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Mesmo absolvido, Temer perde

Mesmo absolvido, Temer perde

Foto: Reprodução/Divulgação

A maior dúvida, em caso de saída de Temer, é o que virá depois

Por Helio Gurovitz 

Ainda que seja absolvido, que sobreviva no cargo ou que um dos ministros peça vista do processo que começa hoje no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e adie indefinidamente a decisão, o presidente Michel Temer não sairá ileso. Para ele, mesmo o melhor cenário não é bom. Nada bom.

Temer aposta sua permanência no cargo na protelação jurídica e na articulação política. Mas, independentemente do resultado, o julgamento do TSE complica sua vida nas duas frentes, tanto na jurídica quanto na política.

Juridicamente, há um processo de 29 volumes (disponível no site do TSE) comprovando que a chapa Dilma/Temer recebeu dinheiro sujo, desviado da Petrobras, na campanha de 2014 – além de um minucioso voto de mil páginas elaborado pelo relator, ministro Herman Benjamin.

As defesas da ex-presidente Dilma Rousseff e de Temer apresentarão argumentos preliminares para debate e votação. A de Temer tentará separar os julgamentos. A de Dilma, dizer que ele caducou, pois ela já caiu. Toda a discussão só fará manter o tema em pauta.

Benjamin foi exaustivo ao relatar o processo. Haverá fatos e mais fatos a incriminar o presidente. Nada disso fará bem a sua imagem ou a seu futuro. Se condenado a sair do cargo, perde por óbvio. Se puder permanecer no cargo ainda que condenado à inelegibilidade, se houver pedido de vista ou se for absolvido, ficará uma sensação de marmelada – e ele também perde.

Politicamente, sua esperança reside numa dessas três últimas alternativas. Temer ainda acredita em manter seu governo coeso em torno do projeto de reformas. Comete aí um equívoco frequente: acreditar que, sem o Executivo, reformas não saem. É verdade que, no nosso presidencialismo, muito depende do protagonismo do presidente. Mas quem vota as leis é o Parlamento.

A articulação de Temer pela própria sobrevivência apenas atrapalha o andamento das votações no Congresso. O julgamento no TSE, assim como os desdobramentos da delação da JBS, desviam a atenção das reformas e contribuem para piorar ainda mais a situação política de Temer. Não há, para ele, saída desse impasse. Enquanto estiver no poder, estará em crise.

Sair por determinação do TSE ainda é, para Temer, uma saída menos danosa do que insistir nas manobras de ressuscitação de um governo clinicamente nos estertores. Em sua estratégia, pode recorrer e postergar ainda mais uma decisão definitiva. Se fizer isso, voltamos ao impasse descrito no parágrafo anterior.

A maior dúvida, em caso de saída de Temer, é o que virá depois. Paradoxalmente, é essa incerteza que hoje mantém os sinais vitais de seu governo. Se já houvesse nome de consenso no Congresso para sucedê-lo, Temer já teria caído. Mas não há. Os três principais candidatos aventados em caso de eleição indireta – Tasso Jereissati, Nelson Jobim e Rodrigo Maia – enfrentam, cada um, resistências por motivos diferentes. Nenhum é satisfatório.

Temer depende, portanto, de três fatores para que o oxigênio continue a lhe fluir aos pulmões pela máscara respiratória: 1) a indefinição de sucessor no Congresso; 2) a indefinição no TSE e no inquérito que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF); e 3) a ausência de fato novo, como depoimento ou delação premiada do ex-deputado Rodrigo Loures. Embora ainda possa reivindicar algum tipo de influência sobre uma ala de congressistas, Temer não controla rigorosamente nenhum dos três.

Nos próximos dias, os olhos do país estarão voltados para o suntuoso prédio do TSE (foto), mais uma daquelas obras brasilienses projetadas por Oscar Niemeyer, que tanto contribuem para afastar o poder da nação – além, claro, de propiciar tantos desvios de dinheiro público. Mas o destino de Temer estará sendo decidido mesmo é nos corredores do Congresso, nos gabinetes do STF, nas saletas da Procuradoria-Geral da República – e na carceragem da Polícia Federal.

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6jun/170

Bomba! Bomba!

Parem as máquinas! Uma bomba está prestes a explodir na política do DF. A potência do petardo vai abalar o futuro político de algumas figuras.

O disparo será feito ainda essa semana. Está tudo documentado e sem direito a refutação.

As farmácias podem preparar os seus estoques. blogdoodir.

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6jun/170

CONDENADO A 7 ANOS, DEPUTADO DO RIO É PRESO AO CHEGAR A BRASÍLIA

FOI CONDENADO POR FALSIFICAR DOCUMENTOS QUANDO ERA PREFEITO

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