: Portal iG
16ago/140

Assumindo o posto

 Mesmo declarando que não é hora de pensar em política o ex-presidente Lula deu forma ao maior temor petista. Lula disse que “é preciso enterrar Campos e seus companheiros” antes de falar em política, mas sabe que Marina Silva vai tomar a frente da chapa pessebista ao Palácio do Planalto.

De campanha o ex-presidente entende e sabe que comoção e emoção viram qualquer quadro eleitoral, afinal, Marina já é um nome consolidado no Sul e Sudeste e ungida pela família de Campos vai decolar no Nordeste e Recife nessa semana será a capital das decisões políticas após o enterro de Campos.

fonte: Quidnovi

16ago/140

OPINIÃO É preciso dizer a verdade, sempre!

opiniao

Por Ricardo CalladoO noticiário político, principalmente durante uma campanha eleitoral, nem sempre mostra os fatos como eles realmente são. Cada candidato tem uma estratégia não revelada aos eleitores. E não gostariam que fosse do conhecimento público.

As pesquisas de intenção de voto mostram o retrato do momento. Os números tendem a mudar quando iniciar o horário eleitoral no rádio e na TV, que começa na terça-feira (19). É nesse momento que a campanha esquenta.

Os três principais candidatos tem perfis diferentes: o que tem voto; o com alta rejeição; e o de baixa rejeição, mas que não cresce.

O ex-governador José Roberto Arruda (PR) lidera todas as pesquisas de intenção de voto, com larga vantagem. É o favorito. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) de rejeitar sua candidatura foi um baque.

Arruda pode até negar, mas interfere na motivação da militância e na arrecadação de recursos para a campanha. O eleitor deu mostras de que não está ligando muito se o candidato foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Busca um governo que mostre resultados. E Arruda vende essa imagem de bom gestor para a população.

Mas a verdade é que Arruda terá dificuldades no recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte está aparelhada pelo PT, principal adversário do ex-governador.

O TSE é hoje um tribunal mais político, que jurídico. Pelos menos dois dos ministro da Corte foram advogados das campanhas de Lula e Dilma Rousseff, ou do PT. E deve atuar para defender os interesses de quem os colocou ali. Foram indicados para isso.

Quando Arruda diz que tem confiança de que terá um julgamento mais justo no TSE, ele apresenta uma meia-verdade ao eleitor brasiliense. Por ser seu adversário o PT, as chances de um decisão contra Arruda são muito grandes.

Não adianta ter um caminhão de votos e ser favorito. As manobras jurídicas vão atingir Arruda e favorecer Agnelo Queiroz. olhando a primeira vista.

Sem Arruda, o cenário poderia mostrar que Agnelo teria uma vida mais fácil. Mas não é verdade também. A rejeição de Agnelo o impede de ser reeleito. Beira a casa dos 50% o percentual de eleitores que afirmam não votar em Agnelo de jeito nenhum. Nenhum candidato consegue vencer com uma rejeição acima de 40%.

A estratégia secreta de Agnelo é fazer Arruda sangrar até as eleições. E ir ao segundo turno com ele. Não precisa nem vencer nas urnas. Agnelo considera que ganhará mais um mandato bastando passar para a próxima etapa da campanha. A lógica funciona da seguinte forma: Arruda vence a eleição. O PT pressiona o Judiciário para impugnar a candidatura, cassar o mandato ou cancelar sua diplomação. O TSE dá a ordem para que seja empossado o segundo colocado, que no caso seria o governador Agnelo Queiroz.

Essa tática de Agnelo é arriscada. E precisa que seja cumprida algumas metas. A principal delas é chegar ao segundo turno. Deixar de fazer campanha nos tribunais, e intensificar o corpo-a-corpo nas ruas. E também que Arruda não desista da candidatura. A permanência do ex-governador é importante para evitar o crescimento do candidato Rodrigo Rollemberg (PSB).

Quem vota em Arruda não vota em Agnelo. É fato. Caso ele saia da campanha antes do dia da eleição, parte dos votos poderiam migrar para Rollemberg. E outra parte ficaria com um substituto do próprio Arruda. O nome natural seria o do vice, Jofran Frejat. A divisão de votos de Arruda poderiam colocar Frejat e Rollemberg num segundo turno. E o tiro de Agnelo sair pela culatra.

A situação pode piorar para Agnelo, caso Rollemberg cresça nas pesquisas. A comoção diante da morte de Eduardo Campos, seu amigo e companheiro de partido, pode contribuir para isso. A entrada de Marina Silva também é ponto fundamental para alavancar Rollemberg.

