15maio/170

Politica: Pitiman será convidado a voltar

O atuante ex- deputado federal, Luiz Pitiman, será convidado para voltar ao cenário politico do DF em 2018. Com uma postura de atuação politica parecida com o ex- governador Jose Roberto Arruda, Luiz Pitiman, decidiu se afastar dos corredores politicos depois de naufragar seu sonho em virar governador nas eleições passada.

O empresário Pitiman já foi sondado para buscar uma vaga de deputado federal e segundo aliados próximos ao ex- parlamentar, a tendencia seja de que ele considere a proposta se tiver uma boa conversa.

fonte: GBU

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15maio/170

Há Grande Chance De Fraga Se Tornar Senador Em 2018

Amigos e familiares têm aconselhado o deputado Alberto Fraga (DEM) a desistir desse negócio de querer ser governador, até porque não tem perfil para isso, nem paciência para lidar com situações de crise.

Para quem conhece Fraga bem de perto, esse é o cenário ideal para que ele seja eleito senador em 2018. É bom lembrar que em 2010, Fraga obteve 511.517 de votos para o Senado. Por muito pouco não atropelou Cristovam Buarque naquela eleição.

Com o discurso que possui, Fraga será muito importante no Senado Federal para a população do DF. Definitivamente não será um senador decorativo.

Fonte: Donny Silva

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15maio/170

Para Tentar Se Manter No Senado, Cristovam Pode Até Virar Evangélico…

Desta vez sem votos na esquerda, o fraco senador Cristovam Buarque (PPS) está tão preocupado em se reeleger, que está quase virando evangélico para tentar angariar os votos do seguimento no DF. E quem bate palmas para a inusitada estratégia do senador, é o presidente do PRB-DF, Wanderley Tavares, que aliás, se apresenta como  candidato a governador. Só que o eleitor brasiliense não sabe quem ele é, o que fez ou como se tornou milionário.

O eleitor evangélico não engole (nem esquece) o senador esquerdista, devido aos seus discursos e posicionamentos durante a carreira política, a favor do aborto, do homossexualismo e isso sem falar na derrubada de templos e pouco (ou praticamente nenhum) diálogo com líderes evangélicos.

No passado, com medo de perder a reeleição, o então deputado distrital Cesar Lacerda se ‘converteu’ e passou a ter acesso aos púlpitos de várias desinformadas igrejas, que não sabiam que ele continuava a ter a mesma vida pecaminosa de sempre.

Como já disse aqui antes, Cristovam Buarque custa caro ao DF porque produz quase nada, e poderia pendurar as chuteiras. É preciso renovar, e Rogério Rosso (PSD) e Alberto Fraga (DEM) são favoritos. O eleitor acordou.

 

Fonte: Donny Silva

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15maio/170

Cardápio de araque. Governo paga por alimentos que não são servidos nos presídios do DF

Cardápio de araque. Governo paga por alimentos que não são servidos nos presídios do DF

Por Manoela Alcântara - Mirelle Pinheiro, Metrópoles Foto: Reprodução/Divulgação/Glaucio Dettmar/Ag. CNJ

Contratos de R$ 200 milhões exigem comida com sabor e saudável, mas famílias dos presos comparam marmita a lavagem. MP cobra fornecedores

Alvo de denúncias e reclamações recorrentes dos detentos e de seus familiares, as três empresas que fornecem alimentação aos presídios brasilienses estão na mira do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Os promotores querem saber o motivo de a comida oferecida não corresponder ao que está acertado legalmente com o governo.

O descontentamento geral com o serviço atinge em cheio os contratos milionários firmados com o poder público. Juntas, Cial, Nutriz e Confederal/Confere prestam serviços ao GDF que custarão, até 2019, cerca de R$ 200 milhões.

O valor prevê o fornecimento de quatro refeições diárias a 15.311 detentos do Sistema Prisional do DF. A Cial receberá a maior fatia pelo serviço: R$ 91,8 milhões.


