17abr/15

Com contas equilibradas seção 2 já pode voltar a funcionar

A notícia desta sexta-feira,17, é que no final de maio, o Governo do Distrito Federal(GDF) poderá nomear os servidores normalmente. O GDF recentemente fez uma consulta ao Tribunal de Contas do DF(TCDF) sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF). Para resumir, podemos dizer que está tudo nos conformes, mas o governo precisará de cautela, para não aumentar o gasto com pessoal. O parecer sobre os limites da LRF está no Diário Oficial desta quinta-feira(16).

Consultamos vários especialistas no assunto alguns chegaram a afirmar ao blog, que se o GDF quiser contratar de imediato, já pode sem maiores problemas. Mas alguns afirmaram que o melhor mesmo é fazer as contratações à partir de junho, para que os cofres públicos possam dar uma "respirada'.

Emperrada

Todos os setores do governo estão carentes de funcionários, os locais mais atingidos são as  31 administrações regionais, que estão com o seu funcionamento prejudicado devido a falta de pessoal.

Apertar o cinto 

O funcionário público que quiser aumento nos próximos anos pode esquecer a ordem do GDF e principalmente do TCDF é gastar menos possível. Portanto, quem conseguiu aumento em 2014 deve comemorar, o tempo de vacas magras é mais que certo.

fonte: blogdoodir

17abr/15

Lira apresenta substitutivo ao Projeto de Lei das Administrações Regionais

LIRA

O deputado distrital Lira (PHS) apresentou substitutivo ao Projeto de Lei nº 182/2015, que trata da reestruturação das Regiões Administrativas (RAs) do Distrito Federal. Em sua proposta, o parlamentar levou em conta os dispositivos do Projeto de Lei apresentado pelo governador à Câmara Legislativa, bem como as emendas apresentadas pelos deputados.

“Em razão da amplitude que interfere na vida das pessoas e na vinculação de cada família com a comunidade local e regional, o projeto carece de maior especificidade e definições tanto às Administrações Regionais quanto aos Conselhos de Representantes Comunitários”, afirmou Lira em sua justificação.

No texto, Lira defende a manutenção de todas as 31 Regiões Administrativas, com quadro de servidores efetivos – que deverão ocupar pelo menos 50% dos cargos – e comissionados das administrações regionais proporcional ao número de habitantes de cada Região Administrativa.

Pelo substitutivo, entre os requisitos para exercer a função de Administrador Regional, a ser nomeado pelo governador, o ocupante do cargo deverá residir na Região Administrativa há pelo menos dois anos. Além disso, o governador deverá apresentar à Câmara Legislativa, em até um ano, a partir da entrada em vigor desta lei, projeto de lei dispondo sobre a participação popular no processo de escolha do Administrador Regional.

No exercício de suas funções, o Administrador Regional será orientado por um plano comunitário de gestão de metas e resultados elaborado pelo Conselho de Representantes Comunitários da respectiva Região Administrativa.

Entre outras atribuições, os Conselhos previstos no art. 12 da Lei Orgânica do Distrito Federal, terão competência para fiscalizar as obras e serviços públicos locais, nos limites de sua Região Administrativa, e apresentar sugestões às propostas orçamentárias encaminhadas pelas Regiões Administrativas.

As Regiões Administrativas com mais de 300 mil habitantes terão no mínimo 15 representantes em seus Conselhos; as acima de 100 mil habitantes deverão ter pelo menos 10 e as demais o mínimo de cinco.

Ainda de acordo com o texto proposto por Lira, o mandato dos representantes  comunitários será de dois anos, podendo ser reconduzidos uma única vez, por igual período. Essa atividade é considerada serviço relevante ao Distrito Federal e não será remunerada.

Caberá às entidades da sociedade civil indicar os integrantes do Conselho de Representantes Comunitários de cada Região Administrativa. No entanto, essas entidades devem atender a requisitos como ter sede na Região Administrativa há pelo menos dois anos e ter, no mínimo, 100 pessoas físicas associadas, maiores de 21 anos, ou no mínimo, 25 pessoas jurídicas com sede ou filial na Região Administrativa.

  Assessoria de imprensa Deputado Lira

17abr/15

Mulher acha durante obra ‘contrato de amor’ feito há 23 anos por ex-morador

Carta amarelada caiu de armário de apartamento em reforma em Brasília.Casal negociou ligações em viagens, cumprimento a amigos e carinhos

Raquel MoraisDo G1 DF

Contrato de amor encontrado por servidora pública em apartamento em reforma em Brasília (Foto: Renata Vasconcellos/Arquivo Pessoal)

Contrato de amor encontrado por servidora pública em apartamento em reforma em Brasília (Foto: Renata Vasconcellos/Arquivo Pessoal)

A servidora pública Renata Vasconcellos teve uma surpresa ao trocar os armários do apartamento recentemente comprado na Superquadra 216 Sul, área central de Brasília: uma carta amarelada caiu da estrutura de madeira, revelando um "contrato exclusivo de amor" celebrado há quase 25 anos.

Entre as 13 cláusulas acordadas em 10 de novembro de 1991 por Juliana e Christiano – primeiros nomes do casal – estão a proibição de saídas sem aviso e a obrigação de dar carinho, compreensão e amor. Também estavam previstas ligações "sem desculpa de ser interurbano", mesmo que a cobrar em casos de viagens, e a permissão a cumprimentos a amigos, desde que fossem "sem muita intimidade".

