30abr/170

Politica: Brazlândia se dividirá entre duas candidatura em 2018

O processo politico se aproxima e nomes começam a surgir com uma força diferenciada em algumas regiões. Um exemplo claro da polarização de nomes com vistas ás eleições de 2018 vem ocorrendo na cidade de Brazlândia.

A pacata região vem se dividindo em dois nomes nas questões politica; Juarezão e Iolando Almeida. A dupla dominou o processo eleitoral anterior e tende a se manterem na linha de frente da preferência eleitoral em 2018. Agora é esperar para ver!

fonte: Redação

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
29abr/170

Politica: Iolando Almeida ganha reforço do grupo de Juarezão com vistas á 2018

O suplente de deputado distrital, Iolando Almeida, decidiu investir pesado no grupo de insatisfeitos ao projeto de reeleição do distrital da região, Juarezão.

A proposta de Iolando será fortalecer ainda mais sua equipe com aqueles que construíram o atual mandato de Juarezão e que acabaram sendo preteridos pelo o parlamentar socialista;" Os que mais ajudaram o Juarezão ficaram no meio da estrada. Estou apenas apresentando para eles que posso ser uma alternativa com vistas ao futuro. E fico feliz que muita gente está vindo somar conosco", declarou Almeida, ao gbu em tom de esperança.

fonte: Redação

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
28abr/170

Prioridade de Rollemberg antes de 2018 foca na saúde; entenda

Alan Sampaio

 

Ciente de que precisa melhorar sua imagem diante da população, o governador Rodrigo Rollemberg exigiu de seus comandados agilidade e priorização em ações de sua gestão. Do rol de prioridades, a implementação da nova política de atenção primária do DF é uma das primeiras.

Rollemberg se reuniu na tarde desta quinta-feira, 27, na Residência Oficial de Águas Claras, com secretários, diretores e servidores. Ouviram do chefe do Executivo atenção aos “compromissos que assumimos”. E ele quer que tudo se resolva dentro dos seus respectivos prazos estabelecidos.

A inauguração do segundo bloco do Hospital da Criança de Brasília José Alencar as obras do Trevo de Triagem Norte também estão entre as prioridades. Urbanização do Sol Nascente, em Ceilândia, da Vila Buritizinho, em Sobradinho, do Porto Rico, em Santa Maria, e do Bernardo Sayão, no Guará, são outras emergências citadas pelo governador.

Com aproximadamente um ano e meio das eleições de 2018, Rollemberg sabe que não tem muita coisa para apresentar aos brasilienses. Até o perfil de “tocador de obras” não é uma marca que sua assessoria tenta impor à sua imagem. Ele deve (ou deveria) levar o título de gestor das obras essenciais.

E melhorar sua imagem é uma medida urgente. Segundo a pesquisa do Instituto Exata de Opinião Pública (Exata OP), publicada no Jornal de Brasília, pelo menos 72% desaprova o governo de RollembergEm dezembro de 2016, o número era de 68%. Guardian.

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
28abr/170

Restaurante Comunitário de Brazlândia é reaberto

Depois de seis meses fechado, o Restaurante Comunitário de Brazlândia retomou as atividades nesta quinta-feira (27/4) e se somou às outras 13 unidades em funcionamento no Distrito Federal. Antes da interrupção, em outubro do ano passado, o local servia cerca de 800 refeições por dia, das 11h às 14h. A expectativa agora é que esse número seja de 1,5 mil.

“A retomada em Brazlândia ajudará a superar as 4 milhões de refeições servidas no ano passado, garantindo a segurança alimentar e nutricional da população”, enfatizou Gutemberg Gomes, secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

O militar da Marinha Sabino Arcanjo, de 49 anos, mora perto do restaurante instalado na Área Especial nº 1 da Quadra 36, na Vila São José. Frequentador semanal antes da suspensão do serviço, ele comemorou a reabertura. “O sabor da comida melhorou muito, e o ambiente está mais agradável”, avaliou.

Dênio Simões/Agência Brasília

DÊNIO SIMÕES/AGÊNCIA BRASÍLIA

No cardápio do dia: estrogonofe, arroz, feijão, salada de repolho com tomate, suco de goiaba e um bombom para sobremesa. “O padrão de qualidade é esse”, destacou o subsecretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Jefferson Alves de Urani. “Cada unidade tem nutricionistas, e a secretaria tem outros três que acompanham, ao menos, duas unidades por dia.”

O refeitório foi fechado quando a empresa encarregada abandonou os serviços. De outubro para cá, a pasta revitalizou o espaço, com reparos como troca de telhado, forro e piso do salão e da cozinha; reforma na câmara fria; e melhorias nas redes elétrica e hidráulica. Foram investidos cerca de R$ 170 mil nas adequações.