Todas as especificidades das refeições a serem servidas constam nos contratos assinados pelas três empresas, aos quais o Metrópoles teve acesso. Os documentos discriminam o que deve ser fornecido como desjejum, almoço, jantar e lanche, além de apresentarem uma série de exigências. Talvez a principal seja: “cuidar para que as refeições estejam com ótima apresentação e sabor agradável”. Uma orientação que só existe no papel. O que chega às celas, nas marmitas entregues aos presos, é totalmente diferente do que está determinado.

As refeições são uma mistura, que em muito se assemelha a “lavagens” jogadas aos porcos, segundo o relato de vários familiares de detentos entrevistados pela reportagem. Assim como a comida lançada aos animais, a que chega aos apenados do DF tem aspecto e cheiro ruins. Faltam carne e legumes; sobra arroz. Não há variedade, embora o governo esteja pagando por isso, com dinheiro dos contribuintes.

Há relatos de que são servidos feijão com carunchos, produtos mal cozidos e até azedos. Um problema que afeta a saúde dos presidiários. Não raro, há casos de diarreia e intoxicação alimentar.

Em uma circunstância como essa, na qual o poder público paga por um produto com qualidade aquém da prevista em contrato, o único beneficiário é a empresa contratada, que está embolsando com a economia que faz ao entregar gato por lebre.

“Grãozinhos de feijão”

O contrato obriga as empresas a fornecerem refeições balanceadas e de qualidade. Para o almoço, por exemplo, deveriam ser servidos 650g de comida, sendo 250g de arroz, 100g de feijão, 150g de guarnição e 150g de carne bovina, ave ou peixe. Tudo acompanhado por uma caixa de suco de 200ml. Itens jamais vistos pela copeira Joana (*), que a cada 20 dias, nos últimos nove meses, foi ao Complexo Penitenciário da Papuda visitar o filho de 23 anos.

 

Para se encontrar com o rapaz, a mulher pega uma senha na internet na véspera da visita. Às 6h, já está na porta do complexo, com a nora e o neto de 1 ano e 4 meses. É preciso chegar cedo, pois a fila para identificação e revista é longa e demorada. Ela sempre carrega uma sacola com seis frutas e um pacote de biscoito, a quantidade permitida para que as famílias complementem a alimentação dos presos.

 

Ao Metrópoles, Joana confirmou aquilo que muitos outros relatam. A refeição servida vem com arroz em excesso e não corresponde ao que está previsto no contrato. “Tem uns grãozinhos de feijão, mas bem duros. Carne é pouca. Uma vez, a comida veio acompanhada com nuggets. O jantar também chega bem cedo. Umas 3h ou 4h da tarde”, afirmou.

Faltam itens determinados nos contratos firmados entre o GDF e as empresas. No Bloco 5 do Centro de Detenção Provisória (CDP), por exemplo, onde deveriam ser entregues por dia 176 caixinhas de suco para atender 44 detentos, são distribuídas, quando muito, apenas 80.

No café da manhã, deveria ser servido pão careca ou francês com manteiga. À noite, pão com queijo e presunto ou salame. O que os presos recebem cotidianamente, no entanto, é pão seco, no início e no fim do dia. Assim, as empresas que fornecem os alimentos economizam não só na qualidade e quantidade dos produtos, mas também com a mão de obra.

Ao deixar de entregar mais da metade das caixinhas de suco ou achocolatados, por exemplo, os fornecedores fazem no montante uma economia milionária. Rotina de irregularidade para a qual a Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe), que deveria fiscalizar sistematicamente o serviço, tem feito vista grossa.

Denúncias ao MPDFT
As queixas sobre a comida ou qualquer outra irregularidade no sistema carcerário são feitas por meio do Disque 100 ou das associações de parentes dos presos. As reclamações se tornaram tão frequentes que o Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri), do MPDFT, resolveu agir.

