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Começa Articulação Na Câmara Legislativa Para Eleição Da Mesa Diretora

(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Passadas as eleições gerais, o foco dos distritais recém-emplacados pela capital recai sobre a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa, em 1º de janeiro de 2019. Por ora, ao menos cinco nomes são ventilados para a Presidência. Todos detém experiência na Casa. No páreo, estão Claudio Abrantes (PDT), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Veras (PDT), Rodrigo Delmasso (PRB) e Roosevelt Vilela (PSB). O número tende a reduzir, para que as composições sejam viabilizadas, uma vez que alguns deputados integram o mesmo grupo político.

 

Para o clareamento do cenário, precisa-se definir qual governista concorrerá: Abrantes, Prudente ou Delmasso. A escolha é necessária para evitar um racha na base do chefe do Palácio do Buriti recém-eleito Ibaneis Rocha (MDB) e, consequentemente, a diminuição das chances de vitória. Se o emedebista cumprir a promessa de não interferir na disputa do Legislativo local, os distritais terão de tomar a decisão entre si.

Apesar de integrar o PDT, partido que participou da chapa à reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Abrantes, que rompeu com o socialista em meados de 2017, declarou, logo ao início da campanha, apoio a Ibaneis, devido à garantia do emedebista de concessão da paridade salarial da Polícia Civil com a Federal e de pagamento da terceira parcela do reajuste do funcionalismo público. Antes de embarcar de vez na articulação pela Presidência da Câmara, o parlamentar deve passar alguns dias no Goiás e na Bahia.

No segundo mandato, Prudente teve o nome ventilado por ser o único distrital eleito pelo MDB. O parlamentar ainda teve desempenho favorável na corrida eleitoral, com 26.373 votos. Abertamente, o emedebista nega o engajamento na disputa pela Presidência. Contudo, trabalha pela candidatura.

Delmasso tenta se cacifar para a corrida pelo comando da cúpula do Legislativo local com o apoio de parte da bancada evangélica. O distrital colocou o nome à disposição em nome de “um projeto de fortalecimento de mandatos”. “Faríamos isso com uma gestão transparente, ligada à ética e a moralidade”, pontuou. Enfrenta resistência, contudo, em setores do plenário que discordam das bandeiras dele e seu partido, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Independência

Correligionário de Rollemberg, Roosevelt Vilela lançou o próprio nome ao grupo de distritais recém-eleitos que não integram a base de Ibaneis Rocha. “Há a ideia de termos um representante dos estreantes. Mas tudo depende do cenário geral. Nada nos impede de prosseguir ou recuar”, pontuou. Eleito pela primeira vez de forma direta, o socialista chegou a assumir o mandato na Câmara Legislativa nesta legislatura, à época em que Joe Valle (PDT) se licenciou para assumir a Secretaria de Trabalho.

Com a terceira maior votação para o Legislativo local e um discurso de independência, Reginaldo Veras engajou-se na disputa. Para decolar, no entanto, a candidatura precisa ser discutida com o correligionário Claudio Abrantes, dada a inviabilidade de dois representantes do mesmo partido no confronto. O PT, dos distritais eleitos Arlete Sampaio e Chico Vigilante, não lançará nomes à corrida pela Presidência.

Fonte: Correio Braziliense

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31out/180

Arruda e Cristovam separam para eles as cadeiras mais cobiçadas do Governo Ibaneis

Por Toni Duarte//RADAR-DF

O governador eleito Ibaneis Rocha até agora tem apenas um secretário definido: André Clemente. Ele foi escolhido para ser o futuro secretário da Fazenda. Fora isso, o futuro chefe do Executivo Local não tem muita pressa no anúncio do seu secretariado, providência que fará só daqui a 15 dias, segundo apurou o Radar.

No entanto, no âmbito interno de seus apoiadores, há uma guerra silenciosa e fratricida na busca pelos melhores cargos disponíveis na estrutura do governo.

A Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal é um dos um dos órgãos de gestão da administração pública, mais cobiçado pelos políticos por cuidar exatamente da parcela mais empobrecida e carente do DF.

É nela que o ex-governador José Roberto Arruda se esforça para demarcar o seu território.

O ex-governador quer a mulher dele, a deputada federal  eleita Flávia Arruda para comandar a pasta responsável pela execução das políticas de Assistência Social, Transferência de Renda e de Segurança Alimentar e Nutricional, Gestão do Sistema Único de Assistência Social e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional no âmbito do DF.

A secretaria também faz a avaliação e gestão da informação, fomento de parcerias e articulações de rede.

Trocado em miúdo: Arruda enxerga na pasta como uma maravilhosa máquina geradora de votos, que permitirá a deputada Flávia Arruda chegar em 2022 com musculatura política e força popular para disputar o Buriti. Esse é o plano.

Arruda também já fez um limpa no partido que considera como seu. Salvador Bispo não é mais o presidente do PR. O lugar, a partir desta segunda-feira (29), foi ocupado por Flávia Arruda.

Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da legenda, acatou a mudança no DF. Ele alega que o partido terá na presidência da sigla nos Estados um deputado eleito.