"Compramos o apartamento em dezembro, começamos a reforma em fevereiro e estamos concluindo as obras agora. Estamos mexendo em tudo, só no piso que não. E resolvi trocar os armários, que eram originais. Assim que os tiramos, caiu um papel lá de trás. No meio deles havia esse contrato, com duas folhas grampeadas. Peguei no chão. Achei interessante e compartilhei com as minhas amigas. É bonitinho", afirma a mulher.

O acordo traz ainda os endereços e telefones que os namorados tinham na época, além dos nomes completos. Renata conta que ficou curiosa a respeito do casal e decidiu procurá-los nas redes sociais, sem sucesso. O G1 também tentou localizá-los, mas não encontrou nenhum dos dois na web.

Outro esforço feito pela servidora pública foi consultar a certidão de ônus do imóvel para tentar identificar quando o rapaz morou no lugar. Para ela, o homem é filho da primeira proprietária -- o apartamento tem três quartos e é de 1985.

"Eu achei interessante, achei engraçado, e fiquei pensando se eles ainda estariam juntos até hoje. Seria legal se ainda estivessem juntos. Pelo teor, me parece que é uma coisa meio de adolescente", diz a servidora pública. "Pode ser que nem estejam juntos. Talvez isso seja o mais provável. Mas eu gostaria de saber."

Renata pretende mudar do Lago Sul para a nova casa no final do mês com as duas filhas e o marido. Ela afirma ainda ter esperança de reencontrar Juliana ou Christiano.

"Eu sou romântica, me considero. Mas acho que, naqueles termos em que está lá, talvez eu seja menos, até porque já sou casada há nove anos, então é diferente. Hoje com certeza eu não sou como está nesse contrato, mas achei bonitinho pensar nesse que parece ser o comecinho da relação", conclui.

Cláusulas de 'contrato de amor' descoberto por servidora pública ao reformar apartamento em Brasília (Foto: Renata Vasconcellos/Arquivo Pessoal)

Cláusulas de 'contrato de amor' descoberto por servidora pública ao reformar apartamento em Brasília (Foto: Renata Vasconcellos/Arquivo Pessoal)

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15abr/15

Rodoviários param por 2 h no DF em ato contra projeto sobre terceirização

Mais de 10 mil motoristas e cobradores aderiram ao movimento.Iniciativa atingiu todas as regiões administrativas entre 4h e 6h

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 Do G1 DF

Mais de 10 mil motoristas e cobradores do Distrito Federal paralisaram os serviços entre as 4h e 6h desta quarta-feira (15) em protesto contra o projeto de lei que regulamenta os contratos terceirizados no Brasil. De acordo com o sindicato da categoria, os rodoviários pertencem às cinco empresas que rodam na capital federal.

A greve-relâmpago ocorre em resposta a uma convocação da Central Única dos Trabalhadores, que quer que o Congresso Nacional discuta com a sociedade o tema terceirização. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Criticada pelo PT e algumas centrais sindicais e defendida por empresários, a proposta permite que empresas contratem trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função. Atualmente esse tipo de contratação é permitida apenas para a chamada atividade-meio, e não atividade-fim da empresa. Ou seja, uma universidade particular, por exemplo, pode terceirizar serviços de limpeza e segurança, mas não contratar professores terceirizados.

Pelo texto votado na Câmara, essa limitação não existirá mais. O modelo só não se aplica à administração pública direta, autárquica e fundacional, além de empresas públicas e sociedades de economia mista.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, se o projeto for convertido em lei haverá grande prejuízos aos trabalhadores em geral, inclusive para os rodoviários.

15abr/15

Tentativa no golpe em agência bancária na Câmara Legislativa acaba em prisão

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Acaba de ser preso pela polícia legislativa da Câmara Distrital, um homem que tentou sacar R$16.143,00 de benefício do INSS. Ele está sendo conduzido neste momento para o Departamento de Polícia Especializada.

O golpe vinha sendo aplicado no DF já há algum tempo, e hoje a suposta quadrilha decidiu  mandar o cidadão,  que se apresentou como o beneficiário Carlos Augusto Teixeira Filho,  para sacar o dinheiro. Se deu mal!

Fonte: Donny Silva
15abr/15

Pesquisa do Veritá dá 68% de aprovação ao governo Rollemberg

rollemberg

O Instituto Veritá aponta que 68,6% dos entrevistados aprovam os primeiros 100 dias do governo de Rodrigo Rollemberg e que 63,9% já avaliam a nova gestão melhor do que o governo de Agnelo Queiroz. As informações são do JBr.

O instituto entrevistou 1.205 pessoas, com idade a partir de 16 anos, entre os dias 9 e 11 de abril em todo o Distrito Federal. A pesquisa tem margem de erro de 3% para cima ou para baixo.

O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, comemora o resultado da pesquisa, apesar de reconhecer que ainda é cedo para apresentar resultados.

“Achei uma avaliação muito positiva. Mostra que a população entende as dificuldades que temos vivido e que as pessoas estão sendo pacientes”, declara Doyle, que completa: “A intenção é de melhorar, pois ainda temos problemas grandes”.

O governo de Rodrigo Rollemberg só deverá apresentar uma avaliação dos primeiros dias de gestão após o dia 21 de abril – aniversário de Brasília -, próximo aos 120 dias.

“Ainda não temos uma avaliação global, mas é um período curto para grandes realizações. Acredito que o que temos para mostrar é mais o estilo do que resultados, com mais diálogo e transparência”, avalia Hélio Doyle.

O Instituto Veritá também questionou os entrevistados sobre as expectativas sobre o governo para os próximos anos. Apesar da crise financeira vivida pelo governo nos primeiros dias de gestão de Rollemberg, resultado de dívidas herdadas da gestão passada, 55% dos entrevistados acreditam que ela será boa e 14% ótima.