Paralelamente ocorreu nova licitação, que indicou a Kadu Alimentos como a empresa responsável pelo serviço. Em 7 de abril, foi reaberta a unidade do Paranoá. Fechada também desde outubro devido à saída da empresa gestora, a estrutura retomou as atividades com capacidade para servir mais de 900 refeições diariamente.

Em 23 de novembro, o restaurante de Sol Nascente passou a servir também o café da manhã, a R$ 0,50. A pessoa recebe um pão com manteiga, uma fruta e café com leite. Até 17 de abril, 8.232 refeições do tipo foram servidas no local. A meta é estender o benefício para as outras unidades até o fim de 2017.

O casal Neuza Soares da Silva, de 64 anos, e Faustino Felício Moisés, de 63, almoçaram hoje no Restaurante Comunitário do Paranoá pagando R$ 2 cada um.

O almoço custa R$ 1 para os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do governo de Brasília que sejam membros de família com renda mensal de até R$ 2.811 (o equivalente a três salários mínimos) ou de até R$ 440 per capita. Pessoas que não se enquadram nesses perfis pagam R$ 2.

Para se inscrever no CadÚnico, é preciso ligar para o telefone 156 e marcar atendimento em um dos centros de referência de assistência social (Cras).

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
28abr/170

SINDICALISTAS DA CUT ESPANCAM PASSAGEIROS NO AEROPORTO SANTOS DUMONT

CENTRAL SINDICAL DO PT PROMOVE AGRESSÕES EM AEROPORTO DO RIO

O TUMULTO OCORREU NO INÍCIO DA MANHÃ E SÓ ACABOU COM A CHEGADA DA PF (FOTO: IMAGEM DE CELULAR)

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
28abr/170

Greve geral: O que você precisa saber sobre a tentativa de parar o país pela 1ª vez em 20 anos

Greve geral: O que você precisa saber sobre a tentativa de parar o país pela 1ª vez em 20 anos

Paula Reverbel Da BBC Brasil em São Paulo - PAULO PINTO/FOTOS PÚBLICAS

As principais entidades sindicais do Brasil convocaram uma greve geral contra a ampliação da terceirização e as reformas previdenciária e trabalhista para esta sexta-feira- há a promessa de adesão por parte de diversos setores do funcionalismo público e privado em todo o país.

Espera-se, por exemplo, que bancários paralisem suas atividades em ao menos 22 Estados, de acordo com informações da CUT (Central Única dos Trabalhadores), uma das centrais sindicais que convocaram a paralisação. Professores das redes pública e particular também dizem que irão cruzar os braços, assim como aeroviários e funcionários dos serviços de ônibus, metrô e trens.

Além da CUT, a greve é convocada por CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Intersindical, CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Força Sindical, Nova Central, CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).

Confira, a seguir, o que você precisa saber sobre a paralisação.

1. Qual será o tamanho da greve?

Embora muitas categorias tenham confirmado a adesão, é impossível saber de antemão. Por um lado, a pauta de reivindicações une todos esses trabalhadores. Por outro, décadas se passaram desde a última paralisação geral da dimensão pretendida, ocorrida em 1996.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que esta "será a maior greve da nossa história", mas ele próprio reconhece que houve, no passado, tentativas frustradas. "Tivemos uma grande greve em 1989, outras greves tentamos fazer de lá para cá. Essa acho que vai ter uma adesão muito grande, todos os setores."

Especialista em Sociologia do Trabalho, o professor da USP Ruy Braga diz acreditar que a paralisação será de fato grande, mas lembra que é comum que ocorram deserções de última hora. "Muitos sindicatos ficam reticentes", afirma, citando medo de multas ou outras formas de punição.

Para ele, a Reforma da Previdência tem particularmente o potencial de atrair muitas pessoas para a greve.

"Segundo dados IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 80% dos lares brasileiros têm alguém que recebe algum benefício continuado ou Previdência. Isso tem um potencial de gerar indignação muito mais agudo que as outras reformas que foram propostas", argumentou.

Já Hélio Zylberstajn, professor do Departamento de Economia da USP, acredita que o movimento terá o mesmo tamanho das greves mais recentes. "Acho que vai ser igual a todas as outras que eles fizeram: de manhã vai ser muito forte e, lá pelas 10h, eles começam a liberar. Na hora do almoço, está tudo normal."

Ele argumenta que os organizadores conseguem fazer o transporte coletivo parar, montam piquetes e fecham as principais avenidas. "Não é uma paralisação maciça porque as pessoas todas param. É porque as pessoas são impedidas de ir trabalhar", diz.

Apesar disso, Zylberstajn reconhece que as reformas propostas pelo governo Michel Temer são mesmo muito impopulares, dando força para a greve.

2. Quais setores vão aderir?

Os organizadores esperam que a greve inclua trabalhadores do transporte público, aeronautas, bancários, funcionários públicos e professores das redes públicas e privada, entre outros. Profissionais da indústria, como químicos e metalúrgicos, também prometem parar - incluindo aqueles que trabalham em unidades da Petrobras em pelo menos oito Estados.