Marina ainda é muito ligada ao candidato ao Senado, José Antônio Reguffe (PDT) e ao senador Cristóvam Buarque (PDT). Ambos estão apoiando Rollemberg.

A campanha ainda está começando. E vai ser pautada entre tribunais, índices de rejeições e transferências de votos. Numa eleição o eleitor deveria ter o maior peso de decisão, ao contrário de juízes e advogados. Daqui a pouco tem ministro do TSE ou advogado do Fluminense se tornando marqueteiro de campanha.

16ago/140

EUA: Especialistas vão investigar acidente com avião que matou Eduardo Campo

Gravador de voz da aeronave não registrou nada no dia da queda

Técnicos americanos já estão no Brasil para ajudar nas investigações.

Uma equipe dos Estados Unidos vai participar da investigação da queda do jato executivo que matou o candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, quatro pessoas da equipe e dois pilotos, na quarta-feira, em Santos, litoral paulista. Os técnicos já estão no Brasil, segundo a Globo News. O grupo é formado por especialistas do National Transportation Safety Board (NTSB), a principal autoridade norte-americana de investigação de acidentes, e da Cessna Aircraft Company, o fabricante do avião.  

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão investigador da Força Aérea Brasileira (FAB), comunicou nesta sexta-feira que o gravador de voz do avião acidentado não registrou o áudio da cabine do voo que transportava Eduardo Campos. 

As causas técnicas da falha do gravador ainda não foram esclarecidas pela FAB. O conteúdo que ficou gravado se refere a uma conversa durante abastecimento no solo, com os motores desligados, em local e data não identificados. 

O gravador tem capacidade para registrar duas horas seguidas de sons. O equipamento começa a gravar logo que o piloto dá partida no motor, de maneira autônoma. Segundo especialistas, uma luz se acende quando o gravador não está funcionando, alertando o comandante de que o problema deve ser solucionado. 

Às vezes, na manutenção, os técnicos costumam desligar o gravador, justamente para impedir que ao ligarem as baterias, conversas anteriores sejam apagadas. 

A Aeronáutica explicou que o funcionamento de uma caixa-preta varia de acordo com o modelo e o fabricante. Há casos em que a caixa de voz está atrelada ao sistema de anticolisão do avião e, assim, o piloto, antes de ligar a aeronave, precisa acionar esse sistema. Dependendo também do tipo de caixa, é possível desligá-la ou não durante o voo. Se o gravador de voz tem a capacidade de registrar apenas as duas últimas horas de um voo a cada período desses o trecho anterior é apagado e substituído pelas novas conversas.

 ESPECIALISTAS ESTRANHAM AUSÊNCIA DE GRAVAÇÃO 

O fato de a caixa do gravador de voz não ter registrado nada do último dia 13, quando ocorreu a tragédia, causou estranheza a alguns pilotos experientes. O professor de Ciências Aeronáuticas da PUC do Rio Grande do Sul Elones Fernando Ribeiro explicou que são raros os casos de gravadores pararem de funcionar. 

Apesar de o CVR (Cockpit Voice Recorder) da aeronave PR-AFA não ser um item de segurança, o comandante da aeronave não pode fazer o voo quando o equipamento não funciona. 

— Se o CVR estava com defeito, o avião não podia ter decolado. A aeronave voou sem estar em conformidade com o regulamento. A fita de gravação é contínua e registra as últimas conversas de dentro da cabine de voo por uma média de duas horas, justamente para auxiliar nas investigações em caso de acidente. Se o avião fosse de uma empresa aérea convencional não teria decolado — disse o especialista. 

O diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Mateus Ghisleni, explicou que o equipamento começa a gravar logo que o piloto dá partida no motor, de maneira autônoma. Segundo ele, uma luz se acende quando o gravador não está funcionando, alertando o comandante de que o problema deve ser solucionado. 

— Todas as conversas dos pilotos são gravadas normalmente. O comandante perceberia o problema. O não funcionamento do CVR não impede o voo. A falta da gravação também não prejudica os investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) a chegarem às razões do acidente. Há uma série de fatores, de acordo com a metodologia da investigação empregada pela equipe, que define as causas — explicou Ghisleni.

 

Fonte: O Globo, com Jornal da Globo 
15ago/140

PT pressiona para rachar o PSB de Eduardo Campos

 Julianna Granjeia, O Globo
 O PT já começou a operar na tentativa de fazer com que o PSB abra palanques nos estados para a presidente Dilma Rousseff, segundo lideranças socialistas. A intenção é rachar a sigla ex-aliada e fazer com que setores regionais do partido embarquem na campanha de Dilma, o que enfraqueceria uma eventual candidatura da ex-senadora Marina Silva, que era vice na chapa de Eduardo Campos, morto anteontem em acidente aéreo. Ela deve ser o nome escolhido para substituir Campos.