Quando perguntados se o governo de Rollemberg será melhor do que os quatro anos de Agnelo Queiroz, 75% dos entrevistados acreditam que será melhor e 19,4% que será igual ao do antecessor petista.

 

 

Fonte: Notibras

13abr/15

Cristiano Araújo quer controle da qualidade da água no DF

Distrital apresentou projeto que cria o Painel de Monitoramento para população conhecer situação do produto que se consome

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Cristiano Araújo diz que é dever do governo disponibilizar à população dados e informações de maneira transparente

  Preocupado com a qualidade da água utilizada pela população de Brasília, o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Legislativa, apresentou o Projeto de Lei nº 192/2015, que prevê a criação do Painel de Monitoramento da Qualidade da Água do Distrito Federal. O objetivo da proposta é mostrar à população a real e atualizada situação da qualidade da água consumida pela população de Brasília.

A utilização de um painel de monitoramento da qualidade da água, com índices já adotados em outras unidades da federação e definidos a partir de parâmetros físico-químicos, possibilita orientar a população e o governo nas ações de planejamento e gestão da qualidade da água para abastecimento público.

“É dever do governo disponibilizar à população dados e informações, de maneira transparente, simples e didática, não só do funcionamento da máquina pública, mas também dos recursos naturais, das condições climáticas e do seu compromisso com a responsabilidade ambiental”, defende Cristiano.

O principal índice adotado em alguns estados brasileiros e em vários países do mundo é o IQA (Índice de Qualidade das Águas), criado em 1970, nos Estados Unidos, pela National Sanitation Foundation.
Além do IQA, que avalia, por exemplo, a presença de coliformes fecais e resíduos totais, é possível adotar outros índices que identificam a presença de substâncias tóxicas e elementos químicos como alumínio, cobre e zinco.

Inspeção das bacias hidrográficas
Por iniciativa do deputado Cristiano Araújo, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara Legislativa vai iniciar nos próximos dias uma série de visitas às nascentes e bacias hidrográficas do DF, para verificar suas reais condições, preservação e riscos de uma crise de abastecimento, como já ocorre em algumas regiões do país.

Como presidente da Comissão de Meio Ambiente, Cristiano tem consciência de que precisa defender para o DF iniciativas e projetos que atendam a princípios de responsabilidade ambiental. “Não posso me furtar a fazer o debate de um problema que já começa a preocupar os moradores da capital da República: a crise de abastecimento de água que se aproxima da nossa região”, afirma o parlamentar. “É papel da comissão ajudar a fazer uma radiografia da situação, discutir e apresentar soluções”, completa ele.

A Comissão também vai agendar visitas aos parques naturais da capital federal, para ver em que situação se encontram. O DF conta hoje com 73 parques, mas a maioria deles ainda não foi completamente implementada pelo governo e precisam de melhorias, para que proporcionem opções de lazer aos moradores. “Também é responsabilidade nossa acompanhar e cobrar do governo as medidas necessárias para a implantação dos parques”, destaca Cristiano.

 

 

Fonte: Jornal da Comunidade

13abr/15

Em crise total, o governo parece terceirizado

Izabelle Torres, IstoÉ

 Desde a última semana, o País encontra-se sob a égide de um novo governo. Não de direito, mas de fato. Desde que foi empossada, a presidente Dilma Rousseff, aos poucos, abre mão de suas prerrogativas, numa tentativa desesperada de sair da crise político-administrativa. Num primeiro momento, para corrigir as barbeiragens feitas nas contas públicas durante o mandato anterior, Dilma terceirizou a condução da política econômica e recorreu à Joaquim Levy, incumbindo-o do ajuste fiscal para cortar R$ 66 bilhões de despesas. Na prática, adotou a política defendida pelo PSDB para tentar sair da crise econômica. Nos últimos dias, a presidente terceirizou o braço que ela ainda controlava – mesmo que aos trancos e barrancos: o político.

Ao transferir para o vice-presidente Michel Temer as atribuições da articulação, Dilma praticamente delega a condução de seu governo ao PMDB – mais precisamente ao triunvirato Michel Temer, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eduardo Cunha, presidente da Câmara. “A decisão de Dilma é uma espécie de renúncia branca”, definiu o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB. “Ela dexou de governar, não desempenha mais papel algum”, afirmou Aécio. Se antes o PMDB ditava os rumos do governo por meio do Congresso, ao sabor de suas conveniências, agora o partido irá estabelecer o norte político a partir do Palácio do Jaburu, sede da vice-presidência, para onde se deslocará o eixo das decisões mais importantes do governo.

Muito diferente do que ocorreu nos primeiros três meses da presidência de Dilma, quando Temer esteve isolado, sem poder relevante, embora se manifestasse disposto a ajudar. Hábil tanto nas articulações de bastidor como no manejo das palavras, o experiente Temer nunca admitirá ultrapassar a fronteira decisória e hierárquica que o separa da Presidência da República e o distingue da presidente eleita.

Mas o vice-presidente sabe que ele e o PMDB dispõem hoje de um poder colossal. Frágil como nunca, Dilma vê sua autoridade pessoal desvanecer. Não é capaz nem de, por vontade própria, indicar um nome que julga mais adequado para assumir a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, aberta há oito meses. O PMDB submeteu-lhe a uma liturgia vexatória. O nome, segundo imposição do partido, não pode estar associado ao PT e deve necessariamente passar pelo crivo de Renan Calheiros, que é investigado pela Lava Jato com autorização do STF.02.jpg

A ideia da transferência da articulação política ao PMDB era uma tentativa de partilhar a administração e debelar a crise com o partido, consequentemente com o Congresso. Mas a iniciativa colocou Dilma e o governo numa encruzilhada.

