2jul/200

Daniel Radar;” Santa Maria é do povo”

Estive hoje (02/07) na Administração Regional de Santa Maria a convite do atual Administrador, Renato Couto

Por Daniel Radar

O gesto do atual Administrador, Renato, demonstra altivez, espírito público e democrático e principalmente respeito ao Órgão Público que se encontra. Sinaliza também respeito a população de Santa Maria, as Organizações da Sociedade Civil e aos veículos de comunicação da cidade.

Ressalto que essa foi a primeira vez que um Administrador Regional (do atual governo), convidou o projeto Radar para discutir ideias e a cidade. E reforço a pedido do atual Administrador Renato, que as portas da Administração desde já estão abertas à população!

Na ocasião, falamos de alguns problemas da cidade, bem como dos projetos em andamento da referia e atual gestão. Reforçamos também o compromisso do projeto Radar com a população através da comunicação e intermediação de demandas a nós enviadas pelos leitores.

Renato Couto foi indicado ao cargo pelo próprio governador, Ibaneis Rocha, e assume a Administração Regional após três mudanças do cargo em menos de 2 anos de governo.

A nomeação ao cargo de Administrador Regional de Renato Couto pelo próprio governador, resgata o sentimento de esperança de uma gestão pública séria, sem cabresto político (Legis), voltada único e exclusivamente para o INTERESSE PÚBLICO.

PS: Recentemente escrevi um artigo sobre o troca-troca na Administração Regional de Santa Maria e seus prejuízos para o crescimento estrutural, econômico e fundiário da cidade. Esse artigo se faz muito presente ao atual momento que estamos passando na cidade. Peço que leiam.

Desejamos boas vindas e sucesso ao atual gestor, Renato Couto, na esperança de que a sua passagem pela Administração Regional, traga bons frutos para nossa cidade que há anos clama por serviços públicos de qualidade, e que seja uma virada de página das incertezas e instabilidades desse importante órgão público.

Aproveito para fazer um convite aos 24 deputados distritais a visitarem a Administração Regional de Santa Maria, a fim de ouvirem as demandas da comunidade, de intermediarem esses problemas junto aos órgãos competentes e, principalmente, destinarem recursos através das emendas ao Orçamento.

Santa Maria é do povo!

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Análise política sobre o troca-troca na Administração Regional de Santa Maria

Por Daniel Radar

Santa Maria-DF tem em seu histórico praticamente um Administrador Regional por ano, ao longo dos seus 27 anos de cidade, contando desde sua data oficial de criação (com a publicação do Decreto n° 14.604, 10 de fevereiro de 1993). Esse troca-troca na cadeira mais importante da cidade, salvo raras exceções,tem feito Santa Maria amargar por décadas um engessamento econômico, fundiário e estrutural da cidade.

Isso é fruto da relação promíscua entre a Câmara Legislativa e o Governo do Distrito Federal, usando de justificativa a tal "governabilidade". Isso não passa de uma cortina de fumaça para justificar a troca favores entre os poderes. A CF/1988 é clara em seu artigo 2° quando trata da independência e harmonia entre os poderes, algo pouco respeitado aqui no DF.

A indicação do Administrador Regional por deputados distritais, ao contrário do que muitos pensam, limita e muito a ação desses gestores, pois ao serem indicados por qualquer parlamentar, os demais 23 distritais deixam de olhar para a cidade, deixam de investir recursos através de emendas ao Orçamento, por entenderem que aquela Região Administrativa pode ser um curral eleitoral de político A ou B. Assim a destinação de recursos para benfeitorias na cidade diminui e o sentimento de posse e, muitas vezes, de coronelismo toma conta da região.

Na campanha eleitoral de 2018 um dos vários compromissos que assumi em meu panfleto de campanha, caso fosse eleito, foi o de não indicar cargos comissionados, qualquer que fosse o cargo na estrutura do governo (administrador regional, secretário de estado, etc.). Penso que o governo precisa ter autonomia suficiente para escolher os melhores quadros para servir a população do Distrito Federal e os deputados distritais precisam ter independência suficiente para representar de verdade os seus eleitores e os compromissos assumidos em campanha. Caso contrário abre-se precedente para que se tenha "cabides de empregos", má prestação dos serviços públicos e pior, escândalos de corrupção como vimos nos últimos anos nas Administrações Regionais de Santa Maria, Cruzeiro e Águas Claras

Santa Maria precisa e merece virar essa página de instabilidade e incertezas na Administração Regional, a bem do crescimento econômico, fundiário e estrutural!

Redação

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