Grandes aeroportos, como os das cidades de São Paulo, Campinas (SP), Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre podem ser afetados. Rodoviários dizem que irão parar em cidades de pelo menos 13 Estados - na capital paulista e em Guarulhos, a ideia é que apenas 30% da frota esteja operando a partir da 0h desta sexta. Metroviários já acordaram parar em cidades de ao menos cinco Estados.

Portuários estão previstos para parar em menos três Estados - um dos portos que pode parar é o de Santos, o principal do país. Nos Correios, a greve já foi aprovada por pelo menos oito Estados.

Servidores públicos municipais, estaduais e federais, do Judiciário e comerciários também prometem aderir. Bancários já contabilizam adesão em no mínimo 23 Estados, mas nem todas as unidades fechariam.

Professores municipais, estaduais, universitários e de escolas particulares são algumas das categorias mais esperadas, embora a adesão varie muito de Estado para Estado.

3. Quais setores fazem uma greve ter sucesso?

Segundo Braga, da USP, os setores-chave são os mais disruptivos para a sociedade. Ou seja, trabalhadores que lidam com circulação de pessoas (ônibus, metrô, trem, aeroportos), bancários e funcionários públicos.

O professor também explicou que os professores, quando aderem em massa, também têm uma influência muito grande, uma vez que muitos pais acabam não tendo com quem deixar os filhos para sair para trabalhar. E como são numerosos, aumentam a massa de manifestantes quando participam de protestos.

"No caso de trabalhadores industriais, como metalúrgicos e petroleiros, acredito que o potencial disruptivo seja pequeno", afirmou.

Zylberstajn diz que os professores da rede particular aderiram para defender os próprios privilégios.

"Professoras no Brasil se aposentam depois de contribuir 25 anos para a Previdência, independentemente da idade. Uma professora que começa a trabalhar aos 20 anos se aposenta com 45. Onde a greve vai ser mais forte? Nos colégios privados: todos os colégios estão anunciando que não vai ter aula na sexta-feira", afirma.

A proposta atual de Reforma da Previdência estipula uma idade mínima para aposentadoria - 65 anos para homens e 62 para mulheres.

4. O que querem os grevistas?

A greve vem sendo articulada há cerca de um mês para fazer oposição às reformas Trabalhista e da Previdência e para protestar contra uma nova regra, sancionada em março, que libera a terceirização em todas as atividades.

"(Marcamos a greve geral) Fundamentalmente por causa de retirada de direitos, por causa de desmonte da Previdência, desmonte trabalhista, terceirização", diz Freitas, da CUT.

Algumas entidades que convocaram a paralisação são críticas ao governo Michel Temer como um todo, entre elas a CUT e a CTB, que foram contrárias ao impeachment de Dilma Rousseff

Mas a greve também tem a participação de entidades mais próximas do governo. É o caso da Força Sindical, que tem vínculo com o Solidariedade, partido que faz parte da base aliada de Temer.

Miguel Torres, vice-presidente da Força, comparou a paralisação marcada para esta sexta-feira com a realizada há exatos cem anos, em 1917.

"Naquela época, era tudo desregulamentado (em relação a questões trabalhistas). Boa parte do empresariado quer que a gente retorne a 1917", argumenta.

A BBC Brasil procurou o governo federal para saber seu posicionamento diante da paralisação e se mandará cortar o ponto dos servidores grevistas, mas o Palácio do Planalto informou que não comentará o assunto.

A gestão Temer tem defendido as reformas como uma forma de recuperar a economia - e negado que elas irão tirar direitos do trabalhador.

5. Vai ter protesto?

Há protestos confirmados em diversas cidades, como Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Rio Branco (AC).

O tamanho dessas manifestações também é incerto.

Na capital paulista, a ideia é caminhar do Largo da Batata, em Pinheiros, até a frente da casa de Temer na cidade, que fica no Alto de Pinheiros, na zona oeste.

O ato é organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, agrupamentos de partidos, entidades sindicais e outros grupos que têm vínculos com movimentos sociais - principais organizadores dos protestos contra o impeachment. BLOGDOSOMBRA

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
28abr/170

Câmara em Movimento ouve reivindicações da Estrutural

A população da Estrutural compareceu em peso ao ginásio de esportes do Centro de Ensino 01, onde foi realizada, na tarde desta quinta-feira (27), a primeira edição do projeto “Câmara em Movimento” que, em seu novo formato, além da realização de sessão ordinária, prevê o acompanhamento das prioridades apontadas pela população.

O deputado Joe Valle (PDT), presidente da Câmara Legislativa, anunciou, considerando o compromisso de fiscalizar as ações empreendidas para atender as demandas, que a CLDF estará de volta à Estrutural no dia 3 de junho próximo. Será realizada uma oficina com as lideranças comunitárias para uma avaliação e a prestação de contas. “Hoje, estamos apenas dando início, a conversa continua”, declarou.