Se Temer conseguir apaziguar os caciques peemedebistas e resolver ao menos parte dos muitos problemas do Executivo com o Congresso, ficará ainda mais forte, credenciando seu partido para a sucessão de 2018. Caso fracasse, empurra o governo – e não ele – para um beco sem saída.

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QUINTA-FEIRA 9 Temer visita Lula em São Paulo e comunica a autonomia para preencher cargos no governo

Os riscos assumidos pela presidente ao terceirizar seu governo não são resultados de uma estratégia corajosa e tampouco representam sinais de uma virada nos rumos do País. Resultam sim de uma completa falta de opção e da inoperância do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que saiu enfraquecido com as mudanças estruturais ocorridas no governo. A terceirização também decorre da articulação mambembe do governo, incapaz de promover simples trocas ministeriais sem desencontros, desacertos e vazamentos que partem do próprio Planalto. A intenção inicial de Dilma era acomodar o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), na pasta até então comandada pela petista Pepe Vargas. Dessa forma, contemplaria o PMDB, atendendo a recomendação do ex-presidente Lula de dividir o poder com o partido aliado. Mas o processo de substituição se deu de forma atabalhoada. O convite para que Padilha trocasse a Aviação Civil pela pasta de Relações Institucionais foi feito na noite da última terça-feira 6. Acostumada a enviar emissários para sondar ministeriáveis e poupar-se de eventuais negativas, Dilma inovou e decidiu agir sozinha. Ouviu de Padilha que precisava de tempo para pensar a respeito. Os problemas foram dois. O primeiro foi que o convite vazou e Vargas soube que estava sendo apeado do cargo pelos sites. Depois, Padilha recusou a oferta. Constrangimento pior impossível. Para Vargas, estaria reservado ainda mais um vexame. Ele convocou uma entrevista para anunciar seu novo destino, a Secretaria de Direito Humanos, mas teve de interrompê-la para atender um telefonema de Dilma, que desoutorizava o anúncio. Imperialmente, à noite, Dilma nomearia o dócil Pepe Vargas. 04.jpg A última cartada foi recorrer a Temer. Segundo relatou o próprio vice-presidente a sete políticos com quem jantou no Palácio do Jaburu na quarta-feira 8, Dilma apelou para que ele assumisse a articulação, ressaltando que o governo poderia ficar sem saída, caso Temer recusasse. “Não tive alternativa. Não pude recusar pela forma como o apelo foi feito”, disse ele. Temer e Dilma estavam no gabinete presidencial quando a presidente afirmou: “Só me resta você. Você terá de aceitar a coordenação. Do contrário, o governo poderá não se manter”. Temer questionou se teria autonomia e se iria cuidar do preenchimento de cargos do segundo escalão. Ouviu uma resposta positiva seguida da seguinte promessa: “Vamos dividir o governo”. Temer aquiesceu, mas sua tarefa não será simples. Domar Eduardo Cunha e Renan Calheiros, que dão as cartas na Câmara e no Senado, e estão em permanente litígio com o governo exigirá muita negociação. Ambos espalham sinais de que não estão dispostos a facilitar a vida do Planalto e adotam o discurso em defesa da “independência” do parlamento. Renan é menos arredio. Gostou da indicação de Temer e acredita que foi um gesto de boa vontade da presidente para inserir o partido nas decisões relevantes e “abrir o Palácio ao PMDB”, segundo palavras dele mesmo. Cunha, por outro lado, embora mantenha boas relações com o vice-presidente, tende a seguir mais afinado com a ala do partido disposta a agir como oposição. Na semana passada, orientou seus liderados a aprovar na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara a proposta de limitar a 20 o número de ministérios. Sob o comando de Cunha, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira 8, por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o texto-base do projeto que regulamenta e amplia o processo de terceirização de trabalhadores, mesmo com a resistência do PT. Para Cunha, o resultado mostrou “dissonância” do governo com sua base. “Quando o líder do governo encaminha a votação pelo governo contra todos os partidos da base, mostra que ele atua em dissonância com sua própria base. Eu sou testemunha de que o relator acordou com a equipe do Ministério da Fazenda pontos importantes que o governo considerou que tinham que estar no projeto”, afirmou. Se quiser obter sucesso em sua nova empreitada, Temer ainda precisará enfrentar a ira do PT. O partido detinha o comando da articulação política enquanto a função estava sob a batuta de Pepe Vargas e fez o possível para enfrentar o PMDB no Congresso. Agora, o PT percebe que pode tornar-se figurante desse segundo mandato e aposta na recorrente postura de Dilma Rousseff de prometer e não honrar promessas feitas a aliados.

