18jun/190

DF: Até quando a BR 080 vai matar?

MAIS UMA VÍTIMA FATAL NA BR 080

Cristiano Vieira (47) morreu nesta terça-feira (18) em virtude de mais um acidente na BR 080, próximo ao FASSINCRA. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele pilotava uma moto tipo Suziki e envolveu-se em um acidente com um veículo VW FOX.

A motorista do veículo não se feriu gravimente, porém Cristiano foi levado ao Hospital de Base de helicóptero, onde passou por um procedimento cirúrgico, mas não resistiu e veio a óbito nesta tarde.

DUPLICAÇÃO DA BR 080

No último sábado o governador Ibaneis Rocha esteve em Brazlândia e juntamente com o deputado Iolando (PSC) anunciaram a duplicação da BR 080. Segundo Ibaneis, só falta a liberação das licenças ambientais para o início das obras.

Samuel Barbosa

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18jun/190

Brazlândia: Cidade será palco do Concurso Miss & Mister Brazlândia 2019

Em breve Brazlândia será palco do concurso Miss & Mister Brazlândia 2019.
Segundo a organização do evento, a ideia é valorizar a beleza predominante nos jovens da pacata cidade de Brazlândia, e os levar a engajar em projetos sociais.

Segundo adiantou a organização, os candidatos no ato da inscrição doará 1kg de alimento não perecível que serão doados pela organização a famílias carentes.

Procurado pelo Blog do GBU, o jovem Bruno Simão, responsável pelo concurso salientou: "Esse evento vem para agregar, cultura e social envolvendo a juventude, despertando em cada um a beleza natural, trazendo a cada morador da cidade a valorização de cada traços naturais, e ainda levar o nome de Brazlândia aos quatro cantos do DF."

 

Redação

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18jun/190

Política: Amigos e Grupos organizados querem Benício Tavares de volta em 2022

Benício Tavares está sendo convencido a voltar ao cenário político do DF não como coadjuvante

O ex- deputado distrital Benício Tavares, cassado em 2011 por abuso de poder econômico, já cumpriu seu tempo de inegibilidade e  poderá voltar a cena política na condição de candidato em 2022.

Os bastidores mostram que Benício Tavares, conhecido na política brasiliense como Highlander, deverá colocar seu nome nas disputas eleitorais daqui a três anos. E para isso, as movimentações estão intensas dentro e fora do governo na busca da formação do futuro grupo político que poderá trazer de volta o popular Benício Tavares a mais um mandato parlamentar.

Na avaliação da turma que analisa política no DF. As chances são mais que reais. Para não dizer certa!

 

Redação

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18jun/190

Adversários tentam desgastar distrital Jaqueline Silva, criando “tempestade em copo d’água”

O grupo de derrotados na cidade de Santa Maria e mais dois personagens do meio politico decidiram abrir uma força tarefa com a intenção de desgastar a distrital da região, Jaqueline Silva.

A distrital do PTB  vem recebendo críticas por seguir o que determina a lei em vigor e que rege os direitos dos atuais deputados distritais.

Verba indenizatória

O ato da Mesa Diretora da Câmara Legislativa nº 19, de 2017,  regulamenta a aplicação do benefício, prevê que a verba indenizatória pode ser usada na locação de veículos para locomoção do parlamentar.

Mas como o grupo oposicionista não vem achando irregularidades nas ações de Jaqueline Silva. O único jeito é tentar criar factóides para sobreviver até 2022.

A próxima missão

O blogdogbu apurou que o grupo de oposição  a distrital Jaqueline Silva vem acompanhando todas as ações da administração regional de Santa Maria. O primeiro furo que derem irar parar nas redes sociais e meios de comunicação culpando a distrital por ser a madrinha política da região.

Coisas da política!

Redação

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18jun/190

CLDF adia análise sobre Robério e deputado pede licença de mais 3 dias

Distrital é investigado por falsidade ideológica por supostamente ter assinado a lista de presença em plenário enquanto viajava ao exterior

SalvarJP RODRIGUES/METRÓPOLES

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa (CLDF) deverá se reunir, nesta terça-feira (18/06/2019), para decidir se dará continuidade ao pedido de cassação contra o deputado Robério Negreiros (PSD). A Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa elabora o parecer sobre o caso que embasará a direção da Casa. O parlamentar ingressou, nesta segunda (17/06/2019), com uma nova licença de saúde para permanecer afastado dos trabalhos por mais três dias.