Há cerca de um mês, após reunião com as empresas fornecedoras, a equipe do Nupri solicitou que fossem feitas vistorias para controle da qualidade e distribuição das refeições, inclusive com a pesagem das marmitas. Também foi sugerida a troca das embalagens de alumínio por recipientes de isopor, para tentar impedir que os produtos estraguem.

Segundo reclamações que chegam aos órgãos de controle, são corriqueiras as ocorrências de infecção intestinal dentro dos presídios. Os relatos indicam que o armazenamento e o transporte da comida são feitos de maneira irregular.

Diretora da Associação de Familiares dos Internos e Internas do Sistema Prisional do DF e Entorno (Afisp-DFE), Darlana Godoi explicou que o almoço é preparado na madrugada, chega à Papuda por volta das 9h30, mas só é servido depois das 11h.

Nesse intervalo de tempo, os produtos não são devidamente acondicionados. Durante recentes vistorias conjuntas de representantes de entidades de direitos humanos, de acompanhamento do sistema prisional e até da Vigilância Sanitária foi possível constatar que, antes do horário de distribuição, as marmitas ficavam em carrinhos parados nos corredores das unidades, muitas vezes, expostas ao sol.

“Ninguém quer que preso coma filé-mignon. Mas é uma questão de higiene, do transporte correto dos alimentos. A comida é quase uma lavagem, fede, não tem tempero. O frango chega cru.”"

Darlana Godoi, presidente da Afisp-DFE
Segundo ela, as cantinas existentes nos presídios, onde os internos podem comprar alguns itens com dinheiro entregue por parentes e advogados, não têm produtos alimentícios suficientes para complementar as refeições fornecidas.

Comércio ilegal
A Associação de Familiares dos Internos e Internas do Sistema Prisional do DF e Entorno mantém um espaço na internet para as denúncias dos parentes de detentos (leia abaixo). São relatos do que presenciam nos dias de visita. Em um deles, foi dito que as refeições ficam armazenadas em caixas azuis, que não são lavadas e abrigam restos de comida. Essa seria a origem do mau cheiro dos alimentos.

Outro familiar denuncia:

em uma cela com 28 presos são entregues apenas 17 marmitas, obrigando-os a dividir a comida. “Essa prática estaria gerando um comércio irregular dentro das unidades. Quem tem acesso às marmitas cobra pela parte que vai dividir”, disse a diretora da Afisp, Darlana Godoi.

Responsabilidades
O gerente da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF), André Godoy, disse que existe um programa de inspeção periódica no sistema prisional. “Conseguimos resolver muitos problemas, reformamos cozinhas, mas essas questões de controle de temperatura, de procedimentos padronizados ainda precisam ser melhoradas”, reconheceu.

Segundo ele, a intenção era fazer mais inspeções, mas falta pessoal para atuar nas unidades. “A logística é difícil. Muitas vezes, essa comida fica pronta às 7h, as caixas térmicas não podem ser vedadas adequadamente”, resignou-se o gerente da Divisa-DF.

O desembargador Roberval Belinati, supervisor-geral do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), garantiu que, a partir das queixas, determinará a apuração de responsabilidades.

“O preso tem que ser tratado com dignidade e respeito, conforme determina a Constituição Federal. Pelo princípio da dignidade humana, não admitiremos nenhum descumprimento às normas legais.”"

Roberval Belinati, desembargador do TJDFT
Ele afirmou ter tomado conhecimento de que presas teriam passado mal após se alimentarem na Colmeia, e que o próprio governo e a Vara de Execuções Criminais determinaram uma inspeção na cozinha. “Os contratos precisam ser respeitados. Se houver qualquer irregularidade, vamos apurar e comunicar imediatamente ao Ministério Público para que tome as medidas cabíveis”, concluiu.