Interlocutores do PT já começaram a assediar líderes do PSB em estados onde há uma boa relação entre as duas siglas, como Bahia e Sergipe. Em meio a esse processo, a própria Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligaram ontem para Roberto Amaral, presidente em exercício do PSB, que assumiu a responsabilidade de conduzir o processo para a nova candidatura.

Na pauta, oficialmente, constam apenas condolências pela morte de Campos. O vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, negou que haja assédio da legenda ao PSB. Cantalice disse que questões eleitorais só serão discutidas a partir de segunda-feira, após o sepultamento de Campos, previsto para domingo.

Ao mesmo tempo que evita dar um tom eleitoreiro, Lula disse que não há como negar que a morte de Campos provoca uma mudança no cenário.

— Obviamente que mudou a conjuntura política e eu não sei qual o tamanho do impacto. Não vamos tentar antecipar os fatos. Vamos esperar enterrar o companheiro Eduardo e os companheiros que estavam com ele, e depois voltamos a falar da política, a falar da campanha — disse Lula ontem.

PRÓXIMOS PASSOS EM DISCUSSÃO

Membros da Executiva do PSB se reuniram ontem num hotel em São Paulo para discutir os próximos passos. A expectativa é que a decisão sobre a nova composição da chapa saia entre os dias 19 e 20. No entanto, o partido também só vai se pronunciar oficialmente sobre o novo projeto político após domingo.

Uma ala ligada ao presidente nacional em exercício, Roberto Amaral, mais próxima do PT, defende para a cabeça de chapa um nome que não seja oriundo da Rede, movimento de Marina abrigado no PSB. Outro grupo apoia o nome de Marina como candidata à Presidência. Dele fazem parte o candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o líder na Câmara, Beto Albuquerque (RS), e os deputados Márcio França (SP) e Julio Delgado (MG).

De acordo com um dos dirigentes nacionais do partido que esteve na reunião ontem em São Paulo, a “parte mais pragmática do partido” defende o alinhamento com o nome de Marina Silva. A leitura é que o nome da senadora seria a salvação para a consolidação do PSB. Outro grupo, mais preocupado com o futuro do partido, trabalha com a posição de não haver candidatura do PSB. O receio é que Marina, na prática, desestruture o partido. Segundo esse dirigente, será convocada uma reunião da Executiva do partido, em Brasília, depois da missa de sétimo dia de Eduardo Campos, onde seria tomada a decisão.

Antes da entrada da Rede Sustentabilidade na coligação, o PSB já era rachado. O grupo liderado por Amaral, ex-ministro do governo Lula, é simpático ao PT. Já a outra ala chegou a defender o apoio ao candidato do PSB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG). Com a morte de Campos, principal líder socialista e que costurou os palanques regionais para esta campanha, a sigla voltou a ficar dividida entre uma ala que defende Marina e outra que prefere retirar a candidatura.

PARTIDÁRIOS SAEM EM DEFESA DE MARINA

Enquanto o partido não se decide, partidários de Marina defendem sua candidatura. Com isso, tentam evitar a aproximação do PT. O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que, ao se aliar a Eduardo Campos, apoiava uma candidatura alternativa e de oposição a Lula e ao PT. Segundo Freire, a substituição terá que levar isso em conta: uma candidatura capaz de garantir a realização de um segundo turno e que trabalhe para derrotar Dilma. Freire descartou deixar a coligação para apoiar Aécio informalmente:

— Não somos adeptos da prática de algo que implique apoio por debaixo dos panos. Um dos motivos de apoiar Eduardo Campos era viabilizar o segundo turno nas eleições presidenciais. Agora, o novo candidato terá também que ter o compromisso de ser contra Dilma. O que preocupa é viabilizar isso, mas acho que é fácil — disse Freire.

Para o líder do PPS, Marina é o nome mais provável para encabeçar a chapa. Segundo ele, não há data ainda para a reunião dos partidos da coligação. Indagado se há no PPS resistência ao nome de Marina, Freire respondeu:

— Não afirmo (que não há resistência), mas não vejo esse sentimento. O sentimento de derrota ao lulopetismo é forte para (o PPS) não ter candidato. Queremos que tenha segundo turno. Com Marina ou com qualquer outro candidato que se viabilizar.