O pedido de cassação foi protocolado em 5 de junho pela organização não governamental (ONG) Adote um Distrital. Robério é acusado de ter assinado a lista de presença em plenário de sessões do ano passado realizadas enquanto estava em viagem aos Estados Unidos. Ele é investigado por falsidade ideológica pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF).

Há duas semanas, a Procuradoria analisa o caso e os indícios apresentados. Esse é praticamente o mesmo período em que o deputado Robério Negreiros está afastado por motivo de saúde. “Vamos esperar para analisar o parecer. Tendo ele em mãos, vou informar os membros da Mesa e chamá-los para uma reunião”, avisou o presidente da CLDF, Rafael Prudente (MDB).

Nos bastidores, membros da Mesa dizem que Robério tem se mantido quieto. Entretanto, segundo eles, pessoas ligadas ao deputado estariam levantando material sobre outros parlamentares que teriam cometido o mesmo tipo de irregularidade.

“Tudo dependerá do parecer. Se estiver bem embasado, não há como não acatar, mas não acho que seja um motivo tão grave para uma cassação, já que essa prática é bastante antiga e somente agora endurecemos as regras”, afirmou um dos colegas de Robério, que preferiu manter o anonimato.

Robério Negreiros nega que pessoas ligadas a ele estejam fazendo qualquer tipo de levantamento sobre os colegas de Legislativo. “Não há ninguém ligado a mim procurando casos de outros parlamentares. Isso não é fidedigno. Estou de licença médica e não participando da atividade parlamentar e nem da mesa diretora”, declara o distrital.

O que diz Robério

Em nota, Robério Negreiros disse “entender como saudável qualquer manifestação democrática de qualquer entidade”. “No entanto, refutamos qualquer tentativa de fazer parecer má-fé um erro formal que está sendo apurado e que será devidamente esclarecido no tempo certo e pelas instâncias competentes”, completou.

O distrital afirmou ainda que está tomando providências para comprovar que não descumpriu a lei. “Estamos levantando todas as informações corretas e os memorandos prévios da Casa de pedido de justificativa e eventuais falhas nos fluxos, para fins de esclarecimentos”, concluiu.

Fonte: Metropoles

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18jun/190

Jean Wyllys Vendeu O Mandato ?? 

por :
Sargento Eliomar Rodrigues

Deputado suspeita que Wyllys vendeu mandato para o Suplente David, que é companheiro do jornalista Glenn Greenwald, que vazou conversas de Moro.

O deputado federal José Medeiros (Podemos-MT) enviou um ofício para a Procuradoria-geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) reforçando o pedido de uma investigação para apurar se o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) vendeu seu mandato para seu suplente, David Miranda (PSOL-RJ).

David assumiu o cargo de Jean depois que ele renunciou ao mandato. Na ocasião, ele alegou que estava sofrendo ameaças.

No ofício, Medeiros também pede que sejam quebrados os sigilos fiscais entre o jornalista Glenn Greenwald e Wyllys. Greenwald é companheiro de David e editor do site The Intercept, que nesta semana expôs conversas pessoais entre o então juiz federal Sergio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e outros procuradores responsáveis pela Operação Lava Jato.

Os diálogos vazados foram obtidos através de uma fonte anônima, que teria invadidos os celulares das autoridades.

– Tem que parar de ser ingênuo. Há um claro objetivo político de desestabilizar tudo, parar a Lava Jato e impedir a reforma da Previdência. Estamos em guerra contra uma quadrilha – disse o deputado a O Antagonista.

O deputado também acusa Glenn de ter pago hackers para obter as conversas de Moro e procuradores. Para ele, trata-se de uma “invasão cibernética promovida e patrocinada por estrangeiros”.

Fonte : Pleno.news/Donnysilva

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18jun/190

Novas regras para quem quer tirar a CNH

As novas regras preveem, ainda, redução de 25 para 20, no número de horas-aula (h/aula) práticas nas auto-escolas, para a categoria B da CNH. No caso da categoria A, serão necessárias pelo menos 15 h/aula. Em ambos casos, pelo menos 1h/aula terá de ser feita no período noturno. Para condutores de ciclomotores, a carga horária mínima será de 5h/aula.

As medidas começam a valer no prazo de 90 dias a serem contados a partir de hoje – data em que a matéria foi publicada no DOU.

Em abril, durante reunião do Contran que definiu as novas regras, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que as mudanças ajudarão a desburocratizar etapas do processo de formação do condutor. “As decisões foram fruto de muita reflexão e estão sendo tomadas com toda responsabilidade”.