Catadores – Lideranças comunitárias e representantes de vários setores da cidade apresentaram reivindicações em diversas áreas – educação, saúde, segurança, cultura e esportes, entre elas. Contudo, a situação dos catadores de materiais recicláveis, principal atividade da localidade, foi o contexto que embasou a maioria das intervenções.

O representante, no Distrito Federal, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Roney Alves, juntamente com representantes da Defensoria Pública, apresentou à Casa denúncia formal contra o SLU, que estaria descumprindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos no que se refere ao encerramento das atividades do Lixão da Estrutural, considerado o maior da América Latina.

Entre os pontos que constam da denúncia estão, por exemplo, a ausência de coleta seletiva e a falta de compensação ambiental na área que restará do lixão. “Pedimos que a Câmara Legislativa, no seu papel fiscalizador, cobre do SLU o cumprimento da lei”, afirmou Alves.

Representantes de diversas cooperativas instaladas na cidade também chamaram a atenção para o fato de que a reciclagem é a principal atividade econômica da região. “A Estrutural é sustentada pelos catadores”, justificaram.

Também foi dada atenção à situação dos moradores da comunidade conhecida como Santa Luzia, onde residem 5 mil famílias, cerca de 24 mil pessoas. A população vive em situação irregular e reivindica solução para a questão fundiária, que depende do Distrito Federal e da União, devido à proximidade com área de preservação ambiental.

Outro assunto bastante enfatizado foi a segurança, e a principal reivindicação, a instalação de uma delegacia de polícia. “Como pode uma cidade com 45 mil habitantes sem uma delegacia”, indagou José Renato, do conselho comunitário de segurança.

Os jovens e os estudantes centraram suas solicitações, principalmente, nos espaços e equipamentos destinados à cultura e esportes. Sem esquecer as escolas, que faltam no local. Raquel Santos, 14 anos de idade, estudante do 8º ano do ensino fundamental, contou que levanta todos os dias às 5 horas para chegar no horário às aulas no colégio onde estuda, que fica no Guará. “Por que não podemos ter escolas aqui?”, reclamou, sendo muito aplaudida.

Outra reivindicação é a finalização da ciclovia que liga a Estrutural ao Instituto Federal do Brasil (IFB), próximo à Cidade do Automóvel. No ano que vem, o IFB irá inaugurar o primeiro curso de ensino médio da região.

Creches – A falta de creches na cidade, que tem proporcionalmente a maior população infantil do DF, foi enfatizada por diversos líderes comunitários. Sobre este assunto, a deputada Luzia de Paula (PSB) sugeriu que a Administração Regional recupere um terreno destinado à instalação de creche, que estaria ocupado por outra atividade, para que seja construída, com apoio da população, uma unidade de atendimento infantil.

A deputada Telma Rufino (PROS) informou que destinou R$ 1 milhão em emendas para a região e listou os equipamentos que serão instalados com esses recursos, os quais já estão à disposição da Administração Regional.

A deputada Celina Leão (PPS) enfatizou que o “Câmara em Movimento” reforça o papel dos deputados distritais: estar junto da população. Rafael Prudente (PMDB) lembrou que a CLDF votará a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ainda nesse semestre, e sugeriu que a comunidade use os serviços da Ouvidoria para apresentar sugestões. O deputado Lira (PHS) também apoiou as lutas dos moradores da Estrutural. Estaçãodanoticia

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
27abr/170

FORÇA NACIONAL E PM SE PREPARAM PARA ‘GUERRA’ DOS PROTESTOS DESTA SEXTA

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
27abr/170

Ex-administradores têm contratos sob suspeita

Ex-administradores têm contratos sob suspeita

Dois ex-gestores da Adminstração Regional do Itapõa são alvos de ações do Ministério Público: mais de R$ 85 mil em cachês superfaturados.

A 1ª Promotoria de Justiça Regional de Defesa dos Direitos Difusos do Distrito Federal encontrou indícios de irregularidades e superfaturamento de cachê em eventos culturais. No total, o Ministério Público ajuizou 16 ações por improbidade administrativa.

Por ANA VIRIATO e JÚLIA CAMPOS-Correio Braziliense/Adauto Cruz/CB/D.A Press - 27/04/2017 - 11:09:36

 

 

O pente-fino do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) nas execuções contratuais relativas a eventos do setor cultural, que colocou os distritais Agaciel Maia (PR) e Lira (PHS) na mira do Judiciário, atingiu, ainda, pelo menos seis ex-administradores regionais. Em menos de cinco meses, a 1ª Promotoria de Justiça Regional de Defesa dos Direitos Difusos do DF (Proreg) ajuizou, na Justiça local, 16 ações de improbidade administrativa contra os ex-gestores. As petições iniciais apontam dezenas de indícios de ilicitudes, como desrespeito ao processo administrativo licitatório, superfaturamento de cachês e fraudes em documentações entregues ao poder público.