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NOVO CENTRO DAS DECISÕES Com a ascensão de Michel Temer à articulação do governo, o Palácio do Jaburu, sede da vice-presidência, se tornará o palco das mais importantes decisões políticas

Enquanto o mundo político ainda digeria a entrada do vice-presidente da República na articulação política do governo, ele já atuava na nova função. Na quarta-feira 8, Temer dividiu seu tempo entre conversar com aliados e tentar barrar as três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) protocoladas no Senado na véspera. Obteve sucesso na retirada de seis assinaturas da comissão que pretendia vasculhar os empréstimos feitos pelo BNDES durante o governo PT. Mas assiste outras duas, a do Carf e a dos fundos de pensão, tomarem formas e se tornarem ameaças reais ao Planalto. Nos próximos dias, o governo ainda terá de definir a forma como pretende extinguir a secretaria de Relações Institucionais, uma vez que Temer acertou com a presidente que não irá tornar-se ministro e tampouco quer ser designado para a função pelo Diário Oficial, o que o tornaria subordinado direto de Dilma e do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. A tendência é que as atribuições de antiga pasta sejam transferidas pura e simplesmente para a vice-presidência, condição imposta por Temer a Dilma durante a conversa que o sacramentou no comando da articulação política. Nos bastidores, aliados e oposição concordam que Dilma transformou-se, contraditoriamente, numa figura menor do seu próprio mandato. Precisa entregar e dividir o poder com partidos antes renegados para não ser devorada por eles. À primeira vista, terceirizar o governo parece ser a única saída para tentar estancar a crise criada pela sucessão de desacertos presidenciais. O problema é se a concentração do poder nas mãos do PMDB significar a renúncia de fato da presidente da República, mesmo que não de direito.

13abr/15

Protesto contra Dilma e corrupção volta a lotar a Esplanada

Do G1

Milhares de manifestantes voltaram a lotar de forma pacífica neste domingo (15) a Esplanada dos Ministérios, na área central de Brasília, para protestar contra a presidente Dilma Rousseff e pedir o fim da corrupção no país.

Segundo a Polícia Militar, havia 25 mil pessoas no local por volta das 12h30. A organização estimava 40 mil. A quantidade é menor do que a do ato de 15 de março, quando a PM calculou 45 mil, e o Movimento Vem Pra Rua contabilizava 80 mil (veja fotos).

De acordo com a PM, dois homens foram presos durante a manifestação. Apenas um deles, no entanto, tinha relação direta com o ato: um morador de rua que empurrou manifestantes na Rodoviária do Plano Piloto que se diziam contrários  à gestão exercida pela presidente.

O outro foi um motociclista que iria participar da manifestação, mas se envolveu em um acidente de trânsito e usou um facão e uma barra de ferro para ameaçar o outro motorista.

Policiais militares do grupamento com cães ocupam rampa do Congresso Nacional (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Policiais militares do grupamento com cães ocupam rampa do Congresso Nacional (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

O protesto começou às 9h30, com concentração no Museu Nacional da República, Com centenas de faixas e cartazes e vestidos de verde e amarelo, os manifestantes criticaram a gestão petista na administração federal. Em meio ao ato público, algumas pessoas pediram o impeachment de Dilma. Outras chegaram a defender uma intervenção militar para destituir o governo do PT.

O Museu Nacional é localizado no Eixo Monumental, avenida que concentra os principais prédios públicos da capital federal. Para ingressar no perímetro da Esplanada, os manifestantes tiveram de passar por uma revista de policiais militares. O cordão de PMs vistoriou mochilas, bolsas e bolsos dos manifestantes.

Por volta das 10h30, os cerca de 4 mil manifestantes que ocupavam a Esplanada naquele momento começaram a se deslocar em direção ao Congresso Nacional, localizado a cerca de dois quilômetros do ponto de concentração. A PM contou com 2,5 mil homens no local.

A manifestação ocorreu simultaneamente em outros locais do país. Também aconteceram atos em Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo. Mais cedo, houve também no Rio Grande do Sul, contra os pedidos de impeachment.

Manifestantes carregam faixa durante caminhada em direção ao Congresso Nacional. (Foto: Henrique Arcoverde / G1)

Manifestantes carregam faixa durante caminhada em direção ao Congresso Nacional. (Foto: Henrique Arcoverde/G1)

Mulher exibe faixa de protesto em Brasília (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Mulher exibe faixa de protesto em Brasília (Foto: Evaristo Sá/AFP)

 Manifestantes entram no espelho d´água em frente ao Congresso Nacional (Foto: Vinícius Werneck/TV Globo)
Manifestantes entram no espelho d´água em frente ao Congresso Nacional (Foto: Vinícius Werneck/TV Globo)

13abr/15

À queima-roupa: Jofran Frejat, ex-deputado e ex-candidato ao GDF

 Os 100 dias de governo Rollemberg

frejat:CB

Em 100 dias de governo Rollemberg, que nota o senhor dá para a atuação do seu adversário na última eleição?

Não sou professor para dar nota. Olha só: estou como Mao Tsé-Tung, que dizia que era muito cedo para fazer uma avaliação sobre a Revolução Francesa. Não sou adversário. Estou torcendo para que as coisas deem certo… Meus filhos vivem aqui.

O senhor foi candidato contra Rollemberg no segundo turno. Não é adversário?

Torço para que as coisas funcionem. A eleição passou. Acabou a disputa. Não estou na torcida para as coisas falharem. Não se pode perder a dignidade…

A campanha foi dura. Houve ataques de mbos os lados, especialmente nos debates. Passou?
Fiquei muito incomodado com os ataques da campanha. Não queria que fosse assim. Ele (Rollemberg) me atacou duramente. Ele me criticou e depois me pediu desculpas, após um dos debates. Mas não se pode insultar publicamente e pedir desculpas em particular. Não gostei.

Ficaram mágoas?

Digo o seguinte: “Regrets I have a few… But then again too few to mention”. Ficaram mágoas. Mas não posso guardá-las. Não se pode fazer política com mágoas.

Nesses primeiros três meses, o que o senhor teria feito diferente?

