13jan/210

Ministro diz que vacinação começa em janeiro e defende distanciamento

Ministro da Saúde destaca importância do distanciamento entre brasileiros para conter pandemia

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu, hoje (13), a importância de os brasileiros continuarem seguindo as recomendações das autoridades de saúde como forma de tentar conter o aumento do número de casos do novo coronavírus (covid-19). Ele defendeu o afastamento social e afirmou que a população brasileira começará a ser vacinada ainda neste mês de janeiro, mas ressaltou que a imunização dos vacinados demora de 30 a 60 dias, ao alertar que não se pode tomar a vacina e ir fazer festa logo em seguida.

“Todo mundo deve estar focado em salvar vidas. Cada um no seu papel. Se o papel da pessoa é se prevenir para não ficar doente, tomar seus cuidados, manter o afastamento social, este é o papel dela”, disse o ministro, em Manaus, onde apresentou um balanço das ações dos governos federal e estadual para tentar controlar a disseminação do coronavírus no estado.

“Temos que nos cuidar. Temos que seguir as orientações dos gestores. Não adianta lutar contra isto”, disse Pazuello após afirmar que todos têm que colaborar para que o país consiga superar a doença. “O papel das equipes de mídia é informar, manter a população a par do que está acontecendo para que ela fique calma e confie em quem está trabalhando. O dos empresários é manter suas estruturas funcionando para preservar os empregos das pessoas, mas com a devida prevenção e cuidados médicos”.

Vacinação

Ao afirmar sua previsão de que a vacinação inicie ainda neste mês de janeiro, o ministro explicou que as vacinas cuja segurança e eficácia forem comprovadas serão distribuídas para todo o país ao mesmo tempo, de acordo com a proporção populacional dos grupos considerados prioritários.

Pazuello também ressaltou que a população deverá manter os cuidados que já vêm sendo recomendados, como o uso de máscara, o distanciamento social e a atenção à higiene das mãos e de objetos, mesmo após o início da vacinação.

“Vamos vacinar em janeiro. A vacina induz à produção de anticorpos, mas isto não acontece no dia seguinte. A literatura [médica] fala em 30 a 60 dias. Não é tomar a vacina no dia 20 e, no dia 22 estar na rua fazendo festa”, alertou Pazuello.

Tratamento precoce

O ministro disse que devido à gravidade da situação atual em Manaus, a prioridade deve ser o tratamento precoce nas unidades básicas de saúde. Desde dezembro, o número de casos da covid-19 na capital manauara não para de aumentar.

“Não temos 30 ou 60 dias para esperar a imunização total [de parte da população a partir da aplicação da vacina]. A vacina faz parte de uma estratégia, cujo principal [ação] é o tratamento na unidade básica de saúde, o diagnóstico clínico feito pelo médico”, disse o ministro, acrescentando que não há “como resolver esta situação se não transformarmos o atendimento precoce em prioridade da prefeitura de Manaus”.

Dentre as ações em curso, como a abertura de novos leitos hospitalares para atendimento de pacientes com a covid-19 e o transporte de cilindros de oxigênio para suprir o aumento da demanda, o ministro mencionou uma parceria com o Hospital Sírio Libanês de “auxílio na gestão hospitalar”. De acordo com o ministro, a proposta é que especialistas verifiquem os casos de pacientes internados já em condições de deixar os hospitais, abrindo vaga para outras pessoas.