Em parte, as ações do promotor Pedro Oto de Quadros baseiam-se em auditoria da Controladoria-Geral do DF, divulgadas em 2015. O relatório revela supostas ilicitudes cometidas entre 2011 e 2013, período analisado pelo órgão. Do total de R$ 221 milhões empenhados no pagamento de shows, foram constatados problemas em pelo menos 456 contratos, que totalizam R$ 32,8 milhões. Caso a Justiça acate os argumentos do MPDFT, poderão recair sobre os ex-administradores penalidades como perda do cargo público e suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco a oito anos.

As supostas irregularidades começaram durante a gestão de Gesiel Miguel da Silva, de acordo com o Ministério Público. À época, apadrinhado pelo governador Agnelo Queiroz, o ex-administrador teria aprovado a liberação de recursos para o pagamento de cachês superfaturados no evento Cruzada Evangelística do Itapoã, em 2011. Estima-se que o dano aos cofres públicos totalize R$ 81.150. Constataram-se outras 10 irregularidades, como a ausência de representação exclusiva dos artistas, conforme determina a Lei das Licitações, e a indefinição de qual seria o executor do contrato.

No Itapoã, o MPDFT questiona os contratos firmados entre a administração regional, então comandada por Donizete dos Santos, e a empresa representante de artistas que se apresentaram na cidade durante o evento Trabalhadores de Deus. O órgão argumenta que o projeto básico entregue por um grupo musical direcionou-se à contratação direta, antes mesmo de o poder público comprovar a necessidade de dispensa do processo licitatório. Segundo o MP, houve superfaturamento no compromisso estabelecido com outra banda — ingerência que teria custado um dano de R$ 4 mil ao erário. A total lista de supostas irregularidades contempla 13 itens.

Com base nas alegações, o promotor Pedro Oto de Quadros pede a anulação dos contratos e a suspensão dos direitos políticos de Donizete, à época indicado pelo deputado federal Ronaldo Fonseca (Pros-DF). “Era dever dele, como ordenador de despesas, vigiar pela correta condução do processo e execução do contrato, o que não ocorreu, haja vista as inúmeras falhas evidenciadas”, pontua o promotor Pedro Oto na petição.

À frente do Paranoá em 2012, Cezar de Castro, indicação do distrital Robério Negreiros, também corre o risco de perder os direitos políticos. O evento Paranoá Social — Fest Vida, realizado durante a gestão do ex-administrador, é alvo de suspeita. Segundo o MPDFT, em vez de selecionar artistas consagrados pela crítica e opinião pública, a gestão contratou um instituto para que escolhesse os cantores de sua própria preferência — característica que frustraria o processo licitatório. A empresa, aliás, sequer poderia agenciar os profissionais, porque não detém código de atividade econômica. Outro problema é a ausência de comparativos entre os valores cobrados por uma alta variedade de artistas, o que garantiria economia aos cofres públicos.

O superfaturamento é também um problema no contrato da Administração do Paranoá, quando a titularidade perteceu a Carlos Antoneto, com uma firma de produção de eventos. Os valores supostamente irregulares investidos nos cachês dos cantores e das bandas que se apresentaram no 9º Arraiá Triscou, Queimou causaram dano de R$ 48 mil aos caixas, segundo o Ministério Público. Entre as demais 11 falhas identificadas, o órgão frisa a falta de justificativa da contratação de grupos com apenas três pessoas e a impossibilidade de a empresa agenciar artistas, pois não tem código de atividade econômica.

Antoneto, indicado, à época, pelo PT, coleciona outros quatro processos: todos embasados por execuções contratuais semelhantes durante a gestão no Paranoá. No total, as ações indicam danos ao erário no valor de R$ 245 mil. O MPDFT, inclusive, aponta eventos realizados em contrariedade aos pareceres das assessorias técnicas, que indicavam, por exemplo, a necessidade do complemento de documentações por parte dos artistas.

Direcionamento

Alvo de uma ação de improbidade administrativa com o distrital Agaciel Maia (PR), que a indicou para a administração de São Sebastião, Janine Barbosa tem mais quatro ações pela prática de supostas ilicitudes em execuções contratuais da área cultural — ao todo, contabiliza-se R$ 246 mil em danos aos cofres públicos.

No processo em que é citada ao lado do parlamentar, o MP alega que Janine autorizou a realização do Poynt Musyc Fest Car Sertanejo, realizado em 19 de novembro de 2011, mesmo frente a irregularidades, como falta de detalhamento sobre o executor do contrato e direcionamento para a escolha de uma empresa. Há, ainda, a constatação de outras 12 supostas ilegalidades. O MP especifica que a verba para o custeio do evento teria surgido de uma emenda parlamentar de Agaciel Maia, de R$ 100 mil. Mas o distrital contra-argumenta que o valor, na verdade, foi destinado pelo ex-deputado Rogério Ulysses.

