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De olho no Buriti, grupo de Joe corteja Frejat e inclui Cristovam

Informações Millena Lopes - Jornal de Brasília 

Depois de conversar com o senador Cristovam Buarque (PPS), o bloco Sustentabilidade e Trabalho já tem agenda certa com Jofran Frejat (PR). Na semana que vem, Joe Valle (PDT), Cláudio Abrantes (sem partido), Reginaldo Veras (PDT), Chico Leite (Rede) e Israel Batista (PV) se reúnem com o ex candidato a vice de José Roberto Arruda para tratar de uma composição para 2018.

“Se o Frejat vier para ser candidato a vice-governador na chapa do Joe, será interessantíssimo, mesmo com aqueles que o acompanharam nos últimos anos”, dispara Reginaldo Veras, para quem uma aliança com o PPS também pode ser cogitada. “Seria esdrúxula, mas possível”, explica.

Valmir Campelo, um dos principais nomes do PPS para 2018, disse, em entrevista ao Jornal de Brasília, que sonhava em formar uma chapa com Frejat. Neste caso, ele, assim como Cristovam, sairiam candidatos ao Senado, o que inviabilizaria os planos de Chico Leite. Com o registro de que, em 1994, o Buriti foi disputado justamente por Valmir e Cristovam, então no PTB e no PT. Cristovam ganhou.

Embora os cargos não estejam definidos e a conversa seja apenas preliminar, aposta-se na dobradinha Joe e Frejat para majoritário. Aí não caberia Alírio Neto (PTB), que tem propagado aos quatro ventos que as conversas com os dois grupos – de Joe e Frejat – estão bem adiantadas.

O presidente da Câmara Legislativa confirma que, na semana que vem, o bloco deve se encontrar com Frejat sim e que o encontro é articulado pelos deputados Chico Leite e Israel Batista. “Estamos organizando no mesmo formato que fizemos com o Cristovam”, disse.

O próprio Joe já esteve com vários dos pré-candidatos ao Buriti. Em conversas com amigos revelou que já recebeu cinco convites para ser vice. Mas, embora não admita uma candidatura agora ao governo, o presidente da Câmara Legislativa também não descarta a ideia. Agora a conversa seria de todo um grupo.

Se essa aliança será possível para viabilizar o nome de Joe para o governo, ele desconversa: “Vamos conversar com todo mundo.” As legendas, explica Joe, estariam em segundo plano. “Não estamos ligados aos partidos, mas às pessoas”, observa, ao dizer que o bloco parlamentar tem uma relação muito forte com Brasília. “Queremos discutir com todos os que querem se colocar para governar a cidade”, destaca.

Georges Michel, que preside o PDT-DF, tem uma ligação muito forte, de amizade com Frejat, conforme lembra Joe Valle.

Ponto de vista

Para o deputado Reginaldo Veras, uma composição com o PTB de Alírio Neto, como ele mesmo vem propagando, é muito improvável. “O racha histórico dos dois partidos inviabiliza uma aliança”, diz o parlamentar, para quem ainda “há marcas profundas” da briga que resultou na fundação do PDT. “Não acho prudente”, repete. Foi a própria assessoria de Alírio que fez questão de propagar fotografias dele, que é candidato ao governo, ao lado de Joe Valle e, depois, com o deputado Cláudio Abrantes. Justamente para mostrar que haveria afinidade.

Uma aposta nos tucanos

O PSDB é visto como a tábua de salvação para o governo Rollemberg conseguir emplacar uma reeleição. Principalmente depois que o próprio Joe Valle recusou uma vaga na chapa dele, como vice.

Aproveitar a composição nacional do PSB com os tucanos pode ser bom até para o caso de Rodrigo Rollemberg não conseguir se reeleger. “Se o PSB for bem sucedido, ele tem uma vaga de ministro, por exemplo”, diz um aliado, que não quer ser identificado.

Oficialmente, o Palácio do Buriti diz ser cedo ainda para definir alianças. E que há ainda muito tempo até que os postulantes escolham partidos e registrem candidaturas. Mas as alternativas estão postas e o namoro entre os dois partidos, bem claro.

Em nível nacional, estão mais juntos que nunca. Principalmente com a possibilidade de Márcio França assumir o Governo de São Paulo, com a provável desincompatibilização de Geraldo Alckmin para se candidatar à Presidência da República. Os reflexos sobre as unidades da Federação são esperados. Isso permitiria uma chapa fechada, com um tucano disputando o Planalto, Rollemberg buscando a reeleição e, claro, a possibilidade de dar a vice para o PSDB.

