17abr/180

Longe de Rollemberg, vice tenta se manter na ativa

  Governador e vice romperam em 2016; neste ano, orçamento da vice-governadoria teve corte de 54%

Do Destak –

Em 2015, o vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana (PSD), comemorava o aniversário de Brasília ao lado do chefe do Executivo, Rodrigo Rollemberg (PSB). Eram duas figuras que costumavam aparecer juntas com maior frequência em uma agenda em comum. Por vezes, era o vice quem falava como porta-voz institucional. Quase três anos depois e no último ano de mandato, a aliança partidária entre eles não existe mais, as falas se converteram em oposição e o orçamento encolheu.

O recurso destinado para a vice-governadoria, que era de R$17,2 milhões no ano passado caiu para 7,7 milhões neste ano – um corte de 54%. Em 2016, a dotação foi de R$ 15 milhões. De acordo com a Secretaria de Planejamento do Governo de Brasília, a redução se dá devido à diminuição das funções da pasta. “A diferença orçamentária resulta da redistribuição das atribuições da Vice-Governadoria para a Secretaria das Cidades. A mudança significou transferência de cargos, funções e contratos – informática e telefonia – das Regiões Administrativas para a nova secretaria, criada nos últimos meses de 2016”, disse o governo em nota.

O orçamento reduzido se deu exatamente após rompimento do PSD, partido do vice, da base do Governo Rollemberg. A sigla, no entanto, não considerou como retaliação. A informação é de que o próprio vice-governador teria sugerido a redução da verba. Na nota do rompimento, não houve críticas expressas. A legenda apenas afirmou que o vice “garantirá a execução dos compromissos de trabalho assumidos com a população”, já que foi eleito na chapa. O vice se manifestou contrário ao aumento da tarifa dos ônibus e costuma defender a categoria da Polícia Civil, que está em pé de guerra com o Buriti. Caminho próprio Diante do rompimento, Renato Santana seguiu roteiro próprio. Manteve ao longo dos anos o lema de “desatar os nós”, a metáfora para as demandas pendentes da população. Desde o início do mandato, defendeu que “o gabinete é nas ruas”, e faz questão de divulgar o dia a dia nas redes sociais, mostrando serviço em diversas áreas, principalmente no setor de habitação, agindo em áreas irregulares. Fica público em seus perfis o telefone celular, que garante não ser funcional. Sem assessoria de imprensa, faz a própria propaganda de governo, que prega proximidade.

O maior rompimento se deu em meados de 2016, quando veio a público gravação de uma conversa entre o vice e Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde, na qual o político dizia ter conhecimento de esquema de propina no serviço público. Santana e Rollemberg lançaram cada um a própria manifestação.

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17abr/180

Morre a Jornalista Valéria Velasco aos 73 Anos

 Ao longo da extensa carreira, ela atuou de forma incansável no combate à violência

 Valéria Velasco morreu, nesta terça-feira (17/4), vítima de um aneurisma na aorta abdominal. Ela estava tentando se recuperar da doença há 12 dias, mas não resistiu. A jornalista, de 73 anos, deixa três filhas, cinco netos e um bisneto.

Valéria criou o Comitê Nacional de Vítimas de Violência (Convivie), após o assassinato do filho Marco Antônio Velasco. O caso, ocorrido em 1993, foi uma das histórias mais chocantes da capital. O jovem, à época com 16 anos, morreu depois de ser espancado por 10 jovens de uma gangue, na 316 Norte.

Em 2009, em virtude do histórico de militância contra a violência, Valéria foi convidada a assumir o posto de subsecretária da Pró-Vítimas (Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência) na Secretaria de Justiça do Distrito Federal.

No jornalismo, Valéria atuou nos anos 1980 e 2000 na redação do Correio Braziliense. A família ainda não divulgou informações do velório e do enterro.

Por meio de nota, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) se manifestou:

“Brasília perdeu na madrugada de hoje uma de suas mais notáveis e fortes figuras da cidade. A jornalista Valéria de Velasco nos deixa a imagem de uma profissional competente, séria, mas principalmente a de uma mulher forte que enfrentou as agruras da vida com coragem e determinação. Se tornou, na adversidade de uma perda trágica de um filho, militante ativa contra a violência em Brasília. Meus pêsames à família e aos amigos, com minhas”

 

BLOGDODONNY

 

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17abr/180

DODGE QUER RENAN, GARIBALDI, JUCÁ, SARNEY E RAUPP NO BANCO DOS RÉUS

PGR REBATE DEFESAS DE DENUNCIADOS POR CORRUPÇÃO NA LAVA JATO

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