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Baleado em Samambaia tenta enganar a polícia e se dá mal

A briga por pontos de tráfico em Samambaia acabou com tiro e um ferido nesta sexta-feira (2/6). Um homem foi baleado e chegou a dizer que havia sido vítima de um assalto. Mas a polícia descobriu que se tratava de acerto de contas.

O disparo foi dado por volta de 9h15, no Conjunto 12 da QR 514. A suposta vítima estava bebendo com outro homem em um bar. Ao saírem do local, um carro os perseguiu e um dos ocupantes atirou na direção da dupla.

Quando a polícia chegou, o homem atingido disse que os autores do disparo tentaram roubá-lo e por isso atiraram. O ferido foi atendido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Ele teve um ferimento na nádega direita e estava consciente e orientado durante o atendimento.

Entretanto, após novo depoimento, a vítima assumiu que o autor do tiro era um traficante da região e que o alvo era o outro homem, também criminoso. O motivo da desavença era a briga por um ponto de drogas. Policiais militares foram acionados e iniciaram um cerco aos criminosos, que estão foragidos. Metropóles.

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Mulher pula de 4º andar após marido confundi-la com atriz pornô

Uma jovem de 22 anos pulou da janela do apartamento em que mora com o marido após o homem confundi-la com uma atriz pornô. O caso ocorreu no Pistão Sul, em Taguatinga. Segundo relatos de amigos e familiares, o homem estava assistindo a filmes pornô no computador quando viu uma atriz que se parecia com a esposa. A mulher estava dormindo quando foi surpreendida por tapas e socos. Os golpes foram tão fortes que teriam ferido o tímpano da vítima.

Quando o homem foi na cozinha pegar uma faca, a jovem aproveitou para pular da janela, no quarto andar. Ela caiu em uma cobertura e foi socorrida por vizinhos. O homem chegou a descer as escadas com a faca na mão ameaçando matá-la. O agressor, entretanto, foi contido pelos moradores.

O fato ocorreu na madrugada de segunda-feira (29/5). Em um vídeo gravado no hospital, pela irmã, a jovem conta que só conseguia pensar em sobreviver. “Ele pegava a faca e dizia que ia me matar, que ia me cortar todinha. Olhei para a janela e vi que a minha única chance era pular dali. Pensei, meu Deus! Se eu cair e me quebrar todinha, não vou poder mais nem andar, mas pelo menos vou estar viva”, desabafou.

“Quando ele desceu com a faca para me matar lá embaixo, ainda ficou mostrando o vídeo do filme para todo mundo falando que eu era vagabunda e piranha”, completou.

Relacionamento abusivo

De acordo com amigos da vítima, o casal estava junto há dois anos e planejava oficializar a união no final de 2017. O comportamento possessivo do homem, no entanto, era motivo de preocupação para os familiares da jovem. “O ciúme que ele sentia era doentio. Ela tentou sair do relacionamento algumas vezes, mas ele não deixava”, contou ao Metrópoles um amigo que pediu para não ser identificado.

A mulher se recupera em um local mantido em segredo, está muito abalada e recebe cuidados da família. Devido ao impacto da queda, ela teve que colocar nove pinos na coluna e sofreu fratura exposta, além de lesões nos braços e pernas.

A Polícia Civil informou à reportagem que os fatos estão sendo investigados e que por se tratar de Lei Maria da Penha, detalhes da ocorrência não podem ser divulgados. Segundo conhecidos da vítima, o agressor chegou a ser detido, pagou fiança de R$ 2 mil e vai responder ao processo em liberdade.

Feminicídio

A violência contra as mulheres pode ter um fim trágico. Em 9 de março de 2015, uma nova lei alterou o Código Penal para incluir mais uma modalidade de homicídio qualificado, o feminicídio, quando o crime for praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.

Foi acrescentado como norma explicativa do termo “razões da condição de sexo feminino”, que ocorrerá em duas hipóteses: violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

O Brasil está entre os países com maior índice de assassinatos de mulheres. Com uma taxa de 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, o país ocupa a quinta posição em um ranking de 83 nações, segundo dados do Mapa da Violência 2015.

De acordo com os últimos dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública, em 2016 foram registrados 19 feminicídios e 17 tentativas no Distrito Federal. Ceilândia foi a Região Administrativa que mais registrou esse tipo de crime no período — foram quatro –, seguido de Samambaia, com três.

As 19 mortes de mulheres representam 3,20% do total de crimes de homicídio ocorridos na capital do país no ano passado.

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