Não estou nem acompanhando. Eu descarno. Não fico indo a5 hospital para ver o que está acontecendo. Mas me preocupa a questão da terceirização na área da saúde. Sou radicalmente contra isso. Tenho receio do que pode acontecer com os direitos dos funcionários.

O que o senhor acha da aproximação de Rollemberg com Roriz, depois do passado na oposição?

Não sou, na verdade, um especialista em política. Nunca trabalhei fazendo política. Fui eleito pelo meu trabalho técnico. Mas já vi tantas vezes essas coisas. Você imaginaria que o Lula estivesse com Maluf ou abraçando o Collor?

Quais são os seu planos para a política?

Nunca fiz planos para a política. Eu me elegi deputado porque insistiram. Nessa última eleição, pediram para disputar, para ser vice. Depois virei, por acaso, candidato ao governo. Vou fazer uma confissão. Eu fui traído pela minha vaidade. Tinha dito que não queria, que não voltaria. Mas me convenceram com a ideia de criar a universidade do Distrito Federal. Aí, a minha vaidade me derrubou.

Arruda atrapalhou ou ajudou a sua campanha?

Se, de um lado, houve restrições a ele, por outro lado, havia também apoio grande.

Como está a sua vida?

Estou curtindo a minha vida. Tenho ficado com a minha família. Busco meu filho na escola e não preciso pensar em folha de pagamentos.
Deus me poupou.

 
Fonte: Correio Braziliense/Coluna Eixo Capital/ Foto: Ed Alves/CB/D.A Press

10abr/15

Depoimento de Vaccari à CPI vira palco de guerra entre PT e PSDB

A fala do líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), na manhã desta quinta-feira foi um prenúncio do que viria no depoimento do tesoureiro do seu partido, João Vaccari Neto, à CPI da Petrobras. “Querem show, o circo está armado. Se é guerra, vamos para a guerra.”

A sessão – que, diante das negativas de Vaccari sobre as acusações, não trouxe informações relevantes para as investigações sobre desvios na Petrobras – virou palco de disputa política feroz entre os dois partidos que polarizaram as última eleições presidenciais.

“O senhor tem tudo para ser preso, e o PT, extinto”, atacou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), ao final de uma intervenção exaltada contra o depoente.

Sibá Machado acusou o PSDB de estar promovendo uma campanha pela extinção do PT e usar a CPI para criar um “terceiro turno”. Para o líder petista, “o objetivo central do PSDB é a cassação do registro do PT e saímos do foco da CPI para outra dimensão, o que é prejudicial para o equilíbrio democrático”.

Ao questionar se Vaccari visitara o escritório do doleiro Alberto Youssef, acusado de distribuir para partidos políticos recursos desviados da Petrobras, Sampaio, líder do PSDB, repetidas vezes interrompeu a resposta do tesoureiro insistindo que ele fosse objetivo.

“Ninguém é moleque aqui. A resposta é sim ou não. Estou perdendo meu tempo”, reclamou.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) interveio dizendo que o regimento que regula as comissões garantia ao depoente tempo para responder com o tempo que fosse necessário.

Vaccari repetiu, então, que esteve no escritório a convite de Youssef uma única vez, mas que o doleiro não se encontrava no local no momento e, por isso, foi embora. “Permaneci quatro minutos no local”. O tesoureiro, porém, não explicou o motivo da visita e como ela foi combinada, ao ser questionado posteriormente por outros deputados.

“Já entendi: o senhor deu azar (de não encontrá-lo)”, ironizou Sampaio. O deputado do PSDB, justamente quem havia feito o requerimento pedindo a convocação de Vaccari, levantou-se e deixou a CPI, ausentando-se das posteriores mais de cinco horas de questionamentos ao tesoureiro do PT.

A CPI foi criada na esteira das revelações da Operação Lava Jato, que investiga se doações para partidos políticos – supostamente legais – que teriam sido realizadas, na verdade, com recursos desviados da Petrobras por meio de contratos superfaturados com empreiteiras e outras empresas.

Vaccari é acusado de ter feito captações irregulares para o PT e foi citado nas delações premiadas do ex-gerente de Serviços e Tecnologia da Petrobras Pedro Barusco, do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

“As afirmações feitas nas delações premiadas sobre minha pessoa não são verdadeiras”, repetiu Vaccari, dezenas de vezes, ao longo das mais de oito horas de sessão. “Sou inocente”, afirmou.

Bate-boca

A deputada Maria do Rosário também protagonizou momentos de tensão com o deputado tucano Waldir Soares. O delegado, que era suplente na legislatura anterior e foi eleito para um mandato próprio pela primeira vez ano passado, com votação recorde em Goiás, tem chamado atenção pelo tom polêmico e exaltado de sua intervenções.

“O senhor vai trabalhar no presídio dando aula de como roubar?”, “Onde os tesoureiros do PT fazem cursinho para aprender a roubar o dinheiro do povo brasileiro?” e “Quem irá cuidar da suas filhas quando estiver preso? Será Lula, Dilma ou o Dirceu?” foram alguns dos questionamentos do deputado a Vaccari.

“O senhor passou no psicotécnico? Como passou no concurso para delegado?”, rebateu a deputada Maria do Rosário.

Após o bate-boca, o deputado delegado Waldir disse à BBC Brasil que parte das perguntas foram enviadas por seus eleitores via redes sociais e afirmou que processará o PT, Rosário e outro deputado petista, Jorge Solla (BA).

Mais cedo, Solla o acusara de ser “comparsa” do homem que soltou ratos no plenário da CPI.