“Na correria, às vezes os médicos estão mais ocupados com salvar alguém do que em ver quem pode ir para lá ou para cá. Então, um apoio externo, neste momento, ajudará nesta responsabilidade. Com isso, pretendemos ter mais 150 leitos [disponíveis] ainda esta semana, por desospitalização para tratamento residencial”, explicou Pazuello. Diário do poder

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13jan/210

“Justiça foi feita”, diz Giovanna Ewbank após depósito para remédio de Helena

Apresentadora é madrinha da campanha pela vida da bebê, diagnosticada com o tipo mais severo da Atrofia Medular Espinhal (AME)

Giovanna EwbankREPRODUÇÃO/INSTAGRAM

A apresentadora Giovanna Ewbank comemorou, na noite dessa terça-feira (12/1), a informação de que o Ministério da Saúde decidiu depositar o valor milionário para qual a família de Helena Gabrielle, 11 meses, pudesse comprar o Zolgensma, remédio considerado o mais caro do mundo e avaliado em cerca de R$ 12 milhões. A atriz é a madrinha da campanha nacional e usa a visibilidade para ajudar a salvar a vida da bebê diagnosticada com o tipo mais severo da Atrofia Medular Espinhal (AME).

“Estávamos travando uma verdadeira guerra pela vida da Helena. Depois de alguns dias muito ruins, hoje aconteceu a vitória para a nossa pequena. A Justiça foi feita e o dinheiro finalmente foi depositado para a compra do medicamento da Helena. Eu fico emocionada só de falar, porque estávamos há meses lutando contra o tempo, dia após dia, pela vida dela. Estamos todos muito felizes nesse momento”, reforçou a modelo ao Metrópoles.

De acordo com Ewbank, a decisão do governo federal garantirá a possibilidade de vida para a pequena paciente do Hospital da Criança de Brasília (HCB). “Finalmente, a Helena vai ter seu medicamento e, principalmente, o direito de viver. Mas eu sei que, assim como a minha afilhada, muitas outras crianças precisam desse tratamento e a luta ainda não acabou. Vou continuar a fazer o que eu puder para chamar a atenção das autoridades responsáveis para que olhem por essas crianças. Ficarei 100% feliz quando outras bebês diagnosticadas com AME conseguirem o medicamento para também ter o direito à vida”, reforçou a atriz.

O repasse do Ministério da Saúde ocorreu na tarde do mesmo dia em que o Metrópoles noticiou o descumprimento da decisão da Justiça Federal da 1ª Região, que obrigou que a União assumisse, por completo, o tratamento da criança diagnosticada com o tipo 1 da doença.

“Eu não consigo acreditar, não consigo nem imaginar que minha filha ficará, enfim, livre desses tubos, dessas sondas e dessa maca e poderá ter uma vida para a qual nasceu. Estou com meio coração transbordando de alegria e não sei nem o que falar, apenas agradecer a Deus por dar a chance de nossa princesa poder ter uma vida normal”, emociou-se a mãe da bebê, Neicy Fernanda Ferreira.

A doença é neurodegenerativa, com incidência estimada em 1 a cada 100 mil pessoas. O diagnóstico precoce é fundamental: se não tratada, leva à morte nos primeiros anos de vida. Apenas no Distrito Federal, a enfermidade foi responsável pelo óbito de 393 pacientes, entre 1996 e 2019.

Desconto

Apesar de o valor de revenda do medicamento seja calculado na casa dos R$ 12 milhões, a compra direta com o laboratório garante abatimento no preço final da fórmula importada. A partir do depósito efetivado em juízo pelo Ministério da Saúde, que está sob responsabilidade do Poder Judiciário, a família de Helena poderá adquirir o remédio por um preço melhor, calculado na casa de pouco mais de R$ 8 milhões.

“O Ministério da Saúde informa que pagamento foi realizado de acordo com o parecer de força executória que é de 05/01/2021 com prazo de 15 dias para cumprimento”, confirmou a pasta federal.

A autora da ação é a advogada Daniela Tamanini, já conhecida por outras vitórias semelhantes. “Hoje, as famílias que convivem com a AME dependem exclusivamente da Justiça como esperança para a vida desses bebês. Quando o Judiciário cumpre o seu papel, garante um pouco mais de alívio dentro de um grande período de sofrimento. Embora ainda não haja um protocolo dentro do SUS [Sistema Único de Saúde] para o Zolgensma, a Justiça mostra a sua importância em processos como esse”, disse