Sob o comando de Jean Duarte de Carvalho, apadrinhado de Lira, eventos como a via-sacra e o Circuito Cerrado de Rodeios, ambos em São Sebastião, teriam ocorrido com verbas não autorizadas pela legislação por tratarem-se, respectivamente, de celebrações com “cunho religioso” ou “atentatórias à dignidade animal”, de acordo com o MPDFT. O órgão aponta falta de documentações, frustrações ao processo licitatório e outras supostas irregularidades.

 Na mira do MPDFT

Gesiel Miguel da Silva

Ex-administrador do Itapoã

Evento sob suspeita: Cruzada Evangelística do Itapoã (2011)

Superfaturamento em cachês:

R$ 81.150

Indicação política: Agnelo Queiroz

Gesiel Miguel da Silva Ex-administrador do Itapoã Evento sob suspeita: Cruzada Evangelística do Itapoã (2011) Superfaturamento em cachês: R$ 81.150 Indicação política: Agnelo Queiroz

Cezar Castro Lopes

Ex-administrador do Paranoá

Evento sob suspeita: Paranoá Social %u2014 Fest Vida (2012)

Superfaturamento em cachês: não identificado

Indicação política: Robério Negreiros (PSDB)

Cezar Castro Lopes Ex-administrador do Paranoá Evento sob suspeita: Paranoá Social Fest Vida (2012) Superfaturamento em cachês: não identificado Indicação política: Robério Negreiros (PSDB)

Donizete dos Santos

Ex-administrador do Itapoã

Evento sob suspeita: Trabalhadores de Deus (2013)

Superfaturamento em cachês:

R$ 4 mil

Indicação política: Ronaldo Fonseca

Donizete dos Santos Ex-administrador do Itapoã Evento sob suspeita: Trabalhadores de Deus (2013) Superfaturamento em cachês: R$ 4 mil Indicação política: Ronaldo Fonseca

Carlos Antoneto de Souza Lima

Ex-administrador do Paranoá

Evento sob suspeita: 9º Arraiá Triscou, Queimou e outros (2011)

Superfaturamento em cachês:

R$ 197 mil

Indicação política: PT (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Carlos Antoneto de Souza Lima Ex-administrador do Paranoá Evento sob suspeita: 9º Arraiá Triscou, Queimou e outros (2011) Superfaturamento em cachês: R$ 197 mil Indicação política: PT

Jean Duarte de Carvalho

Ex-administrador de São Sebastião

Eventos sob suspeita: via-sacra, Circuito Cerrado de Rodeios e outros (2016)

Superfaturamento em cachês:

não identificado

Indicação política: Lira (PHS)

Jean Duarte de Carvalho Ex-administrador de São Sebastião Eventos sob suspeita: via-sacra, Circuito Cerrado de Rodeios e outros (2016) Superfaturamento em cachês: não identificado Indicação política: Lira (PHS)

Janine Rodrigues Barbosa

Ex-administradora de São Sebastião

Evento sob suspeita: Poynt Musyc Fest Car Sertanejo e outros (2011)

Superfaturamento em cachês:

R$ 246 mil

Indicação política: Agaciel Maia (PR)

Janine Rodrigues Barbosa Ex-administradora de São Sebastião Evento sob suspeita: Poynt Musyc Fest Car Sertanejo e outros (2011) Superfaturamento em cachês: R$ 246 mil Indicação política: Agaciel Maia (PR)

Defesa em análise

O ex-administrador do Itapoã Donizete dos Santos alega que a Federação Nacional das Igrejas Cristãs ficou responsável por viabilizar a verba para o evento Trabalhadores de Deus. Ele não explicou, porém, por meio de qual distrital a entidade conseguiu o recurso. Donizete admitiu ao Correio que homologou o projeto básico depois que os pareceres da gerência de Cultura, da assessoria técnica e da diretoria administrativa da Administração Regional da cidade estiveram de acordo. “Não tem como eu acompanhar cada passo do processo; por isso, tenho uma equipe que toma conta dessa parte. Então, quando chegaram os laudos prontos, eu autorizei”, conta.

Ele argumentou que todos os servidores a serviço do órgão estavam lá quando ele assumiu. “Recebi a ação nesta semana, estou no prazo e vou fazer a minha defesa. Analisarei item por item desse processo de acusação”, afirma. Donizete foi exonerado do cargo em 2013 por gastar R$ 1, 05 milhão no aniversário da cidade.

Para o ex-gestor do Paranoá Carlos Antoneto, todos os contratos de show realizados na administração dele estão baseados na legislação. “Eles (MP) acusam que as contratações feitas estavam em desacordo com a lei, e isso não procede. Estou bem tranquilo, pois a minha defesa está fundamentada exatamente em cima disso. Elas (as contratações) podiam ser feitas via direta ou com empresário exclusivo.”

