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Não houve ligação para casa de Bolsonaro no dia e hora indicados pelo porteiro. Veja vídeo.

Sistema do condomínio mostra ligação às 17h13 para a casa nº 65; a casa de Bolsonaro é nº 58

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, divulgou em sua conta no twitter um vídeo mostrando que no sistema informatizado do condomínio, ao contrário do suposto depoimento do porteiro, não registra qualquer ligação de interfone à casa de Jair Bolsonaro sobre a visita de um envolvido no caso Marielle.

“A Globo, sabendo dos fatos e podendo esclarecê-los, preferiu levantar suspeitas contra o Presidente e alimentar narrativas criminosas”, escreveu Carlos Bolsonaro em sua página no Twitter.

Post de Carlos Bolsonaro, publicado há pouco.

O filho de Bolsonaro aparece no vídeo com a tela do computador da administração do condomínio na Barra da Tijuca, onde fica a casa de Jair Bolsonaro. Ele também reside ali, por isso teve acesso ao computador. O sistema grava as ligações de interfone. Carlos inclusive exibiu o áudio para mostrar que a voz não é a do presidente.

No vídeo, Carlos aponta as anotações da visitação, arquivadas no computador, afirmando que “um simples acesso aos registros internos do condomínio mostra que no dia 14/03/2018 NENHUMA solicitação de entrada foi feita para a casa 58”, a casa do presidente.

Nesse mesmo dia, às 17h13, segundo consta no computador exibido por Carlos Bolsonaro, há apenas um registro de ligação de interfone para a casa nº 65, de Ronny Lessa, um dos suspeitos de envolvimento no crime.

Veja o vídeo feito pelo filho do presidente:

 

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Projeto de lei autoriza TJDFT a requisitar servidores do GDF

Proposta, na visão de técnicos da CLDF, pode reduzir vagas em concursos do Judiciário. Medida vale para pedidos da esfera federal também

Rafaela Felicciano/Metrópoles

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

O governador Ibaneis Rocha (MDB) enviou à Câmara Legislativa um projeto de lei complementar (PLC) autorizando o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e a Justiça Federal a requisitarem servidores dos Poderes Executivo e Legislativo locais. A proposta foi lida nessa terça-feira (29/10/2019) em plenário e abre precedente, na visão de técnicos da Casa, para a redução de vagas no próximo concurso do Judiciário local, previsto para 2020.

O PLC inclui na Lei Complementar nº 840 dois novos itens. Ambos colocam a possibilidade de o TJDFT e a Justiça Federal requisitarem servidores para cargos comissionados ou funções em comissão.

Antes, apenas o Legislativo e o Executivo podiam requisitar servidores de um Poder para o outro, desde que não houvesse prejuízo para o órgão ao qual o funcionário fosse vinculado, nem aos cofres públicos. Para isso, o requerente deveria pagar pelo uso do servidor de carreira.

Com a medida, de acordo com os técnicos da Casa, o TJDFT poderá requisitar servidores sem limite de pessoal. Tendo mão de obra em outros Poderes, o Judiciário poderá, ainda na visão dos técnicos da Câmara Legislativa, por exemplo, reduzir vagas e até deixar de realizar concursos.

O projeto diz ainda que a cessão será nos mesmos moldes da atual legislação. Isso significa que, para ter o servidor, o TJDFT precisará pagar para o órgão de origem.

3 mil requisitados

Apenas neste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) cedeu 3,1 mil servidores para outros órgãos públicos brasilienses, estados e governo federal. Atualmente, Brasília tem 139.619 concursados. O número de transferências foi calculado pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles.

Segundo a pesquisa, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) tem 453 servidores cedidos. É o órgão com maior número de cessões. Na sequência, a Polícia Militar abriu mão de 378 homens e mulheres treinados para garantir a segurança da população. Apesar da crise de infraestrutura e da carência de profissionais na rede pública de ensino, a Secretaria de Educação liberou 321 empregados do seu quadro.

Enquanto unidades de pronto atendimento (UPAs) e salas de emergência sofrem com falta de pessoal, 301 médicos, enfermeiros, técnicos e outros trabalhadores da pasta da Saúde foram enviados para outras atividades. A Secretaria de Economia, até pouco tempo chamada de Fazenda, Planejamento e Gestão, cedeu um total de 186. E a despeito das ameaças de corrupção, crime organizado e maníacos atemorizando a cidade, a Polícia Civil transferiu 174 profissionais.

Na outra ponta desta conta, o GDF requisitou 3.709 servidores. Neste caso, os cofres públicos brasilienses precisam assumir a folha de pagamento desses profissionais. Em 2019, entre 1º de janeiro e 4 de setembro, o governo de Ibaneis Rocha desembolsou R$ 14.238.850,68 com esse gasto.

A maior fatura foi para o pagamento de requisitados para o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Foram desembolsados R$ 2.785.909,87. Apesar de ser ligada ao Poder Legislativo local, a Corte de Contas é custeada pelo governo. Em segundo lugar, a Casa Civil pagou R$ 2.215.480,50. A “importação” de servidores custou à Secretaria de Economia R$ 1.072.785,53.

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