5mar/180

Racha nos partidos: Rollemberg se aproxima de lideranças nacionais

Movimentação do governador não é vista com bons olhos por políticos locais. Segundo assessoria, relação com Alckmin e Freire já existia

Rafaela Felicciano/Metrópoles

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

No xadrez político, tem causado desconforto a estratégia do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) de tentar conquistar apoio das lideranças nacionais dos partidos com os quais não possui bom relacionamento em nível local. Com as siglas que o ajudaram a se eleger, mas se distanciaram nos últimos três anos, o socialista adota outro método: ele tem mantido a aliança de alguns filiados, provocando embaraço nos diretórios regionais.

É o caso do PSD-DF, partido do vice-governador Renato Santana e capitaneado pelo deputado federal Rogério Rosso. Embora a legenda tenha deixado Rollemberg, o deputado distrital Cristiano Araújo mantém posicionamento a favor do chefe do Executivo local. O governador, pré-candidato à reeleição, também causou uma ruptura no PSDB-DF ao nomear para o GDF personalidades como a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia.

O último encontro noticiado entre Rollemberg e o chefe de outra sigla foi com o presidente do PPS, Roberto Freire, na segunda-feira (26/2). Na expectativa de um entendimento nacional entre o PSDB e o PSB, o governador do Distrito Federal também tem se aproximado do presidenciável tucano e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Ao Metrópoles, o presidente do PPS-DF, Francisco Andrade, disse não haver intenção de construir um projeto ao lado do PSB-DF. “Nada indica ou sugere que a gente vai firmar aliança com o PSB”, pontua.

Chico conta que o governador chegou a convidá-lo para uma conversa, mas ele descartou o encontro. “Ele ligou para mim nesta semana. Muito respeitosamente, eu disse que, se for para falar do governo, nós queremos; mas de eleição nós não vamos, pois somos oposição”, relata.

Antipatia

À frente do PSDB-DF, Izalci Lucas acredita que, ao utilizar a tática de aproximação dos caciques e da desestruturação dos partidos, o chefe do Executivo tem acirrado a rejeição entre os políticos brasilienses. “Isso traz mais antipatia, fica ainda mais claro o jeito como ele age: de uma forma não republicana”, dispara.

Renato Santana também desfere críticas ao ex-aliado, mas ainda companheiro de governo. “Não custa nada tentar. O deselegante é ciscar no quintal do vizinho e bagunçar o coreto sem ser convidado”, afirma. Ele destaca que o “respeito com as lideranças locais é salutar e de bom grado”.

Segundo influente político do Distrito Federal que ocupou cadeira no Palácio do Buriti – mas pediu para ter o nome preservado –, Rollemberg tem nutrido “rancor” nos bastidores. “No lugar de ter interlocução partidária, ele faz a cooptação de uma pessoa do partido, deixando-a afunilada”, relata.

“Tem legenda em que ele ignorou o presidente e teve locução direta com os deputados filiados, e agora quer se aproximar novamente. Isso aconteceu com o PV, com o Pros e até com o PRB, que está com o pé fora do governo”, disse.

Presidente do PRB-DF, Wanderley Tavares avalia que a estratégia pode não ter sucesso. “Mesmo que consiga um apoio vindo de cima para baixo, numa situação dessas você não vai ter 100% do engajamento do partido”, opina. Sobre o elo com o PSB-DF para a eleição de 2018, Wanderley disse não haver ainda um posicionamento. “O que decidimos: nós temos um grupo de partidos que se uniu em prol da nominata federal. Esse grupo, unido, vai, lá na frente, decidir o que vai fazer”, despista.

O “difícil” convencimento
O advogado eleitoral e comentarista político Emerson Masullo acredita que a estratégia de Rollemberg tem riscos, mas a possibilidade de dar os resultados esperados não é nula. Ele pondera que os políticos com proeminência nacional devem colocar na balança se vale a pena convencer os correligionários brasilienses a dar o apoio até então repelido.

Para o especialista, a movimentação do governador traduz uma dificuldade de articulação política local. “É uma estratégia que se baseia no fato de o líder de outro estado se convencer a se inserir na base partidária de outra unidade da Federação e, ainda, convencer os líderes a mudar de opinião e dar o apoio. Isso gera um perigo de rachadura na base“, pontua.

