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Deputados são contrários à transformação do HBDF em instituto

Uma entrevista da presidente da Rede Sarah, Lúcia Willadino Braga, à jornalista Ana Maria Campos, do Correio Braziliense, repercutiu positivamente entre os deputados distritais contrários ao projeto do governo do Distrito Federal de implantar um método de gestão no Hospital de Base (HBDF) baseado na metodologia aplicada aos hospitais Sarah Kubitschek. Na entrevista, a dirigente da rede hospitalar afirma não ser pertinente usar o sucesso do Sarah como parâmetro para impulsionar a proposta do GDF.

Ao falar da tribuna da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (7), o deputado Wasny de Roure (PT) avaliou que a posição de Lúcia Braga em relação à questão “enterra de vez essa lorota do governo”. Segundo o parlamentar, “se o GDF tivesse interesse em resolver o problema, faria um teste do modelo de gestão que está sendo proposto em uma unidade menor e não no maior hospital da rede pública”.

O líder do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Vale, lembrou declarações da presidente do Sarah, que destacou o papel do HBDF no atendimento de urgências e emergências. “Criar o Instituto Hospital de Base não irá resolver o caos da saúde pública”, argumentou. Ele sugeriu ainda que a Câmara Legislativa não aprove o projeto encaminhado pelo Executivo e convoque o secretário de Saúde para dar explicações sobre o setor.

Plenário – Na opinião do deputado Raimundo Ribeiro (PPS), a transformação do HBDF em um instituto “não fará da unidade de saúde um novo Sarah”. Para ele, o governado segue iludindo os cidadãos com essa proposta. O deputado Chico Vigilante (PT), que também abordou a precariedade do serviço de saúde, apesar de reconhecer os esforços do presidente da Casa, deputado Joe Valle (PDT) para resolver a questão, defendeu que o Legislativo não deve dar prosseguimento à matéria.

Por sua vez, Joe Valle declarou que o projeto do Instituto Hospital de Base será levado à apreciação dos deputados distritais. “Estamos trabalhando, levando em considerações ideias que estão chegando à CLDF por meio de várias frentes. O objetivo é resolver a situação da saúde e o voto do plenário é soberano”, afirmou.

O deputado Chico Leite (Rede) também elogiou os esforços do presidente da Câmara Legislativa, mas ponderou que o projeto somente deveria seguir para o voto quando estivesse “completamente amadurecido”. Celina Leão (PPS) classificou a proposta do governo como “corajosa, mas preocupante”. Ela chamou a atenção para o fato de que “a experiência será feita no maior hospital de Brasília”. estaçãodanoticia

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