Na oportunidade, ele argumentou que o simulador não teria eficácia comprovada. “Ninguém conseguiu demonstrar que isso tem importância para formação do condutor. Nos países ao redor do mundo, ele não é obrigatório, em países com excelentes níveis de segurança no trânsito também não há essa obrigatoriedade. Então, não há prejuízo para a formação do condutor”, disse.

De acordo com o ministro, a medida visa reduzir a burocracia na retirada da habilitação. Ele disse que a decisão vai estimar uma redução de até 15% no valor cobrado nos centros de formação de condutores.

Com informações da Agência Brasil

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18jun/190

Entrevista: “Objetivo claro de libertar Lula e destruir Moro”, diz Santos Lima sobre ação de hacker

Santos Lima afirma que o esquema contra Moro é muito sofisticado. 

Ex-integrante da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima acredita que os ataques desferidos às autoridades da operação, após o vazamento de conversas entre procuradores da República e o então juiz Sérgio Moro – atual ministro da Justiça e Segurança Pública -, sejam parte de “uma campanha orquestrada”, com “objetivo claro de libertar Lula“. O ex-presidente está preso em Curitiba desde abril de 2018, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Aposentado em março do cargo de procurador regional da República, Santos Lima foi membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba de 2014 – quando foi deflagrada a primeira fase da operação – até 2018.

O senhor foi alvo dos hackers também?

Eu saí da Lava Jato em setembro de 2018 e por decisão pessoal de ter um período de afastamento ético de qualquer informação interna de seis meses antes de minha aposentadoria, deletei todos os grupos de trabalho no Telegram e desinstalei o aplicativo naquele momento. Aparentemente não fui atacado.

O nome do sr. apareceu em novas publicações do site The Intercept supostamente conversando com o ex-juiz Sérgio Moro. O sr. reconhece os diálogos e uma suposta combinação sobre como reagir aos ataques feitos pelo ex-presidente Lula após depoimento?

Como me manifestei, desconheço completamente as mensagens citadas, supostamente obtidas por meio reconhecidamente criminoso. O “órgão jornalístico” volta-se contra mim, aparentemente incomodado pelas críticas que tenho feito ao péssimo exemplo de “jornalismo” que produz. Creio que o “órgão jornalístico” deve uma explicação de como teve acesso a esse material de origem criminosa, e quais foram as medidas que tomou para ter certeza de sua veracidade, integridade e ausência de manipulação. A liberdade de imprensa não cobre qualquer participação de jornalistas no crime de violação de sigilo de comunicações.

Quando soube da invasão dos aparelhos dos colegas da forca-tarefa? Ficou surpreso? 

Soube quando estava em viagem por Portugal com mãe e irmãos. Na segunda metade de maio, possivelmente. Não fiquei surpreso. Fiquei surpreso que tenha demorado tanto. As organizações criminosas que enfrentamos na Lava Jato são poderosas, e, acuadas como ratos, era natural que reagissem.

Há riscos para a Lava Jato, para imagem da operação?

A Lava Jato provou que a política brasileira se financia com o crime. Usa da corrupção para financiar campanhas eleitorais milionárias, para controlar estruturas partidárias e para os bolsos próprios, naturalmente. Nada disso mudou. As provas continuam aí para que todos vejam. A crise é artificial, uma farsa, mas uma mentira repetida mil vezes pode se tornar uma verdade nas mentes dos brasileiros. Estamos enfrentando um tipo de campanha muito bem orquestrada.

E para os processos, há riscos de nulidade?

Não há juridicamente a menor possibilidade, pois não se pode considerar que notícias de um órgão de imprensa, vinculado ideologicamente com os interesses de condenados, seja considerada prova de qualquer coisa, salvo da vontade de libertar Lula. Cadê os arquivos? Como foram recebidos? Houve manipulação? É possível fazer perícia? Qual é a participação da Intercept no crime? Não fosse só esses poréns, tudo é ainda originário de um crime contra a própria Justiça, pelo que não há qualquer viabilidade de ter efeitos jurídicos.

A quem interessa o hackeamento de autoridades da Lava Jato?

A resposta está nos diálogos que foram revelados. Com tantas autoridades atacadas, interessante notar o foco exclusivo em libertar Lula e destruir Sérgio Moro.

O sr. vê autoria ou mando único entre quem hackeou e a divulgação desse material?

O ataque foi centralizado, altamente sofisticado, com um custo que ultrapassa em muito a capacidade financeira e tecnológica de meros hackers amadores em porões na casa da mamãe, como romanticamente são descritos. O hackeamento e a divulgação obedeceram comando único, dotado de um orçamento milionário e possivelmente com recursos tecnológicos de fora do País.