Vencida essa etapa,  o ex-governador reivindica as bênçãos de Ibaneis para fazer o deputado distrital Agaciel Maia (PR) presidente da Câmara Legislativa ou pelo menos líder do futuro governo local.

Agaciel é uma espécie de “Roméro Jucá do cerrado”. Tem a facilidade de está em todos os governos.

Ele é filiado ao PR, partido de oposição ao derrotado governador Rodrigo Rollemberg, mas sempre esteve dentro do governo com algumas administrações e continua sendo o líder do fracassado governo socialista.

A movimentação espaçosa do “careca”,  para pegar uma boa fatia do bolo do novo governo, acendeu a luz de alerta dos muitos que  iniciaram a corrida ao lado do ex-presidente da OAB-DF, quando ele ainda  aparecia apenas com dois pontos percentuais nas pesquisas de intenções de votos.

Gente mais próxima do governador eleito, adiantaram ao Radar que Ibaneis não irá ficar amarrado a ninguém e que tende  nomear para a referida pasta responsável pela execução das políticas de Assistência Social e transferência de renda uma pessoa de  extrema confiança.

E tem rumo no que dizem: durante a campanha Ibaneis fez compromisso de  fazer um governo voltado para os mais pobres.

No meio da louca  corrida pelo poder aparece também o ex-governador e senador derrotado, no primeiro turno do dia sete de outubro,  Cristovam Buarque (PPS). Ele já dá como certo  que será o futuro secretário de Educação.

Cristovam declarou apoio de boca ao governador eleito quando faltavam 9 dias para encerrar a campanha do último dia 28. Segundo se informa ainda, o senador já escolheu até os seus principais auxiliares.

Para os aliados de primeira hora, Cristovam foi um retardatário,  adjetivo atribuído a alguém que está atrasado em relação ao tempo, ao local ou a um grupo de pessoas. Também  sustentam  que tem uma fila de pretendentes reivindicando a mesma pasta.

Enquanto alguns esquartejam, brigam  e dividem cargos, se considerando  sentados nas importantes caideiras  do primeiro escalão do governo, Ibaneis Rocha, segundo assessores mais próximos, usará de muita cautela na escolha do seu secretariado que irá governar o DF nos próximos quatro anos.

Por enquanto, o governador eleito, que passou o dia de ontem com uma agenda cheia de entrevistas aos veículos de comunicação e encontros institucionais como a visita que fez ao presidente Michel Temer (MDB),  vai tirar as próximas duas semanas para cuidar da própria saúde e da futura primeira-dama que está grávida de mais um filho do casal. Depois disso a  história pode ser outra.

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31out/180

“Fomos miseravelmente traídos por Lula”, diz Ciro Gomes

Candidato ao Planalto pelo PDT considerou um insulto convite do petista para assumir o papel de vice na chapa do PT

Reprodução/TV Globo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”. Segundo a reportagem, Ciro nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto. Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse.

Ao jornal paulista o pedetista critica ainda a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e diz que considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de vice no lugar Fernando Haddad (PT).

“Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado”, disse ao ser questionado sobre o convite do ex-presidente para integrar a chapa petista.

Ciro ainda afirmou que não deverá participar da bloco de oposição ao novo governo ao lado do PT. “Não quero participar dessa aglutinação de esquerda. Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano”, declarou. DIARIODOPODER.

 

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Futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se reúne com Eliseu Padilha nesta quarta

Lorenzoni é quem vai a Brasília esta semana para conversar com a equipe de Temer Foto: Marcelo Camargo

 

A primeira reunião dos coordenadores do governo de transição será nesta quarta (31), em Brasília. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, nomeado pelo presidente Michel Temer para conduzir os trabalhos, reúne-se à tarde com o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), confirmado como futuro ministro da área e designado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para coordenar as atividades por parte do novo governo.

Na próxima terça (6), Bolsonaro deve desembarcar em Brasília para, pessoalmente, dar suas orientações sobre os trabalhos e se reunir com Temer. Ele disse que quer encontrar o presidente da República para agradecer o apoio e está confiante de que este período de transição será tranqüilo.

O presidente eleito avisou que pretende reduzir de 29 para 15 ou 16 o número de ministérios, daí a decisão de fusão entre algumas pastas. Será criado o superministério da Economia – unindo Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Houve reações dos empresários que desaprovaram a proposta.

Para o superministério, será nomeado o economista Paulo Guedes, responsável pela área durante a campanha presidencial. Também foi confirmada a união entre os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. Iniciativa que conta com a rejeição dos ambientalistas. Não há ainda sinalização sobre a fusão dos ministérios da Educação e da Cultura.

Nesta terça (30), Bolsonaro se reuniu, no Rio, com os assessores mais próximos para definir as prioridades e já alguns nomes que vão compor sua futura equipe. Com a posse marcada para 1º de janeiro, ele quer acelerar alguns temas, como a reforma da Previdência, que está em curso no Congresso Nacional.

Segundo o presidente eleito, a intenção é aprovar o que for possível ainda este ano, agilizando assim algumas medidas e evitando problemas. Ele não deu detalhes sobre suas preocupações específicas. Também anunciou que pretende fazer andar os projetos de extinção e privatização de estatais. (ABr)

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