10dez/200

Bolsopetismo brasiliense

A militância do PT em Brasília está revoltada. A esta altura, o bolsopetismo não deveria mais provocar espanto.

Fonte: O Antagonista

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10dez/200

Após gravação, PTB Nacional afasta articulador da deputada Jaqueline Silva

A sigla reforçou que todos os envolvidos devem ser investigados e defendeu a distrital: "Desconhece qualquer prática fora da lei" por ela

VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

A direção nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) informou, na noite desta quinta-feira (10/12), que Daniel de Abreu Corrêa foi afastado da primeira-secretaria da legenda no Distrito Federal “para que possa exercer seu direito de ampla defesa e contraditória”. A sigla é comandada pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (foto em destaque).

Corrêa foi gravado organizando a nomeação, em março do ano passado, de um empresário para o Conselho do FAC, visando supostamente desviar verba e “fazer caixa para 2022” (veja abaixo). O caso foi revelado pelo Metrópoles.

O militante é um dos principais assessores da deputada distrital Jaqueline Silva, que preside o PTB no DF. Na gravação, Daniel – que atuou como articulador da campanha política da parlamentar – comentou que a indicação de Wallace Soares Nazário será feita a pedido da própria petebista. A nomeação não chegou a ser efetivada.

Em defesa da distrital, a executiva nacional da sigla sublinhou desconhecer “qualquer prática fora da lei pela presidente do Diretório do partido no DF, e reforça que todos os envolvidos devem ser investigados”.

De acordo com o texto encaminhado à coluna Janela Indiscreta, “a deputada Jaqueline Silva compareceu pessoalmente na direção da Polícia Civil, solicitando que todos os envolvidos sejam investigados. Ademais, reforçou que jamais permitiu que qualquer pessoa utilizasse o nome dela para obtenção de benefícios pessoais”, sublinhou a legenda.

Veja a nota:

REPRODUÇÃO
PTB defende investigação dos envolvidos na gravação
Entenda o caso

Daniel Corrêa é a principal personagem de um áudio obtido pelo Metrópoles em que aparece dando dicas de como proceder para conseguir “uma graninha por fora“.

O servidor da Câmara Legislativa (CLDF) inicia o diálogo com Wallace apontando o conselho do FAC como “o melhor cargo na Secretaria de Cultura, a nível de articulação política”, uma vez que “todos os orçamentos da secretaria passam pelo FAC”.

“O FAC é uma instituição que faz financiamento direto de vários projetos de políticas governamentais, como também abre editais de chamamento público para atender à comunidade artística. São vários conselheiros, alguns indicados do governo. Outros, pela sociedade civil. Se a gente consegue indicar alguma pessoa para participar do Conselho de Cultura, tudo vai passar pela mão dessa pessoa para ela assinar”, declara.

“Se a pessoa for um radical xiita, ela não vai assinar nada, vão isolá-la. Uma pessoa sozinha não faz verão, vai ficar isolada lá. Então, eu preciso ajudar, não adianta fazer ‘piti’, eu tenho que colaborar com as coisas”, afirma.

Ouça o áudio:

Recursos ilícitos

Na sequência, ele dá dicas de como Wallace deve se comportar para atrair os recursos ilícitos e que, dessa forma, conseguirá complementar o salário do empresário.

“Mais do que a reunião propriamente dita, mais do que participar, do que fazer toda a média burocrata lá, você precisa ter a habilidade de conversar com o gerente que tem três projetos da Jaqueline. Da quadrilha junina […], tem duas entidades órfãs aqui, vou ajudar para trazer para o grupo da Jaqueline […]. E essa flexibilização também vai poder gerar recurso financeiro para a gente, que é onde eu vou fazer o complemento do seu salário”, detalha.

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10dez/200

Bolsonaro não precisa escolher 1º colocado em listas tríplices, decide o STF

Decisão de Edson Fachin reitera o que diz a lei: cabe a Bolsonaro a escolha, mas o presidente deve se ater à lista tríplice

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (10) um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que que o presidente Jair Bolsonaro ficasse obrigado a escolher como reitor o primeiro colocado das listas tríplices elaboradas nas universidades federais, além de também pedir a anulação das nomeações do presidente.

Para a OAB, Bolsonaro deveria ser obrigado a escolher o primeiro colocado das listas, mas a Lei 9.192/1995 é clara: o presidente da República nomeará como reitor e vice-reitor de universidades federais qualquer um dos nomes apontados em lista tríplice criada pelo respectivo colegiado máximo da instituição de ensino.

A decisão do ministro Fachin foi enviada para o plenário virtual do STF para que o restante dos ministros avalie a diário do poder

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