Antônio Campos, irmão do candidato morto, defendeu a candidatura de Marina à Presidência. “Tenho convicção de que essa seria a vontade de Eduardo”, escreveu Antônio em uma carta. O governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), também apoia Marina:

— A Marina Silva é um grande nome, sem dúvidas. Agora, o partido vai conversar, discutir e amadurecer essa decisão. E vai anunciar o mais rápido possível, apesar do momento que passamos — afirmou Lyra.

Enquanto o PSB discute, a ordem na Rede é silêncio. Recolhida desde o acidente, Marina ordenou que a discussão da chapa só seja feita após o sepultamento de Campos.

— Todo mundo sabe do rigor de Marina Silva. E por conta disso, e pela recomendação dela, todos nós vamos respeitar o momento dos familiares até o sepultamento. A partir daí é que trataremos da sucessão no âmbito da coligação — afirmou o ex-deputado Walter Feldman, porta-voz da Rede.

Feldman disse que o PSB continua como cabeça de chapa. Frisou que o que foi determinado por Campos será mantido.

LÍDERES: EX-SENADORA ESTÁ DIFERENTE

Líderes dos partidos coligados ao PSB na chapa Unidos pelo Brasil declararam ao GLOBO que apoiarão a escolha de Marina para encabeçar a coligação. Eles frisaram, porém, que Marina está diferente desde que iniciou a campanha com Campos, abraçando um partido cuja bandeira nunca foi essencialmente a causa ambiental e a renovação da política. Alguns pedem que ela reafirme compromissos de quando entrou no PSB, em novembro do ano passado.

Eduardo Machado, presidente nacional do PHS, afirmou que o nome de Marina é o mais natural para encabeçar a chapa, não por ela ser vice de Eduardo, e sim por ter popularidade. Ele disse esperar que a decisão sobre o novo candidato à Presidência seja tomada em conjunto entre os seis partidos.

— Não abrimos mão de que essa decisão passe por todos os partidos. O Eduardo Campos não era candidato do PSB, e sim da coligação Unidos pelo Brasil. Eu diria que é natural não em função dela ser a vice, mas em função da popularidade que ela tem. Se algo acontecesse com a Dilma, eu não diria que o Michel Temer seria o candidato do PT. (Colaboraram Maiá Menezes, Carina Bacelar, Isabel Braga, Nilson Hernandes e Tatiana Farah)

15ago/140

Ibope: Marconi lidera e chega a 41% em Goiás

marconi

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira mostra que o candidato à reeleição ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), lidera a corrida eleitoral com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-governador Íris Rezende (PMDB) com 28%. Em seguida, Vanderlan Cardoso (PSB), com 6% das intenções de voto.

Antônio Gomide, do PT, tem 5%; Alexandre Magalhães, do PSDC, 1%; Marta Jane, do PCB, 1%; e Professor Weslei Garcia, do PSOL, não pontuou. Brancos e nulos somam 9% e Não sabe ou não respondeu 9% dos entrevistados.

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 10 e 12 de agosto. O instituto ouviu 812 eleitores em 41 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela TV Anhanguera, afiliada da TV Globo, o levantamento é o segundo do Ibope após o registro das candidaturas.

No levantamento anterior, realizado divulgado no último dia 2 deste mês, Marconi tinha 35% das intenções de voto, Iris, 26%, e Vanderlan, 8%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número GO-00063/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR–00370/2014.

Rejeição e avaliação

A pesquisa também aferiu a taxa de rejeição dos candidatos, ou seja, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Marconi Perillo tem a maior rejeição, com 25%; Iris Rezende, 20%; Marta Jane, 12%; Alexandre Magalhães, 10%; Professor Weslei Garcia, 10%; Antônio Gomide, 9%; Vanderlan Cardoso, 9%. De acordo com o levantamento, 16% dos entrevistados poderiam votar em qualquer um dos candidatos. Não sabe ou não respondeu: 21%

Os eleitores também responderam sobre a avaliação ao governo Marconi Perillo. Segundo o instituto de pesquisa, 40% disseram que gestão é “ótima ou boa”. Outros 35% afirmaram que ela é “regular”. Os que dizem que ela é “ruim” somam 10%. Já os que acham o governo “péssimo” são 12%. Os que não sabem ou não responderam somam 4%.

Caiado lidera na disputa pelo Senado

A pesquisa também apontou que o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) lidera com 38% das intenções de voto para o Senado. Marina Sant’Anna (PT) está na segunda colocação, com 12%, seguido de Vilmar Rocha (PSD), com 8%.

Os candidatos Antônio Neto (PCB) e Aldo Muro (PSDC) estão com 2% cada, e Aguimar Jesuíno (PSB) e Elber Sampaio (PSOL), 1%. Votos em branco e nulo somam 12%, e indecisos, 24%. (O Globo)