A reunião já começou sob forte tumulto e bate-boca quando um servidor da casa soltou cinco hamsters no local, logo que Vaccari entrou, rodeado por deputados do PT.

Identificado como autor da ação, o servidor da Câmara Márcio Martins Oliveira foi detido e, em seguida, exonerado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele estava lotado no gabinete da segunda vice-presidência, controlada pelo deputado Giacobo (PR-PR), e já trabalhou no gabinete do deputado Paulinho da Força (Solidaridade-SP), ferrenho opositor do governo.

Power Point

O depoimento – que começou às 10h da manhã e se estendeu por oito horas – não trouxe novidades relevantes para a investigação de desvios na Petrobras.

Às 8h20, um oficial de Justiça chegou esbaforido ao Congresso para entregar à CPI oficialmente o habeas corpus concedido na noite anterior pelo ministro do STF, Teori Zavascki, permitindo a Vaccari permanecer calado e desobrigando-o a assinar um termo de compromisso de que diria apenas a verdade.

Dezenas de vezes, o tesoureiro repetiu que “todas as doações ao PT são legais e foram registradas no TSE (Tribunao Superior Eleitoral)”.

Antes de responder as perguntas dos deputados, negando todas as acusações, o tesoureiro fez uma apresentação em Power Point sobre as finanças do PT e doações de empresas a outros partidos. Ele falou por pouco mais de dez minutos e sustentou que as mesmas empresas que doaram ao PT financiaram também outros partidos.

Vaccari citou reportagem do Estado de S.Paulo que diz que empresas investigadas na Operação Lava Jato foram responsáveis, em média, por 40% das doações privadas recebidas pelos diretórios nacionais do PT, do PSDB e do PMDB no período de 2007 a 2013.

No meio de sua fala, uma deputada ironizou: “É uma palestra?”

‘CPI blindada’

Os próximos convocados previstos para falar na semana que vem na CPI são o executivo do grupo Setal Augusto Mendonça Neto e Luciano Coutinho, presidente do BNDES.

Deputados do PT e do PSOL acusaram parlamentares da CPI de evitar trazer depoentes desfavoráveis a outros partidos.

O nome de Fernando Soares, o Fernando Baiano, suposto operador do PMDB no esquema da Petrobras, foi citado várias vezes durante o depoimento. Há seis requerimentos pedindo sua convocação, mas eles não foram colocados em votação.

“Estão deixando a CPI em banho-maria”, criticou Ivan Valente (PSOL-SP). “PSDB e PMDB estão blindando a convocação de várias pessoas que podem envolver os seus relacionados no processo da Lava Jato”, acrescentou.

Juristas e cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil observam que pode haver exploração política dos trabalhos da comissão e questionam a capacidade de a CPI ir além do que já está sendo amplamente investigado pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF).

Ainda assim, não descartam a importância do instrumento como forma de dar visibilidade ao assunto e cobrar explicações públicas de eventuais responsáveis por irregularidades.

O cientista político da UFRJ Jairo Nicolau destaca que a CPI da Petrobras tem servido muito mais como um instrumento político do que de investigação, porque o caso já está sob ampla investigação pela polícia e o poder Judiciário. “É um fenômeno recente. Houve nos últimos anos um processo de qualificação e capacitação do MPF e da PF. Hoje, eles têm instrumentos muitos mais sofisticados de investigação, como a delação premiada, e estão à frente da CPI”, afirma.

“A CPI é um instrumento muito importante de fiscalização, mas tem sido usado mais como palanque eleitoral”, critica o advogado e cientista político Wellington de Oliveira, autor do livro “CPI Brasil”.  Informações da BBC.

fonte: estaçãodanoticia

10abr/15

Tá nem aí

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 O ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa (PT), segundo informações, não está nem um pouco preocupado com a possível instalação da CPI para investigar a saúde no governo de Agnelo Queiroz (PT). O motivo é simples: Rafael, ao assumir a SES em janeiro de 2011, fez um choque de gestão (e olhe que a situação era caótica mesmo) e decretou estado de emergência e fez muito.

Por outro lado, Barbosa deixou a secretaria em abril de 2014, portanto, há mais de um ano. E coincidentemente, o caos na saúde começou exatamente após sua saída, e pelo visto, continua na atual gestão.

Fonte: Donny Silva
10abr/15

Deputado Juarezão garante a retomada das obras de asfaltamento entre Brazlândia e Padre Lúcio

foto: facebook

Juarezão em audiência com o diretor-geral do DER, Henrique Luduvice/ foto: facebook


De acordo com o DER, as obras de pavimentação asfáltica da estrada que liga o núcleo rural de Padre Lúcio/GO e a BR 0-80 que passa por Brazlândia serão retomadas em cerca de 15 dias.

O deputado distrital Juarezão esteve em audiência com o diretor-geral do DER, Henrique Luduvice, e solicitou a retomada alegando grande dificuldade dos moradores em se locomover na região, muitos dependem da via para trabalhar todos os dias. 

O Governo do Distrito Federal manteve os recursos para mobilidade pública urbana e rural, e graças a parceria e emprenho do parlamentar, além da disposição do governador Rodrigo Rollemberg em atender a comunidade, mais um benefício chega à Brazlândia. 

São 4 quilômetros da rodovia vicinal VC-533 que ligam especificamente a ponte do Rio Descoberto à Brazlândia. A obra de R$ 5,4 milhões deverá ficar pronta em três meses.

  fonte: facebook

9abr/15

Tarso Genro: PT é ‘cada vez mais acessório’ no governo de Dilma

Do G1 RS

Um dos principais nomes do PT no Rio Grande do Sul, Tarso Genro teceu críticas ao governo federal nesta quarta-feira (8) em sua conta no Twitter. O ex-governador gaúcho e ministro da Justiça e da Educação durante o governo Lula afirmou que o partido está “fora das decisões principais do governo” e “é cada vez mais acessório” na gestão da presidente Dilma Rousseff.