O outro lado

Sobre a manutenção de associados de agremiações que deixaram a base, o presidente do PSB-DF, Tiago Coelho, defende tratar-se de um modelo de fazer política diferente do tradicional. “O fato de se ter pessoas de partidos que já declararam independência mostra que o que importa são os quadros técnicos. Isso demonstra o compromisso do governo de fazer uma construção não de poder, mas de cidades”, explica.

De acordo com o socialista, o diálogo com as outras siglas tem sido feito no cenário local e nacional. “A estratégia sempre existiu. O que acontece agora é o momento de discussão programática e a retomada do diálogo em relação ao pleito que está próximo”, diz.

A Secretaria de Comunicação do Distrito Federal disse que Rollemberg, “desde o começo do seu mandato”, tem estabelecido relações diretas com as lideranças nacionais, ministros, governadores e inclusive com os dois presidentes da República com quem conviveu.

Segundo a pasta, a aproximação com outros chefes de Estado começou no início do ano passado, com as reuniões do Fórum Permanente de Governadores sediadas na Residência Oficial de Águas Claras.

“Ele se aproximou muito do Alckmin porque boa parte das medidas adotadas pelo governo federal – como a renegociação da dívida dos estados – beneficiaram muito a São Paulo. O Freire é amigo histórico, sempre foram do mesmo campo de centro-esquerda, desde os tempos em que ele [Rollemberg] era deputado distrital e depois federal”, sustenta a secretaria. Metropoles.

 

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5mar/180

Alirio e Joe e o desafio de ser a terceira – via

Está dada a largada que comecem os jogos. Essa semana já começa quente com o lançamento das pré-candidaturas de Alírio Neto (PTB) e Joe Valle (PDT). Isso mostra que uma grande aliança de oposição está descartada nesse momento.

 Alírio distanciou de Jofran Frejat e vai para tudo ou nada. Seu desafio é buscar alianças para conseguir ser competitivo no jogo. O lançamento da sua pré-candidatura será chancelada pelo presidente nacional Roberto Jéferson. Um pedreira e tanto seguir esse caminho que não deixa de ser uma aposta.

Já Joe está se lançando sem o apoio do PSD e do PPS. Aliás uma ala do PPS implodiu a aliança com o presidente da Câmara Legislativa e apoiou Valmir Campelo para o Buriti. Já o PSD não gostou nada de uma reunião com o presidente nacional do PDT Carlos Lupi estavam presentes dirigentes do PPS e PSD, a impressão foi a pior possível. Joe Valle irá lançar sua candidatura sem alianças definidas. A alcunha de " Madalenas Arrependidas", o persegue.

Será que a terceira-via irá sair do papel?

Cenas dos próximos capítulos...

Fonte: blogdoodir
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5mar/180

Reunidos para federal e de olho na majoritária

PRB-PSC-Patriotas e PROS fecharam a casinha assim concluímos. Nessa toada e certo que o governador Rodrigo Rollemberg ira perder o PRB e o PROS.

Esse grupo de partidos primeiramente estão fechando para a disputa visando a Câmara dos deputados.

Nessas legendas estão nomes como: Paulo Fernando ( Patriota), Marcos Pacco (PSC), Julio Cesar (PRB) e o senador Hélio José (PROS). Uma nominata de políticos que prometem boas votações e podem fazer barulho nessa guerra de egos que assolam as articulações de bastidores.

Outra fato e que Wanderley Tavares articula um espaço majoritário para o grupo. Caso se confirme, o postulante seria um dos primeiros a conseguir um amplo apoio de siglas.

E bom ficar de olhos bem abertos na movimentação dessa turma

Fonte: blogdoodir 
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5mar/180

E os cargos, Joe?

Será que agora o presidente da CLDF, deputado Joe Valle (PDT), entregará todos os cargos que ainda mantém no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) ? Joe decidiu se candidatar ao Buriti…

Fonte: Donny Silva

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5mar/180

Joe Valle E Alírio Neto Lançam Oficialmente Pré-Candidaturas Ao GDF

Roberto Jefferson, Joe Valle, Izalci Lucas e Alberto Fraga(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press – 18/11/14/Luis Nova/Esp. CB/D.A Press – 1/2/18/Minervino Junior/CB/D.A Press – 14/11/17)

Começa a esquentar a campanha, com eventos que oficializam as pretensões de políticos que já vinham se apresentando para a corrida ao governo de Brasília. PDT e PTB farão solenidades com a presença das direções nacionais para sacramentar planos na capital do país

A semana será movimentada no meio político da capital com o lançamento oficial das pré-candidaturas ao GDF do presidente regional do PTB, Alírio Neto, e do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT). Depois de meses de negociações, o surgimento de nomes dispostos a entrar no páreo turbina as discussões para a formação de chapas e abre a corrida eleitoral. Os anúncios serão feitos pelos presidentes nacionais das siglas.

