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Após anunciar neutralidade, Rollemberg fica mais distante do PT

Presidente regional do partido, Erika Kokay diz que o PT-DF ainda não bateu martelo, mas deve ficar neutro na disputa ao Buriti

Agência Câmara/Divulgação

Após o governador Rodrigo Rollemberg anunciar que não vai apoiarnem Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad  (PT) na corrida ao Palácio do Planalto, a presidente do Partido dos Trabalhadores no DF, Erika Kokay, afirmou que há probabilidade de a legenda manter-se neutra no segundo turno na capital federal. A decisão do socialista, que tenta reeleição, foi divulgada na manhã desta quarta-feira (10/10).

“Não temos uma posição formal, mas existe uma possibilidade concreta de que o PT aqui no DF não venha a apoiar nenhuma das candidaturas apresentadas”, disse. De acordo com a deputada federal reeleita, o diretório regional do PT-DF ainda aguarda o posicionamento da Executiva Nacional para decidir o caminho que a sigla irá seguir.

“É claro que a posição dos candidatos a governador no DF acerca da eleição presidencial será um componente importante na avaliação do PT para decidir quem iremos apoiar no segundo turno”, assinalou a parlamentar.

Segundo Kokay, ainda não há uma data definida para essa discussão, mas ela afirmou que o PT já iniciou uma movimentação de apoio a Haddad e está conversando com todos os outros partidos do campo democrático-popular, a fim de “construir uma frente em defesa da democracia”.

Ex-candidato ao Palácio do Buriti, Júlio Miragaya diz que a decisão de Rollemberg de se manter neutro na corrida presidencial já era esperada pelo partido. “Tanto no Distrito Federal quanto em São Paulo o [Jair] Bolsonaro teve muitos votos. Ele [Rollemberg] fez cálculo eleitoral e não político, mas tenho certeza que se identifica mais com as propostas do [Fernando] Haddad”, comentou.

Nono lugar na disputa ao GDF, com 60.572 votos, ou 4,19% do total, Miragaya acredita também que o candidato ao Buriti pelo MDB, Ibaneis Rocha, deve seguir a mesma linha que o adversário socialista. E também aposta que o PT, assim como ele, não apoiará o emedebista. Metropóles.

 

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