O material pode ser usado em processos, como fez a defesa de Lula agora?

O material, como já disse, não tem valor. Prova por notícia? Se a moda pega, basta produzir um material apócrifo e entregar a um jornalista preguiçoso ou leniente e, voilà, algum (ministro do Supremo) Gilmar Mendes irá dar crédito.

Pode ser caracterizado como uma tentativa de obstrução à Lava Jato?

É claro que sim. Houve diversos crimes e a Polícia Federal deve descobrir o culpado.

Sobre o conteúdo, mesmo que o material tenha sido obtido ilegalmente, houve relação ilegal entre o juiz da Lava Jato e a acusação?

Essa é uma discussão sem sentido. A relação entre juiz e procuradores, juiz e delegados, juiz e advogados se dá diuturnamente. Questões procedimentais, exposição de pontos de vista e explicação de futuros pedidos são comuns. Somos todos conhecidos, não amigos, de mais de 20 anos. Não há nada de irregular nas conversas. Essa é a prática judiciária. Observo, novamente, que não se pode atestar que essas conversas não tenham sido editadas, motivo pelo qual nada disso significa qualquer coisa relevante.

Quando o juiz questiona andamento das operações da investigação, questiona método de interrogatório do Ministério Público Federal ou combina recebimento de denúncia-crime, não há desequilíbrio entre as partes?

Como disse, a questão está sendo tratada com certo farisianismo. Informar estado de investigações é necessário para explicar pedidos cautelares. O juiz reclamar das partes e de suas decisões acontece direto, inclusive em audiência. Quantas vezes fui conversar com juízes sobre liminares e eles disseram simplesmente: “Nem gaste saliva, Doutor, a decisão liminar sai ainda hoje”. Isso acontece com a defesa também. Ou será que os três parlamentares do PT estavam de graça na PF antes mesmo da liminar do desembargador (do TRF-4 Rogério) Favreto sair? Não reconheço validade a nenhuma conversa, e mesmo assim não vejo nada especial nelas.

Houve conluio entre a força-tarefa e o juiz Moro no caso das supostas conversas sobre escutas de Lula e Dilma Rousseff, sobre a informação de transferência de imóveis dos filhos de Lula?

Me parece que houve a comunicação ao Ministério Público de supostos crimes que o juiz teve conhecimento.

Como recebeu a reação ao conteúdo, como os pedidos de afastamento de Moro e do coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol encampado pela OAB, ministros do Supremo e advogados acusando relação indevida nos diálogos?

Com incredulidade. Considero que há muitos garantistas de fachada, que se valem de supostas conversas criminosamente obtidas para valerem seus interesses. Gostaria de saber como reagiria Gilmar Mendes se aparecesse uma conversa apócrifa em seu nome. Será que pensaria da mesma maneira? Aliás, no passado ele foi flagrado conversando com um investigado que estava sofrendo medidas cautelares. Qual foi a explicação? No passado Gilmar visitou na calada da noite o presidente Michel Temer, que era objeto de denúncia da Procuradoria-Geral da República. Alguma explicação? Tudo é cercado de muita e muita hipocrisia. Tudo é dirigido para soltar Lula. Será que o triplex não existiu? Que não houve corrupção na Petrobrás? Que o Brasil é o país das maravilhas e todos nós devemos ser governados, bestializados, por uma cleptocracia?

É o mais duro ataque sofrido pela Lava Jato nesse cinco anos?

É um ataque covarde e criminoso, perpetrado por uma organização criminosa que, valendo-se de um jornalista ideologicamente comprometido e leniente, pois até agora não explicou como isso tudo veio parar em suas mãos, nem como procurou aferir a veracidade, autenticidade e integralidade das conversas, consegue criar esse falso drama com conversas pinçadas segundo o objetivo claro de libertar Lula. É um ataque grave, e o Estado não pode permitir que tenha sucesso, pois se tornaria em um precedente para novos ataques e novas notícias apócrifas surgirem. A Lava Jato acostumou-se a ataques mentirosos, mas a sordidez deste ultrapassou qualquer limite.

Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt

Estadão

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18jun/190

Iges- DF: Pouco a pouco estamos mudando a saúde pública do Distrito Federal

 Pouco a pouco estamos mudando a saúde pública do Distrito Federal

*Por Francisco Araújo

Fazendo uma análise da gestão do sistema de saúde pública do Distrito Federal, percebemos um cenário pouco visto em outro lugar do Brasil. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) possui um volume de recursos em torno de R$ 8 bilhões. Destes, aproximadamente, R$ 5 bilhões são gastos com folha de pagamento de pessoal. São cerca de 35 mil servidores divididos em 600 equipes de saúde da família, seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 16 hospitais, entre outras estruturas. Temos recursos, temos pessoal, temos estrutura.

Posto isso, é possível perceber que algo está errado. E é esse o grande “x” da questão. Como fazer uma saúde pública de qualidade com os recursos, o pessoal e a estrutura que temos? Para que os resultados na área da saúde produzam impactos positivos na vida da população do Distrito Federal, é fundamental uma gestão arrojada, eficiente e baseada em pilares sólidos, que priorizem a racionalização dos recursos financeiros e humanos, bem como a melhor e mais eficaz otimização das estruturas físicas existentes.

Se fizermos uma retrospectiva e analisarmos detalhadamente a forma como foi gerido o sistema de saúde pública do Distrito Federal nos últimos anos, vamos ver muitos gestores que passaram por essa pasta, até tentaram encontrar uma solução minimamente viável, mas não conseguiram lograr êxito.

O fato é que a saúde publica do DF, em vez de evoluir para padrões, no mínimo, aceitáveis, agonizou e chegou a uma situação lamentável. Situação esta que o governador Ibaneis Rocha vem enfrentando desde o seu primeiro dia de governo. E, em vez de se lamentar e ficar criticando seus antecessores, Ibaneis arregaçou as mangas e começou a trabalhar.

Montou uma equipe de técnicos para comandar a Secretaria de Saúde e enviou à Câmara Legislativa do DF (CLDF) o projeto de lei propondo a criação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Essa nova estrutura passou a gerir não apenas o Hospital de Base (HB), mas também as seis UPAs existentes no DF e o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O modelo de gestão do instituto está sendo aprimorado, mas os resultados já são visíveis.

Até então, faltava transparência na gestão da saúde pública e cuidados mínimos necessários com a aplicação do dinheiro público e, principalmente, humanização do atendimento. Esses são os ingredientes primordiais para obter bons resultados com eficiência. A falta de qualquer um deles, certamente, aponta para a grande causa dos sucessivos fracassos.

A partir da análise deste cenário, cuidadosamente, e tendo a clareza dos erros do passado, foi possível traçar novos rumos, trabalhando e fazendo algumas entregas importantes neste ano para, assim, alcançarmos os resultados objetivos tão cobiçados. Aqui, posso destacar o processo em curso, para a informatização da folha de pagamento que proporcionará redução de gastos e dará mais transparência na aplicação de cerca de R$ 5 bilhões de reais que são pagos, anualmente, para os 35 mil servidores ativos e inativos. Hoje, o controle inacreditavelmente é feito com planilhas Excel.

Temos consciência de que, com transparência, a comunicação direta com a população e a informatização dos processos de gestão da Secretaria de Saúde, alcançaremos um patamar mais elevado, ingressando em um novo tempo, em que usuários e trabalhadores da saúde terão melhores condições de atendimento e de trabalho, respectivamente.

Paralelamente a este processo, não podemos descuidar, um só instante, do fortalecimento da atenção básica, com a reestruturação das equipes existentes da Estratégia Saúde da Família a serem disponibilizadas para atender a população, articulando também toda estrutura disponível nos territórios para que, de forma integrada, atenda melhor as necessidades da população. Temos convicção de que a prevenção é, sem sombra de dúvidas, o caminho mais curto e eficaz para resgatar, em padrões aceitáveis, a qualidade do atendimento de saúde à população.

A saúde pública tem de estar, literalmente, próxima às famílias. E estar próxima, significa estar humanizada. Esse é o maior desafio. Desafio que passa pelo respeito às pessoas, sejam elas usuários, sejam trabalhadores. Estamos todos no mesmo barco e juntos, unindo forças, faremos acontecer. Então, é com essa perspectiva que consideramos simples, mas essencial, que conquistaremos aquilo que há muito se busca. Queremos e estamos focados em ofertar um sistema de saúde inclusivo, preventivo, resolutivo, humanizado e que cumpra, definitivamente, os princípios preconizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para o atendimento de toda a população do nosso querido Distrito Federal. O trabalho está só começando, muito ainda tem que ser feito, mas temos convicção que, pouco a pouco a saúde no DF está mudando para melhor.

(*) Francisco Araújo » Presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) – Correio Braziliense

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