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Instabilidade Na Base Marca Articulação Para Disputa Em 2018

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) começa a atuar na Secretaria de Projetos Estratégicos, pasta criada especialmente para ela.

Jornal Destak/Foto: Correio Braziliense

Em 2015, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tomou posse e ao lado do vice Renato Santana (PSD). Na época, a oposição declarada na Câmara Legislativa se resumia ao PT. Quase três anos depois, o chefe do Executivo não cumpre mais agendas junto ao antigo companheiro de chapa e enfrenta instabilidade na base aliada entre os distritais. Agora, Rollemberg se aproxima dos tucanos rumo à 2018, uma reviravolta que começa a dar forma para as próximas eleições.

Nesta semana a nova integrante do governo, Maria de Lourdes Abadia (PSDB) começa a atuar na Secretaria de Projetos Estratégicos, pasta criada especialmente para ela.

A cartada do Executivo veio em um momento de fortes críticas ao mandato de Rollemberg, marcado por pautas impopulares como o aumento do valor das passagens e a negativa de reajustes salariais a servidores. A principal atividade do órgão comandado por Abadia será supervisionar o que o GDF chama de “principais projetos”: a urbanização do Sol Nascente, em Ceilândia, e do Buritizinho, em Sobradinho II; a desobstrução da orla do Lago Paranoá e a desativação do lixão da Estrutural – adiada para janeiro.

Abadia atuou como governadora em 2006 substituindo Joaquim Roriz, então filiado ao PMDB, que deixou o cargo para concorrer ao Senado. É uma das fundadoras do PSDB, e sua aliança com o governo do DF tem o aval da Executiva Nacional do partido, mas enfrenta resistência local de tucanos.

O líder do diretório regional do PSDB no DF, deputado Izalci Lucas, ameaçou expulsar Abadia da sigla. Depois que ela tomou posse, Izalci desistiu da ofensiva: “Eu vou deixar ela pagar os pecados dela. Na prática, ela não assumiu em nome do PSDB, foi um convite pessoal”, disse. Para o parlamentar, que cogita disputar o governo no ano que vem, Rollemberg está usando dinheiro público para conquistar apoio político. “Está tão escancarado que criou uma secretaria e cargos comissionados especificamente para Abadia, em um momento delicado do DF em que falta tudo nos hospitais, segurança e educação”.

Inicialmente, Abadia ficaria com a Secretaria de Trabalho e Direitos Humanos. A pasta mantinha indicações do PDT, partido que anunciou a saída da base aliada em outubro, após assumir posicionamento contrário ao governo em votações como a criação Instituto Hospital de Base e a reforma da Previdência. O partido pretende lançar candidatura própria em 2018, assim como o PSD, legenda do vice-governador.

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Motorista que matou Raul Aragão dirigia a 95 km/h, segundo laud

O motorista condutor do carro que matou o ciclista Raul Aragão trafegava em alta velocidade, a 95 km/h, no momento do acidente. A informação consta de laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal e foi divulgada nesta terça-feira (7/11). A via onde ocorreu o acidente tem velocidade permitida de 60 km/h, o que evidencia que o motorista estava bem acima do limite autorizado.

O laudo apontou também que o veículo estava em processo de frenagem antes da batida na vítima. O condutor, Johan Homonnai, 18 anos, iria pegar o retorno e isso comprova, segundo os exames, que o carro trafegava em velocidade superior a 95 km/h antes do acidente.

O laudo destaca ainda que a vítima foi arrastada por 38 metros após o choque, atingindo o canteiro central da via. A bicicleta conduzida por Raul Aragão acabou arremessada para longe e ficou bastante danificada.

À reportagem, a Polícia Civil do DF informou que providenciará a inquirição do condutor do veículo até quarta-feira (8) e deverá concluir o inquérito até sexta-feira (10).

Na segunda-feira (6/11), a ONG Rodas da Paz pediu ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) que acompanhasse o caso junto à Polícia Civil. Segundo a ONG, houve demora na apuração da ocorrência e o possível autor do crime ainda não teria sido ouvido pela 2ª DP (Asa Norte), delegacia responsável pelo caso.

“Estamos empenhados nesse caso e vamos concluir as investigações antes mesmo dos dias 30 previsto pelo Código de Processo Penal”, disse o delegado Laércio Rossetto, da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), ao Metrópoles.

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TRIBUNAL REDUZ PENA DE GIM ARGELLO DE 19 PARA 11 ANOS DE PRISÃO

DESEMBARGADORES REDUZEM SENTENÇA DE 19 PARA 11 ANOS

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