Embora vultuosa, a cifra apenas conseguirá custear o fármaco, faltando ainda despesas de viagens, consultas e demais imprevistos para que o tratamento seja realmente concluído. Por isso, a campanha pela vida de Helena continua nas redes sociais. Quem quiser participar, basta clicar aqui ou acompanhar as redes sociais da bebê

Metropoles

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13jan/210

Morre Maguito Villela, Prefeito licenciado de Goiânia

Prefeito da capital lutava contra uma infecção nos pulmões após se recuperar da Covid-19. Ele estava internado há mais de 80 dias em UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Por G1 GO

O ex-governador de Goiás e prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), faleceu aos 71 anos, nesta quarta-feira (13). A informação foi confirmada pelo secretário de Comunicação da capital, Bruno Rocha Lima. O político estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, lutando contra uma infecção pulmonar, em decorrência da Covid-19, da qual já havia se recuperado.

A nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da capital informou que "a família está providenciando o traslado do corpo de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua terra natal".


Luiz Alberto Maguito Vilela testou positivo para o coronavírus no último 20 de outubro. Dois dias depois, ele foi internado em um hospital de Goiânia.

No dia 27 de outubro, o político recebeu diagnóstico de até 75% de inflamação nos pulmões e um alerta para o do nível crítico de saturação de oxigênio no sangue. No mesmo dia, ele foi transferido para São Paulo.

Maguito foi entubado três dias depois, após piora no quadro respiratório. No dia 8 de novembro, ele foi extubado, mas o político ainda precisava de suporte de oxigênio.

Porém, no dia 15, data do primeiro turno da eleição, o emedebista foi entubado pela segunda vez para fazer uma broncoscopia para verificar as causas da piora na inflamação dos pulmões.

Já no dia 17, Maguito começou um tratamento respiratório com uma máquina chamada ECMO, que funciona como os pulmões e o coração de forma artificial. Além do procedimento, o político passou por uma hemodiálise para ajudar as funções dos rins.

No dia 24, ele passou por uma cirurgia de traqueostomia, que consiste em abrir um pequeno buraco na garganta, diretamente na traqueia, para auxiliar na respiração.

Em 3 de dezembro, após testar negativo para Covid-19, Maguito foi transferido para um leito de UTI comum do hospital. Depois de dois dias, a ECMO foi retirada.


No dia 9 de dezembro, os médicos começaram a redução intensa dos sedativos. O filho, Daniel Vilela, chegou a dizer que o pai demonstrou plena consciência sobre ser o prefeito eleito de Goiânia.

Em 11 de janeiro, o político apresentou um sangramento nos pulmões e passou por uma cirurgia para controlar o quadro. Após o procedimento, ele não teve mais hemorragias nos órgãos e voltou a ter um quadro estável, com redução dos sedativos.

Após 80 dias internado, Maguito teve uma piora no quadro de saúde com uma infecção nos pulmões provocada por bactérias e fungos. A equipe médica iniciou tratamento com antibióticos e remédios vasoativos para controlar a pressão arterial de forma artificial.

 

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13jan/210

CLDF define nomes para Comissão Especial de Vacinação contra a Covid-19

Cinco deputados distritais vão trabalhar em ações de fiscalização, conscientização e apoio durante a imunização na rede pública de Brasília

SeringaHUGO BARRETO/METRÓPOLES

Os blocos com maior número de participantes indicaram os nomes para a formação da Comissão Especial de Vacinação contra a Covid-19 na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Os indicados são do vice-presidente da Casa, Rodrigo Delmasso (Republicanos), Fábio Felix (PSol), Iolando Almeida (PSC), Jorge Vianna (Podemos) e João Cardoso (Avante).

A partir da oficialização dos nomes, a comissão fará a eleição dos dirigentes. Os acordos nos bastidores apontam para Delmasso na relatoria e Felix na presidência.

Os parlamentares têm demonstrado preocupação com a capacidade logística para o transporte e armazenamento da vacina no DF, além da capacitação de pessoal para a aplicação do imunizante e dos estoques de insumos.

Metrópoles

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