Acordos a sete chaves
Os contratos entre o GDF e as fornecedoras de alimentação para as unidades prisionais do DF são minuciosos. As empresas Cial, Nutriz e Confederal/Confere assumiram o serviço em 2014. A previsão inicial era de que atuariam por 20 meses, mas a contratação das três foi prorrogada.


As informações sobre os contratos são mantidas a sete chaves. O Metrópoles só as conseguiu após recorrer à Lei de Acesso à Informação (LAI). Desde março, a reportagem tentava obter cópia dos documentos, o que era negado recorrentemente pela Sesipe sob o argumento de que se tratava de material sigiloso e que a divulgação dos dados seria um risco à segurança dos detentos.

Em 6 de abril, a reportagem formalizou a solicitação via LAI, por meio do Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão, e recebeu a papelada 20 dias depois.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social disse desconhecer irregularidades na prestação do serviço de alimentação ao sistema carcerário, embora as reclamações sejam públicas e recorrentemente expostas pelos familiares dos presos. Segundo o texto, “os alimentos são inspecionados por nutricionistas das empresas prestadoras do serviço e por servidores da Sesipe, que checam as refeições assim que chegam às unidades prisionais”.

A Secretaria afirmou que as marmitas e os lanches são pesados por equipes do Núcleo de Suprimentos, localizado em cada presídio, para verificar se a quantidade está de acordo com o que foi contratado. “Caso contrário, a Sesipe notifica a empresa para adequação.”

A pasta alegou ainda que, “quando é feita reclamação de refeições supostamente inapropriadas ao consumo por parte de algum interno, uma amostra é colhida pela empresa para análise. E quando acontecem casos de infecção intestinal de custodiados, eles são atendidos pelas equipes médicas na unidade e, se necessário, levados ao hospital”, completou.

A cota de cada uma

Cial Comércio de Alimentos — Atende ao Centro de Detenção Provisória (CDP) e à Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), ambos no Complexo Penitenciário da Papuda. O contrato nº 041/2014 –SSP/DF foi assinado com a empresa em junho de 2014, com vigência de 20 meses, sendo que depois foi prorrogado por igual período. É válido, portanto, até 9 de outubro de 2017. Desde a primeira vigência, a pasta pagou R$ 91.873.700,98 à contratada.

Universitário Restaurante Ind Come e Agropecuária Ltda (Nutriz) — Atende ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e à Penitenciária do Distrito Federal (PDF I), ambos no Complexo Penitenciário da Papuda. O contrato, assinado em junho de 2014 e prorrogado até 9 de outubro de 2017, custará em todo o período de vigência R$ 71.622.908,75.

Confederal/Confere Com e Serviços de Alimentação e Produtos de Segurança Eletrônica Ltda — Atende ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) e à Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF). O contrato nº 057/2014 – SSP/DF foi assinado com a empresa em agosto de 2014, com vigência de 20 meses, tendo sido prorrogado por mais 20 meses. O término da atual vigência será em 24 de dezembro de 2017. Desde 2014, foram pagos à empresa R$ 31.208.401,53.

A reportagem tentou contato com as três empresas em todos os números disponibilizados na internet. Nos telefones da Cial, atendia um rapaz que informava ser de um escritório de contabilidade. As outras duas empresas não atenderam aos números fixos.

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15maio/170

Delações de marqueteiros e Palocci põem Lula e o PT em abismo político

O calvário do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula ganhou novos capítulos numa sequência impensável a quem acreditava que o ponto alto da semana política que passou ficaria no embate entre o petista e o juiz Sergio Moro em Curitiba. O encontro mais esperado da Lava Jato parece agora apenas um aperitivo para um cardápio farto que se seguiu na sequência, e que fragiliza ainda mais o ex-presidente e o seu partido, tanto do ponto de vista político quanto jurídico. Apenas um dia depois do seu depoimento, o ministro do Supremo, Edson Fachin, liberou o sigilo das delações do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, que revelam o milionário esquema de caixa 2 pago no Brasil e no exterior, supostamente com aval de Lula e Dilma Rousseff. Informações do El País.