“É constatação sobre decisão da presidenta: PT está fora das decisões principais de governo. Que são as de corte político e econômico”, escreveu o governador, para, logo depois, acrescentar: “Outra constatação, para o bem e para o mal: PT é cada vez mais acessório no governo. Não é nem consultado para medida dessa envergadura”.

As críticas foram feitas um dia depois que o também petista Pepe Vargas decidiu deixar a Secretaria das Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. A decisão foi motivada pela transferência das atribuições da pasta para o vice-presidente da República, Michel Temer. Pepe anunciou que assumir a Secretaria dos Direitos Humanos.

Tarso se manifesta sobre Dilma no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter)

“Medidas extremas deste tipo, se não derem certo, geram uma crise muito maior do que aquela que a medida tenta resolver”, opinou o ex-governador no Twitter, que no início deste ano transmitiu o cargo a José Ivo Sartori após ser derrotado na tentativa de reeleição ao Palácio Piratini.

Tarso se manifestou também sobre o projeto de lei que regulamenta contratos de terceirização. Na noite desta terça-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou tramitação em regime de urgência para o texto, o que permite que ele seja analisado pelo plenário sem precisar passar por comissões.

Criticada pelo PT e algumas centrais sindicais e defendida por empresários e outras centrais de trabalhadores, a matéria permite que empresas contratem trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função. Atualmente esse tipo de contratação é permitida apenas para a chamada atividade-meio, e não atividade-fim da empresa.

“Terceirização já existe. O que está se instalando é o reino da precariedade e da intermitência nas relações de trabalho. É de pasmar”, escreveu Tarso.

9abr/15

Rollemberg diz que receita já melhorou e que governo criará a sua marca

rollembergfeliz

Mesmo deputados tidos como integrantes da base de apoio já começam a cobrar realizações do novo governo Daniel Cardozo

 daniel.cardozo@jornaldebrasilia.com.br

As críticas aumentam e a paciência dá sinais de estar acabando. Mas o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) prevê ações que revertam esse movimento negativo e parte dos prejuízos envolvidos. Sem especificar quando o governo deixará sua marca, Rollemberg tenta dar início à agenda positiva.

Mesmo deputados tidos como integrantes da base de apoio já começam a cobrar realizações do novo governo. Alguns, insatisfeitos com a falta de cargos em secretarias e administrações – reflexo da crise financeira -, já começam a ameaçar retirada de apoio, sob o pretexto da falta de bons projetos. Até agora, o Executivo tem se defendido das críticas com a tal herança maldita deixada pelo governo de Agnelo Queiroz (PT). O argumento já tem data de validade na Câmara Legislativa, já que o ano já está próximo de chegar aos 100 dias.

Diante dos ataques, o Buriti tem tentado se mexer. A agenda do governador agora é preenchida prioritariamente por inaugurações e situações positivas. No início do governo, reuniões internas dominavam os compromissos de Rollemberg, que deixava o Palácio do Buriti e a Residência Oficial de Águas Claras com menor frequência.

Creches e moradia

Para o governador, as realizações já começaram. Mas mesmo assim, o caos financeiro deixado pela gestão anterior ainda terá consequências. “Estamos trabalhando uma agenda positiva. Até o final de abril, inauguraremos dez creches e em maio entregamos 1 mil unidades habitacionais. Agora, a situação financeira continua difícil. Tivemos uma melhora nos últimos meses em função do IPVA e do Refis. Conseguimos pagar todos os servidores no quinto dia útil. Vamos quitar as dívidas atrasadas com servidores até o fim de abril, mas o final do ano se anuncia muito difícil. Então nós temos que reduzir despesas e aumentar muito as nossas receitas porque os desafios são muito grandes”, disse ontem o governador.

Questionado sobre quando seria mostrada uma característica marcante de sua gestão, Rodrigo Rollemberg usou poucas palavras na resposta. “Ao longo do governo nos vamos mostrar nossa marca, de muito trabalho e transparência”, disse.

Atenção para pontos de cultura

Na agenda de ontem, além de inaugurar uma creche em Águas Claras, o chefe do Executivo foi ao lançamento da Lei da Cultura Viva e da Política Nacional de Pontos de Cultura. Apesar de não ser autor da lei, Rollemberg atuou como relator da matéria durante o mandato no Senado. Além disso, a esposa dele, Márcia Rollemberg, era a secretária de Cidadania, do Ministério da Cultura.

“Estou muito feliz de estar na condição de governador, porque esta é uma vocação de Brasília, de ser um grande centro de debates e encontro da brasilidade e de toda a diversidade que contribui para que o Brasil avance”, opinou Rollemberg.

O, Centro de Educação da Primeira Infância, inaugurado pelo governador, já está em funcionamento desde o dia 27 de março. A creche Jequitibá é a primeira instituição de ensino pública de Águas Claras e terá 112 vagas.

Entre os compromissos de hoje, está previsto um encontro com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), no canteiro de obras do consórcio Saneago/Caesb, que fica em Valparaíso. Os encontros com o tucano passaram a ser frequentes desde que Rollemberg foi eleito, em outubro do ano passado. A parceria é considerada estratégica para o desenvolvimento da Região Metropolitana.

Fonte:  Jornal de Brasília