Tudo isso pode ocorrer — para desespero do deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), que garante ter o apoio irrestrito da executiva nacional para a candidatura dele a governador.

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA JÁ PODE TER APOIO SUFICIENTE

GOVERNO CONTA COM OS VOTOS PARA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

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Câmaras temáticas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social apresentam propostas

Câmaras temáticas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social apresentam propostas

Foto: Reprodução/Divulgação/Tony Winston/Agência Brasília

Por Agência Brasília

A reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal desta quinta-feira (3) serviu para as cinco câmaras temáticas apresentarem propostas. O encontro ocorreu na Residência Oficial de Águas Claras, com a presença do governador Rodrigo Rollemberg.

Os grupos tratam sobre:

Água
Resíduos sólidos
Dinamização da economia
Educação como plataforma para o desenvolvimento
Uso e ocupação do solo

Todos têm representantes do setor produtivo e dos trabalhadores, do governo de Brasília e da sociedade civil. “O importante é construir em conjunto um ambiente de desenvolvimento econômico e de inovação que garanta crescimento com distribuição de renda e criação de empregos. Essa é a prioridade do governo nesse momento”, ressaltou Rollemberg.

O governador ainda destacou a importância de o conselho atuar para que o presidente da República, Michel Temer, sancione na íntegra o projeto de lei sobre convalidação fiscal.

O texto aprovado no Congresso Nacional em 12 de julho concede ao DF a oportunidade de dar os mesmos incentivos e benefícios a empresas que estados vizinhos, em especial Goiás.

Segundo estimativa do Sindicato do Comércio Atacadista do DF, desde 2008 — quando começaram a ser questionados e cortados benefícios fiscais concedidos pelo DF em relação ao ICMS — 600 empresas deixaram a cidade e 10 mil postos de trabalho foram fechados.

Os objetivos das câmaras temáticas
O grupo com o tema Água é coordenado pelo diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Paulo Salles. Entre outros objetivos está o de promover o uso consciente e reduzir o consumo dos recursos hídricos dos mananciais.

A ideia central do trabalho dessa câmara é fazer a água ser tema transversal nas políticas públicas e preparar o ambiente para o 8° Fórum Mundial da Água, em 2018.

Sob a tutela do secretário de Educação, Júlio Gregório, o grupo da Educação como Plataforma para o Desenvolvimento visa qualificar profissionais especializados e inseri-los em cursos profissionalizantes do mercado de trabalho.

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do DF tem 69 integrantes — 47 representantes de diferentes setores da sociedade civil e 22 do governo de Brasília

A câmara de Dinamização da Economia tem como interesse a desburocratização, a celeridade dos negócios na capital federal. A coordenação é do presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Lúcio Rennó.

Liderada pelo secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra, a câmara temática de Resíduos Sólidos objetiva uma melhor destinação para o lixo no DF.

Instalar indústrias voltadas para a reciclagem, regularizar cooperativas de catadores e definir um novo uso para o espaço do Lixão da Estrutural são propostas do grupo.

Por fim, a câmara de Uso e Ocupação do Solo, que tem à frente o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, propõe a distribuição equilibrada de atividades econômicas e oportunidades de emprego por todo o DF.

Entre as ações previstas estão compatibilizar terrenos para residência e atividade econômica de micro e pequenos empreendedores; criar espaços multifuncionais; e atuar no desenvolvimento de projetos de lei em tramitação, como o do novo Código de Obras, e o de Uso e Ocupação do Solo.

O que é o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do DF
O colegiado tem o objetivo de discutir as demandas da população e opinar sobre soluções possíveis no âmbito do desenvolvimento econômico. Com base nele, serão estabelecidas ações para desburocratizar processos e ampliar as parcerias do governo com a sociedade.

São 69 conselheiros, sendo 47 representantes de diferentes setores da sociedade civil e 22 do governo de Brasília. O conselho foi criado por meio do Decreto nº 33.359, de 23 de novembro de 2011, e alterado pelo Decreto nº 36.297, de 22 de janeiro de 2015. A nova redação detalha as atribuições do grupo, altera a composição e estabelece a participação efetiva da sociedade civil. blogdosombra.

 

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