Na sexta, uma nova bomba nuclear para o ex-presidente e o PT veio na forma da nota divulgada pelo então advogado do ex-ministro Antonio Palocci. “O Escritório José Roberto Batochio Advogados Associados deixa hoje o patrocínio da defesa de Antonio Palocci em dois processos que contra este são promovidos perante o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, em razão de o ex-ministro haver iniciado tratativas para celebração do pacto de delação premiada com a Força Tarefa Lava-jato, espécie de estratégia de defesa que os advogados da referida banca não aceitam em nenhuma das causas sob seus cuidados profissionais.”

O que eram informações de bastidores começam a se tornar realidade. O ex-todo poderoso ministro petista, que pavimentou a relação de Lula com o então apavorado mercado financeiro nacional e internacional em seu primeiro mandato (2003-2006), sucumbiu à pressão da Lava Jato e mostrou que seu silêncio tem limite. Preso preventivamente há oito meses, Palocci fechará acordo com a Justiça para negociar uma redução de pena, e pode jogar um caminhão-tanque de gasolina nas labaredas que já incendeiam o Brasil com as investigações sobre corrupção no poder público e privado. Palocci sabe que suas palavras valem ouro para a Justiça e têm poder para estender ainda mais a operação Lava Jato, saindo inclusive do ramo das empreiteiras para se espalhar a outros setores. “Acredito que posso dar um caminho que talvez vai lhe dar pelo menos mais um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”, disse Palocci a Moro em seu depoimento no dia 20 de abril, após afirmar que tinha condição de relatar “fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que serão certamente de interesse da Lava Jato.” Não os abria ali, explicou, pela “sensibilidade das informações” de que dispõe.

Agora, o país volta a prender a respiração na expectativa de conhecer novos fatos e detalhes sobre o modus operandi das relações de poder, num exercício que já virou rotina. A escala crescente de informações não para de surpreender ao mesmo tempo que vai fechando o cerco ao PT e deixando poucas brechas para Lula. As delações de Mônica Moura e João Santana, que gozavam da intimidade palaciana desde 2005, já trazem informações chocantes o suficiente para questionar o futuro do PT e da sonhada candidatura do ex-presidente para as eleições de 2018. De negociações de João Santana na sauna do ex-senador Delcídio do Amaral para tratar de pagamento de caixa 2 de campanha, a um suposto email falso criado na biblioteca do Palácio da Alvorada com aval da ex-presidenta Dilma para prevenir Mônica Moura sobre o andamento da Lava Jato. De onze milhões de dólares supostamente recebidos das mãos do hoje presidente venezuelano, Nicolas Maduro, a pagamentos secretos da Odebrecht numa conta na Suíça.

Quando foram presos em fevereiro de 2016, Santana e Moura chamaram a atenção pela tranquilidade com que seguiram o ritual da prisão. Mônica até sorria enquanto mascava chicletes com as mãos presas por algemas atrás do corpo.

Hoje, aparecem nos vídeos relatando também com naturalidade os detalhes de como funcionou o esquema patrocinado pela Odebrecht, responsável pelo pagamento das campanhas vitoriosas de Lula, Dilma e seus aliados na América Latina, como o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez. Um esquema que incluiu a participação de boa parte da cúpula petista, para garantir a estratégia, segundo os delatores. José Dirceu e Antônio Palocci tinham papeis de destaque. Dirceu, por exemplo, teria articulado a participação dos marqueteiros na campanha à reeleição de Hugo Chávez, em 2012. “A primeira viagem que João fez para negociar a campanha foi num jatinho da Andrade Gutierrez”, relata Moura, em seu depoimento às procuradoras da Lava Jato. Dirceu estava junto nessa viagem. A Andrade pagou dois milhões de dólares do custo de campanha. A Odebrecht, 7 milhões.

O casal relatou também como a negociação de caixa 2 teria sido feita em outra campanha, para a eleição do senador Delcídio do Amaral, então pelo PT, em 2002. Santana revelou que visitou Amaral em sua casa e foi convidado a tomar uma sauna com ele. “Entramos os dois para fazer sauna. E foi aí que ele, quando entrou na sauna, e estávamos só nos dois, e estávamos claramente protegidos, e sem roupa – porque podia ser que eu tivesse alguma coisa para estar gravando – ele começou a conversar: ‘Esse pagamento é oficial, não tem que ser oficial, quanto custa’”, relatou. A campanha teria custado 4 milhões de reais, dos quais metade paga em caixa 2, segundo os delatores.

As revelações do casal vieram um dia após o midiático depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, na ação que questiona a compra do apartamento no Guarujá, supostamente vinculado a favores prestados à empreiteira OAS. Após cinco horas de prestação de contas à Justiça num interrogatório a portas fechadas que seria divulgado em vídeo horas depois, Lula parecia sair aliviado de um purgatório, onde conseguiu se defender e relatar suas mágoas ao juiz Moro, e lembrar seu papel de ex-presidente que merecia ser tratado com respeito. Teve bem mais que 15 minutos de glória para soltar suas frases de efeito e dizer ao juiz Moro que a história vai julgá-lo em seu papel por abusos como o de ter liberado grampos pessoais dele e de sua família. Seu regozijo, porém, durou menos que 24 horas, e o ex-presidente parece ter entrado no inferno que coloca em dúvida seu plano de sair ileso da Justiça e competir pela vaga ao Palácio do Planalto.

Santana vem confirmar informações já reveladas por Marcelo Odebrecht dos pagamentos feitos no Brasil e num intrincado sistema de patrocínio internacional, que incluía as campanhas em países onde a empreiteira já atuava. Se Antônio Palocci, implicado tanto por Odebrecht como os marqueteiros, relatar seu papel como avalista, o cerco a Lula deve se fechar e a estratégia de defesa do ex-presidente, de negar sua participação ou conhecimento em torno do propinoduto descoberto inicialmente na Petrobras, fica cada dia mais difícil.

Tudo ainda passará pelo crivo da Justiça – que tem Sergio Moro em primeiro plano, cuja atuação vem sendo questionada por já aparentar uma condenação prévia, endossando praticamente tudo o que apontam os procuradores – e demandará provas do que dizem os delatores, para que confirmem ou atenuem o veredito. Mas, o desgaste à imagem do ex-presidente, em capas de revistas questionando sua inocência, e na pauta negativa contra ele no noticiário, ganhou novos elementos. O ex-presidente vive a cruel letargia de quem tem de provar inocência. A versão de quem o responsabiliza de ter ciência do esquema internacional de caixa 2 circula muito mais rápido que a sua defesa. Se esse quadro só faz crescer o linchamento público entre quem nunca gostou dele, ou se tira apoio entre os que já votaram nele, só o tempo dirá. Por ora, o calvário de Lula continua. Estaçãodanoticia.

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15maio/170

LULA DEVE VIRAR RÉU POR TENTATIVA DE INTIMIDAR AUTORIDADES E TESTEMUNHAS

ELE DEVE RESPONDER POR DESTRUIÇÃO DE PROVAS E INTIMIDAÇÃO

DEPOIMENTO REFORÇOU OS INDÍCIOS REUNIDOS POR INVESTIGADORES DA FORÇA-TAREFA DA OPERAÇÃO LAVA JATO (FOTO: REPRODUÇÃO)

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15maio/170

ECONOMIA CRESCE 1,12% NO 1º TRIMESTRE E O BRASIL DEIXA A RECESSÃO

CRESCIMENTO DA ECONOMIA FOI DE 1,12% NO PRIMEIRO SEMESTRE

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