O ex-administrador do Paranoá Cézar Castro diz que era só ordenador de despesas e que os ritos legais foram seguidos. “Brevemente, isso será comprovado. Estou tranquilo, pois sempre foi um trabalho transparente. Todos os atos foram íntegros e não há dano ao erário. Na própria peça, fala que não houve desonestidade nem dolo. Trabalhamos pela população”, defende.

O Correio tentou contato com Gesiel Miguel da Silva, Janine Barbosa e Jean Duarte, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
27abr/170

Quadrilha internacional de lavagem de dinheiro tem sede em Brasília, diz MPF

Os presos são a advogada Cláudia Chater, que tem um escritório em um shopping na Asa Norte, e Edvaldo Pinto Ribeiro, apontado pelos investigadores como um dos principais aliados de Cláudia nos atos criminosos. Os dois vinham sendo investigados pela PF desde agosto do ano passado, após a prisão de um jordaniano no Aeroporto Internacional de Brasília. O homem vinha de Paris e portava um passaporte brasileiro que as investigações mostraram ser falsificado.

De acordo com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, o passaporte havia sido providenciado por Cláudia Chater. A partir de um novo inquérito, ainda segundo o MPF e a PF, surgiram indícios de que a advogada comandava uma organização que atuava na emissão de passaportes brasileiros a pessoas de origem árabe.

PF tem indícios de que Brasília é a sede de quadrilha internacional de lavagem de dinheiro

PF tem indícios de que Brasília é a sede de quadrilha internacional de lavagem de dinheiro

Núcleos da organização criminosa

Além dos documentos falsos, a quadrilha também realizaria operações ilegais de câmbio e a compra de terras para lavagem de dinheiro. Mais de 40 pessoas estariam envolvidas nas atividades ilícitas, e divididas em núcleos.

Segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, o chamado "núcleo duro" do esquema era formado por Cláudia e pessoas que compõem o círculo familiar da advogada, entre os quais aparecem irmãos, sobrinhos, cunhados e um tio.

O "núcleo de apoio" tinha entre os integrantes advogados, empresários, contador, e profissionais que auxiliavam na falsificação de documentos e na prática de outros crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Nestes casos, as irregularidades seriam viabilizadas por meio de transações fraudulentas, como a compra de imóveis a preços fora da realidade do mercado e pelo envio de remessas de dinheiro para o exterior por meio de uma offshore.

O terceiro núcleo mencionado na investigação é o dos falsificadores. Haveria ainda outro grupo de "laranjas", que escondiam a verdadeira identidade dos donos dos imóveis e dos responsáveis pelo envio de dinheiro ao exterior.

Um quinto núcleo seria formado por agentes públicos, serventuários de cartórios de registro civil, de concessionárias de serviços públicos e de órgãos policiais. Neste caso, MPF e PF dizem que "nem todos os envolvidos foram identificados, o que se espera conseguir a partir das medidas desta etapa da investigação".

Continuidade das investigações

Nos pedidos enviados à Justiça, MPF e PF defendem a continuidade das investigações. Para os investigadores, "os indícios encontrados até o momento apontam para um esquema maior, com ramificações em outros crimes". Um indicativo seriam as empresas usadas pelo grupo. Já foram identificadas pessoas jurídicas ligadas aos integrantes do esquema em vários ramos como casas lotéricas, postos de gasolina, hotéis, administradoras de imóveis e até lojas de tecido.

Os altos valores movimentados pela organização são mencionados como um dos indicativos do alcance das atividades criminosas. Em uma única transação, uma offshore com sede na Venezuela, movimentou US$ 5 bilhões. A mesma empresa é apontada como a compradora de uma fazenda no valor de R$ 100 milhões. Neste caso específico, as investigações revelaram o pagamento de uma comissão de R$ 1,5 milhão a Cláudia Chater.

Parentesco

Claudia Chater é prima de Carlos Habib Chater um dos primeiros presos na Operação Lava Jato. O doleiro Habib Chater é dono do Posto da Torre, o posto de gasolina que deu origem ao nome da operação.

Cláudia Chater e Edvaldo Pinto Ribeiro continuam presos temporariamente. Até a publicação desta reportagem, o G1 não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos.

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
27abr/170

CLDF EMITE NOTA

  Nota Oficial sobre operação do Ministério Público

A respeito do cumprimento de ordens judiciais hoje nas dependências da Câmara Legislativa do DF, a CLDF, por meio de sua Mesa Diretora, esclarece:

1 - A CLDF tem todo o interesse na apuração e elucidação da investigação que envolve uma parlamentar da Casa. Para isso, tem dado todo o apoio às autoridades no caso.

2 - A própria Casa, dentro do devido processo legal estabelecido em seu Regimento Interno, no Código de Ética da CLDF e na Lei Orgânica do DF, tem apurado a denúncia.

3 - Toda a rotina legislativa da Casa será mantida, inclusive com a realização da primeira edição do ano do Câmara em Movimento, com sessão ordinária que será realizada hoje na cidade Estrutural.

