20set/190

PCDF prende funcionário lotado no gabinete da deputada Telma Rufino

Um dos mandados foi cumprido na Asa Norte(foto: PCDF/Divulgação)

Funcionário da Câmara Legislativa é suspeito de tráfico de influência e de falsidade ideológica. Polícia ressalta que não há indícios de participação da deputada


A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (20/9) um funcionário da Câmara Legislativa suspeito de tráfico de influência, falsidade ideológica e outros crimes ainda em apuração. O homem trabalha no gabinete da deputada Telma Rufino e estaria aproveitando a influência do cargo para atos ilícitos.

A operação da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (CECOR) cumpriu ainda dois mandados de busca e apreensão na Asa Norte e no Gama. A prisão é temporária, uma medida cautelar expedida para auxiliar a Polícia Civil.

Por se tratar de delitos que ainda estão sendo investigados, não foi divulgado o nome do alvo da operação. A PCDF ressaltou ainda que não há indícios da participação da deputada nos crimes apurados.

Fonte: Correio Braziliense
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20set/190

PF investiga distrital Roosevelt Vilela por suspeita de caixa 2

Polícia apura se servidores de administração regional arrecadaram recursos em nome do político em 2018, quando ele chefiava o órgão

Michael Melo/Metrópoles

METROPOLES

A Polícia Federal investiga o suposto uso de servidores da Administração Regional (AR) do Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Park Way para arrecadar recursos irregulares destinados a caixa 2 da campanha eleitoral de Roosevelt Vilela (PSB) em 2018, quando ele se elegeu distrital. Na época, ele chefiava a AR.

Em documento enviado à Casa Civil do GDF, a PF pede a lista de todos os servidores do período em que Roosevelt Vilela esteve no comando da administração regional, entre abril e dezembro de 2018. As suspeitas investigadas pela Polícia Federal são reforçadas por áudios obtidos pelo Metrópoles.

Nas gravações, uma ex-servidora da administração, que prestou depoimento à Polícia Federal, afirma que colegas da repartição buscavam os valores que eram repassados a Roosevelt. No entanto, não é informada a origem do dinheiro.

De acordo com ela, o hoje distrital não queria ter o nome atrelado à arrecadação. Por isso, eram os funcionários que acabavam sendo destacados para a missão de pegar o dinheiro. Nos áudios aos quais a reportagem teve acesso, foram omitidos os nomes citados pela ex-servidora, que revela ter pegado, em mãos, recursos que chegavam à administração regional.

“O Roosevelt era esperto. Ele não recebia dinheiro na mão. (…) Ele não recebia nada e não colocava o dele na reta. Ele colocava o de todo mundo, menos o dele. O (inaudível) ia buscar dinheiro, só que ele confiava muito em mim. Eu cansei de receber dinheiro do (inaudível)”, afirma a mulher.

A ex-servidora continua: “Eu não sei a quantidade, mas sei que não era pouco, pelo volume. Ele mandava em um envelope por um motoboy. Eu sabia que era dinheiro. Ia para a sala do chefe de gabinete e ficava lá dentro contando dinheiro”.

Ouça:

A investigação da PF sobre o caso foi iniciada neste ano. Em 20 de março, a corporação enviou ofício à Casa Civil pedindo a lista de servidores da administração que era chefiada por Roosevelt Vilela. Procurada pela reportagem, a Polícia Federal disse que não comenta investigações em curso.

REPRODUÇÃOReprodução

Outro lado

Ao Metrópoles, Roosevelt Vilela confirmou a investigação da Polícia Federal. O deputado afirma que as denúncias estão ligadas a ex-servidores não contemplados com cargos depois que ele foi eleito distrital. O parlamentar assegurou nunca ter sido beneficiado por recursos ilícitos ou ter mandado alguém recebê-los no nome dele.

Roosevelt também falou sobre o temor da ex-servidora em relação à segurança dela e das filhas. “Se tem alguém dizendo que a estou ameaçando, deveria levar o caso à polícia e provar.”

O parlamentar também afirmou que pediu informações à Polícia Federal sobre a investigação que corre contra ele. Roosevelt disse que, ao ler a peça, identificou pelo menos 20 depoimentos e em nenhum deles aparecem as acusações dos áudios obtidos pelo Metrópoles

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20set/190

MP pede que Anilcéia Machado se afaste da presidência do TCDF

De acordo com o Ministério Público, a Lei Orgânica do TCDF não permite a reeleição. Corte de Contas nega impedimentos legais

Renato Araújo/Agência Brasília

RENATO ARAÚJO/AGÊNCIA BRASÍLIA

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou, nessa quinta-feira (19/09/2019), ação civil pública para anular a eleição da presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Anilcéia Machado. Com pedido de liminar, a Prodep também solicita o afastamento de Anilcéia e a realização de novo pleito para o cargo.

Segundo o MP, a Lei Orgânica do TCDF não permite a reeleição para seus cargos diretivos, porém, a norma, conforme os promotores, não foi respeitada. Em nota, o TCDF nega irregularidades. Informa ainda que a questão já é discutida nacionalmente, uma vez que tramita uma ação que trata da reeleição no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

“O STF avalia se cabe a aplicação da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) no caso de recondução nos Tribunais de Contas. O TCDF esclarece, ainda, que a presidente, conselheira Anilcéia Machado, foi reeleita em 2010 e em 2018, inclusive, com a participação do Ministério Público e sem qualquer questionamento ou questão de ordem por parte do órgão. Além do mais, o Tribunal de Contas tem autonomia administrativa e não existe dispositivo legal na Lei Orgânica do Tribunal que impeça a reeleição”, acrescentou.

A reeleição de Anilcéia foi questionada pelo Ministério Público de Contas (MPC). O TCDF, por sua vez, decidiu aguardar a conclusão de ação que tramita no Supremo, conforme a Prodep. Caso a liminar seja concedida, o vice-presidente, Márcio Michel, que não está impedido, poderá assumir o cargo até que nova eleição seja realizada.

Com informações do MPDFT

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