Na quarta-feira, Roberto Jefferson desembarca em Brasília para apresentar Alírio como o nome do PTB ao Palácio do Buriti. Ele deve ser o único candidato da sigla a disputar o governo no país e, por isso, conta com o aporte financeiro de R$ 5,6 milhões dos cofres da legenda para a campanha. O ex-deputado distrital se distanciou do grupo que articulava a formação de uma frente de centro-direita para enfrentar a candidatura à reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB). “Sempre me coloquei como pré-candidato. Já estávamos esperando há algum tempo a oportunidade de uma agenda nacional e resolvemos aproveitar que os líderes do partido estarão na cidade”, contou.

O anúncio será feito no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), com a filiação de políticos ao PTB. Os registros ocorrerão a um mês do prazo final para mudanças de partidos, que é sete de abril.

Na quinta-feira, Joe Valle será oficializado como pré-candidato do PDT ao Executivo local pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi. O distrital subirá no palanque do auditório da sede do partido ao lado de Ciro Gomes, que também confirmará sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto no mesmo evento. O local foi reformado para o momento.

Apesar de ter até o dia 15 de agosto para confirmar as candidaturas, os partidos começaram a definir alianças e a pressionar adversários a entrarem oficialmente na disputa. Os lançamentos, no entanto, não impedem que as negociações avancem para a composição das alianças, de modo que um pré-candidato ao GDF hoje abra mão em nome de uma coligação mais interessante para os grupos.

O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) cogita o Senado, mas diz que mantém a disposição de disputar o comando do Executivo local. O coronel da reserva da Polícia Militar aproveita o debate gerado pela intervenção federal no Rio de Janeiro e pela criação do ministério da Segurança Pública, para inflar sua pré-candidatura com a defesa de leis mais severas. Essa é a posição, aliás, que o qualificou para assumir a função de líder da bancada da bala na Câmara. Fraga acredita que o desempenho do presidenciável Jair Bolsonaro poderá ajudá-lo a se eleger no DF. “Temos o mesmo discurso. Qual é o político com maior identidade com Bolsonaro no DF? Claro que sou eu”, aposta Fraga.

Mesmo com a pré-candidatura ao GDF nas ruas, Fraga tem conversado com Alírio sobre uma possível aliança. Dessas conversas, tem participado também o ex-vice-governador Paulo Octávio (PP), possível candidato ao Senado ou ao governo, desde que consiga confirmar a condição de elegibilidade na Justiça Eleitoral. “Alírio sempre disse que poderia ser meu vice”, garante Fraga. “Estamos bem mais unidos e próximos do que com (Jofran) Frejat”, disse.

Joe também tem conversado com várias frentes. Na sexta-feira, ele não quis comentar o lançamento de sua pré-candidatura anunciada pelo partido. O presidente da Câmara não descarta disputar o Senado ou concorrer como vice. Seria uma oportunidade de se preparar para a campanha de 2022, caso seja eleito agora, com mais tranquilidade para ser o cabeça de chapa. Ele tem dito que aceita integrar outros grupos, desde que possa participar da gestão.

O deputado Izalci Lucas (PSDB) também garante que não vai desistir e ainda está otimista quanto a se manter no partido. “Não fui para outro partido porque tenho a convicção de que o PSDB terá candidato ao GDF e esse candidato sou eu”.

Na semana passada, Izalci aproveitou a passagem do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em Brasília para entregar um documento assinado por 46 deputados federais do partido com apoio a seu trabalho. O presidenciável tucano tem conversado também com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), sobre possível aliança dos partidos em Brasília.

Izalci, no entanto, aposta que a conjuntura nacional pode ajudar seu projeto. Se o PSB decidir não apoiar Alckmin, o que é bem possível, o PSDB poderá retaliar os socialistas nos estados, com candidaturas próprias, acredita o deputado. Mas Izalci tem um mês, até o fim do prazo das filiações, para tomar uma decisão. A definição do PSDB e do PSB em âmbito nacional, no entanto, pode ficar para agosto.

BL Bruno Lima – Especial para o Correio

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