Coordenadoria de Comunicação Social

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn
27abr/170

GDF já prevê ‘gasto extra’ de R$ 4 milhões para distribuir água do Lago Paranoá

Obra de captação deve ficar pronta em setembro, estima governo; contrato foi assinado nesta quarta. Reforma de estação atrás do Buriti foi incluída, e GDF tenta convencer União a bancar mudança

O governador Rodrigo Rollemberg assinou, nesta quarta-feira (26), o contrato para captação emergencial de água no Lago Paranoá. A empreitada a cargo da Enfil S/A Controle Ambiental foi orçada em R$ 42 milhões, 15% a menos que os R$ 55 milhões previstos inicialmente. Agora, o governo já fala em um adicional de até R$ 4 milhões para bancar mudanças no projeto.

Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), a estrutura que será instalada às margens do Lago Paranoá terá de ser complementada por uma segunda obra. Ela não estava prevista no projeto original e, por não ser considerada emergencial, não está incluída no aporte de R$ 42 milhões da União.

Sem essa obra, o governo não teria como repassar eventuais "excedentes" captados no Lago Paranoá para as regiões abastecidas pela bacia do Descoberto. A princípio, a água vinda do lago será destinada a regiões como Sobradinho 2, Lago Norte e Varjão, que são atendidas pelo reservatório de Santa Maria.

No planejamento original, a estação elevatória da Caesb que já existe no Parque da Cidade serviria de interligação entre o tanque de captação do Lago Paranoá – que será construído no Setor de Mansões do Lago Norte – e as regiões do Descoberto. O mecanismo serviria para "equilibrar" o abastecimento nas duas áreas, caso um reservatório fique em situação mais crítica que o outro.

Em busca do dinheiro

Os planos mudaram e, agora, a Caesb quer reformar uma outro reservatório no Cruzeiro. Segundo o presidente da companhia, Maurício Luduvice, as estimativas de custo variam entre R$ 1,2 milhão e R$ 4 milhões.

Por esse plano, a água sairia do Lago Paranoá e seguiria em direção à estação atrás do Buriti. Após o tratamento, ela seria enviada para um reservatório no Cruzeiro, de onde seria distribuída, finalmente, para casas e comércios de diversas regiões.

O governo do DF vai tentar usar parte dos R$ 13 milhões "economizados" no contrato original para custear essa alteração. Questionado, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, diz que é preciso "estudar" o novo projeto.

Se a verba não for liberada, a Caesb trabalha com algumas "alternativas" para custear o empreendimento com dinheiro local. Entre as opções, está a destinação da tarifa de contingência e o uso do próprio orçamento da empresa.

Em março deste ano, a companhia já tinha anunciado ao G1 que esse complexo fazia parte da obra. Segundo Luduvice, estudos mais recentes mostraram que a estação do Parque da Cidade não teria estrutura suficiente para receber esse volume de água.

Se o governo do DF conseguir executar o plano, a água bombeada a partir dessa estação poderá atender regiões como Águas Claras (zona média e zona baixa), Candangolândia, Colônia Agrícola Águas Claras, Guará I, Guará II, Lucio Costa, Núcleo Bandeirante e Setor de Mansões Park Way (quadras 1 a 5).

Projeto de captação

A mini-estação consiste em um sistema de motores-bomba que vão ficar em balsas no leito do lago. Serão quatro, no total, com capacidade para captar 700 litros por segundo – metade do que atualmente é consumido pelo Plano Piloto. O prazo para entrega é de oito meses segundo o certame, mas a expectativa é que a obra esteja concluída em setembro.

“Desde o início do nosso governo tivemos a percepção clara da necessidade de investimentos, que não eram feitos há 16 anos no DF. Essa obra é importante para amenizar os efeitos da crise hídrica”, apontou Rollemberg na solenidade desta quarta. Entre outras melhorias em curso, ele citou o Sistema do Bananal, previsto ainda para o segundo semestre deste ano.

O circuito, que funciona com energia elétrica, vai puxar a água do Paranoá e transportá-la para uma estação móvel de tratamento, composta por membranas de moléculas grandes e com elevada capacidade de filtragem. Essas membranas, instaladas em cointêineres, vão ficar perto da margem do lago.

Depois de tratada, a água será bombeada para a rede que abastece o DF. O volume captado irá abastecer Lago Norte, Varjão, Paranoá, Itapoã, Taquari e Sobradinho 2 e desafogar o reservatório de Santa Maria.

A estrutura pode acabar encarecendo a conta de água do DF. Um reajuste da tarifa já é discutido. Enquanto a Agência Reguladora das Águas (Adasa) sugere um aumento de 2,5%, a Caesb espera um reajuste de 5% nas faturas. Apesar de contribuir por trazer 700 litros de água por segundo no sistema, não há previsão para fim do racionamento.

Quero CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn