17mar/170

Politica: Um grilo que combateu o mosquito

Devanir Gonçalves - popularmente conhecido por Grilo, se transformou no melhor administrador do governo Rollemberg após ter acabado com a crise de dengue que assolou a região antes de sua posse

A cidade de Brazlândia escreveu um capitulo importante nesse último ano. O administrador regional da cidade de Brazlândia, Devanir Gonçalves, virou noticia nacional depois de ver a cidade reduzir os números da dengue de forma significativa.

Antes de Devanir Gonçalves se transformar em administrador de Brazlândia, a dengue chegou a patamares assustadores e mais de 1300 pessoas foram infectadas pelo o mosquito Aedes Aegypti. E esse ano apenas um caso foi registrado.

Dentro do governo já existe orientação de membros do GDF orientando os demais gestores a ter uma conversa com o administrador de Brazlândia no sentido de aprenderem como se combate o famigerado Aedes Aegypti.

Parabéns ao administrador e todos aqueles que se dedicaram para essa conquista para a cidade.

fonte: Redação

 

17mar/170

Após chuva ‘destruidora’, GDF promete drenagem em Vicente Pires para outubro

 Em visita a Vicente Pires nesta sexta-feira (17), o governador Rodrigo Rollemberg prometeu que a contrução do sistema de drenagem e pavimentação da região está prevista para ficar pronta em outubro. A área foi atingida por uma chuva intensa que caiu no local na quinta (16) e acabou derrubando muros e arrastando móveis e veículos.

De forma emergencial, o GDF fará a limpeza de ruas, retiradas de entulhos e cobertura dos buracos deixados na pista. Os danos causados aos moradores serão analisados individualmente e, segundo Rollemberg, apenas as famílias carentes receberão recursos do governo.

"As obras estruturais, de drenagem já estão sendo feitas, mas vão ganhar um embalo apenas no período da seca, não podemos fazer esse tipo de obra no período de chuvas porque os danos poderiam ser maiores, quando acontecem chuvas como ontem", informou Rollemberg.

Governador Rodrigo Rollemberg vê área atingida por chuva em Vicente Pires (Foto: Graziele Frederico/G1)

Governador Rodrigo Rollemberg vê área atingida por chuva em Vicente Pires (Foto: Graziele Frederico/G1)

O presidente da associação de moradores, Gilberto Camargo, afirma que apesar do discurso do governador, as obras andam a "passo de tartaruga", tendo sido aprovadas ainda em 2014 mas sem efeitos para a população, três anos depois.

Outro problema apontado por Camargo é o fato de que os entulhos e o lixo carregado pelas chuvas vão "parar no Lago Paranoá". Sobre esse descarte no lago, onde agora o GDF está construindo a obra emergencial para captação de água, Rollemberg afirmou que o governo está fazendo o que é possível."Estamos construindo as lagoas de contenção para tentar deter esses dejetos, mas não podemos fazer essa drenagem antes do período da seca", declarou o governador.

Chuva provoca estragos em Vicente Pires

Destruição

Um bombeiro militar que mora na região, mas preferiu não se identificar, ficou com o muro da casa derrubado pela chuva. A casa dele também teve móveis destruídos pela água, que assustou a mulher e o filho dele, de 8 anos.

"Foi uma chuva de 30 minutos e no primeiro momento eu só pensei em proteger minha mulher que estava sendo arrastada pela enxurrada na área de serviço e deixar meu filho em algum lugar seguro", disse.

O militar contou que a moto e o carro acabaram arrastados pela água. Um deles foi parar na divisa do quintal do vizinho, destruindo um cômodo externo na garagem. No condomínio,foram três muros derrubados e um portão.

Na última casa atingida, dois idosos foram socorridos pelo sobrinho que teve que retirá-los pela janela. Segundo ele, a água dentro da residência chegou a altura de 50 cm e ele ficou preocupado em deixar os avós de 79 e 80 anos, no local, então conseguiu retirá-los por uma janela. Nesta sexta quatro familiares foram até a casa para tirar a lama e entulhos acumulados para que os moradores possam retornar.

O síndico de um dos condomínios da região, João Vilela, disse que em fase de racionamento é uma "pena" ver toda a água da chuva causando destruição. "Se as galerias estivessem prontas talvez houvesse um jeito de aproveitar essa água".

16mar/170

Questionamento sobre OSs levou GDF a propor Base como instituto, diz secretário

Servidores que trabalham atualmente na instituição poderão optar por permanecer no hospital, declara gestor. Ao G1, Humberto Fonseca reafirma que não haverá cortes nem redução de direitos

Entrada do Pronto-Socorro do Hospital de Base (Foto: Luiza Garonce/G1)

Entrada do Pronto-Socorro do Hospital de Base (Foto: Luiza Garonce/G1)

A ideia de transformar o Hospital de Base de Brasília em um instituto surgiu porque o modelo de Organização Social (OS) ainda é questionado por órgãos de fiscalização, afirmou ao G1 o secretário de Saúde, Humberto Fonseca. Outro motivo é descentralizar a gestão do hospital, que poderá contratar funcionários com salários reduzidos. O projeto deve ser apreciado pela Câmara Legislativa, sem prazo para acontecer.

“A questão [das OSs] com o Tribunal de Contas não foi liberada. Agora apresentamos então um modelo diferente, que se rege por princípios privados.”

Segundo Fonseca, os dois modelos se diferenciam, basicamente porque no caso de uma OS, a parceria do governo é estabelecida com uma instituição privada sem fins lucrativos.

Já no caso do instituto proposto para o Hospital de Base, “é um braço do Estado e se rege por regras diferentes da administração, mas de qualquer forma é o Estado agindo na prestação da assistência, não há parceria com instituições privadas”.

O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, conversa com governador Rodrigo Rollemberg (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, conversa com governador Rodrigo Rollemberg (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Mão de obra

Com relação aos servidores que trabalham atualmente na instituição, a secretaria garante que todos poderão manter suas funções no hospital, mas terão que se adaptar a uma “grande mudança no sistema de administração”.

“Não vejo por que os servidores irão querer sair. Eles terão seus direitos mantidos, a secretaria continuará pagando os salários e poderão trabalhar em um hospital melhor.”

Caso os funcionários escolham deixar o hospital de base depois da implantação do projeto, eles poderão ser realocados para outras unidades de saúde do DF.

Questionado sobre uma ociosidade da mão de obra da secretaria, Fonseca afirmou que a secretaria tem a prerrogativa de determinar as políticas públicas, e os servidores, a obrigação de exercer as funções estipuladas pelo cargo.

“Quando nós dizemos que o servidor tem a opção de ficar, é um respeito que temos por eles, agora o estabelecimento das políticas de Saúde é competência da secretaria. se ele não quiser se adaptar, essa é a política pública e ele pode ser aproveitado em outro lugar."

"Como servidor público, ele tem a obrigação de exercer todas as funções de seu cargo. O que não podemos é deixar uma mão de obra ociosa, fora do sistema adotado pela política pública, desperdiçando um recurso humano importante e bem remunerado, como é o caso dos servidores da Secretaria de Saúde", continuou Fonseca.

Sede da Secretaria de Saúde do DF no fim da Asa Norte (Foto: Graziele Frederico/G1)

Sede da Secretaria de Saúde do DF no fim da Asa Norte (Foto: Graziele Frederico/G1)

Discussão

As mudanças no Hospital de Base foram discutidas, de acordo com o secretário, com o Conselho Nacional de Saúde – que tem representantes dos sindicatos dos trabalhadores ligados à Saúde. Ainda assim, ele disse que as medidas não foram debatidas diretamente com os servidores.

“Nós discutimos em todos os níveis de gestão e pretendemos agora falar com os servidores para esclarecer, porque a falta de informação leva a uma falta de apoio ao modelo.”

Fonseca reconheceu que caso a adesão dos servidores ao novo modelo for menor do que o esperado, a secretaria terá mais dificuldades para implantação do instituto.

“Se a gente tiver uma adesão alta não teremos muitos problemas. Caso contrário, vamos precisar contratar e vamos precisar da autorização da governança. São eles que, com a equipe econômica, irão dizer de onde a gente vai conseguir tirar esse orçamento.”

Lei de Responsabilidade Fiscal

De acordo com o secretário, a questão jurídica para o instituto não está “fechada, decidida”. Segundo ele, se for obrigatória a inclusão dos gastos com contratação do hospital na Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo terá que avaliar qual despesa será cortada para a liberação de recursos a fim de contratatar funcionários para o instituto.

“Podemos tirar de vários lugares, mas o gasto com pessoal também tende a diminuir porque há uma disposição no projeto que diz que temos que pagar salários com base em uma avaliação de mercado. Então teremos a oportunidade de substituir os servidores que não quiserem permanecer no hospital por trabalhadores que tem custo menor. Isso pode dar uma eficiência orçamentária a longo prazo”, disse.

O gestor afirmou que o modelo do instituto tem o aval do Supremo Tribunal Federal. Ele citou uma decisão de 2008 que julgou o caso do instituto Paraná Educação e usou como exemplo as escolhas de gestão feitas pelo hospital Sarah Kubistchek. Para o secretário, é o “grande exemplo de serviço social”.

A opção para contratação de Organizações Sociais na gestão da Saúde pública do DF não foi eliminada, segundo Fonseca. Ele afirmou que o governo ainda acredita que as OSs são um bom modelo e que os projetos para contratação das organizações para gestão das UPAs estão em análise na Câmara Legislativa.

A apreciação ainda deve passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Orçamento, Educação e Saúde e Assuntos Sociais. “Acreditamos que é um bom projeto e permite que façamos a agilidade necessária para dar as respostas que a Saúde do DF precisa.”

Fraudes em atestados

Carro da Polícia Civil em frente ao Hospital de Base em operação nesta quarta-feira (15) (Foto: Robson Coutinho/TV Globo)

Carro da Polícia Civil em frente ao Hospital de Base em operação nesta quarta-feira (15) (Foto: Robson Coutinho/TV Globo)

O Ministério Público do Distrito Federal e a Polícia Civil deflaglaram na quarta-feira (15) a Operação Hígia, que identificou médicos do Hospital de Base que chegaram a receber até R$ 15 mil, por mês, em horas extras indevidas. Segundo o inquérito, os profissionais contabilizavam, mensalmente, cerca de 135 horas a mais de serviço – carga acima da autorizada pela Secretaria de Saúde.

16mar/170

STF vai decidir se inclui escutas da Drácon na denúncia

STF vai decidir se inclui escutas da Drácon na denúncia

Justiça do DF nega liberação de gravações//NelsonJr./STF

Por Ana Maria Campos-Correio Braziliense

Está nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido dos deputados Celina Leão (PPS) e Cristiano Araújo (PSD), por meio de Reclamação, para inclusão das escutas ambientais nos autos da denúncia da Operação Drácon. O processo está concluso para a decisão do magistrado.

Justiça do DF nega liberação de gravações

Relator da denúncia da Operação Drácon, o desembargador José Divino, do Tribunal de Justiça do DF, negou por ora a liberação das gravações feitas com escuta ambiental nos gabinetes dos deputados Celina Leão (PPS), Júlio César (PRB) e Cristiano Araújo (PSD). O pedido foi feito pelo presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), na semana passada. “Os áudios de captação ambiental se encontram na Polícia Civil para degravação, daí porque ainda não se tratam de elemento incorporado nos autos”, justificou o magistrado.

Ameaças

Entre os documentos apreendidos no gabinete do deputado Raimundo Ribeiro (PPS) na primeira etapa da Operação Drácon, há um envelope com o registro “ameaças”.

16mar/170

Filipelli e Magela na lista da Odebrecht

Informações CB Poder 

A lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com pedido de remessa de parte das delações de executivos da Odebrecht para os estados, inclui pelo menos mais dois políticos do Distrito Federal. Segundo o Correio apurou, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), hoje assessor especial do presidente Michel Temer, e o ex-deputado Geraldo Magela (PT) estão citados nas delações.

Filippelli aparece em trechos sobre a obra do Centro Administrativo de Taguatinga (Centrad) e Magela na PPP para implantação do empreendimento habitacional Jardins Mangueiral. O conteúdo das referências ainda está sob sigilo. Janot pediu a quebra do segredo de justiça ao relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

Em mais de 200 petições, Janot pede que essas menções a políticos sem foro no STF sejam investigadas nos estados e no DF. Como o Correio revelou, os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), o ex-senador Gim Argello (sem partido) e o deputado distrital Robério Negreiros (PSDB) também são citados e devem ser investigados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

16mar/170

LULA ESTÁ SUJEITO A PENA MÍNIMA DE 31 ANOS

SITUAÇÃO DE LULA É COMPLICADA E A CHANCE DE CONDENAÇÃO É GRANDE

16mar/170

Deputados obstruem a pauta e não votam projetos do GDF

Em apoio a policiais civis que pedem reajuste salarial de 37%, os deputados distritais estão com a pauta obstruída na Câmara Legislativa. Os parlamentares afirmam que não votarão projetos de Executivo enquanto o Governo do Distrito Federal (GDF) não negociar com a categoria.

A obstrução começou na sessão de terça-feira (13/3), quando, pressionados por policiais civis que ocupavam a galeria da Casa, deputados do PMDB, Liliane Roriz (PTB) e Wasny de Roure (PT) declararam que não votariam qualquer projeto de autoria do Buriti. Em seguida, o bloco dos distritais da Rede e do PDT também aderiram à obstrução. Com isso, os distritais fizeram apenas discursos.

Nesta quarta (15), a situação se repetiu. Os distritais usaram o tempo de discursos para criticar o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e a Reforma da Previdência. Em seguida, aprovaram apenas projetos de autoria dos distritais.

O GDF marcou uma reunião com os policiais civis para a manhã desta quinta (16). Se não conseguir derrubar a obstrução, o governo não conseguirá aprovar projetos que estão na Casa prontos para votação, como aprovação de créditos para a Secretaria de Cidades. fonte: Metropoles.

15mar/170

BOTECO DO RISO

Nesta quinta (16/3), no Boteco do Riso do projeto Venâncio Cultural do Venâncio Shopping, Fimosinho recebe Superfantástico Raphael da Mata

Ele é alcoólatra, fumante e detesta crianças. Mas, quando ouve a chamada “Gravando...”, vira o apresentador de programa infantil Fimosinho, melhor amigo dos baixinhos do Brasil. Este é o personagem que o humorista Ribamar Araújo encarna nesta quinta (16/3), às 18h30, no Boteco do Riso do projeto Venâncio Cultural, apresentado no Piso P2 do Venâncio Shopping. Fimosinho também recebe, como convidado especial, o humorista Raphael da Mata, da Cia de Comédia Os Fantásticos. A apresentação “Fimosinho” tem entrada franca e classificação indicativa livre.

Ator, diretor e escritor, Ribamar Araújo ficou ainda mais conhecido no ano passado, quando participou do Prêmio Multishow de Humor. Começou no teatro na década de 1990, ao lado de artistas renomados, local e nacionalmente, como Cláudio Falcão, Adriana Nunes, Alexandre Ribondi e Camila Pitanga. Em 1997, estreou “Eu venci vendendo dindim!”, um dos seus grandes sucessos. De 1999 a 2010, trabalhou no programa “SBT Alternativo”. Em 2011, com os atores Madelon Cabral e Rudney Silveira, arrancou aplausos e muitas gargalhadas com a comédia “É ruim, mas é bom”, um sucesso de bilheteria. Em 2012, participou do curta-metragem “Bibinha” e também foi apresentador do programa “Caixote”, da TV Câmara. Em 2013, apresentou, ao lado de Carlos Anchieta, Cláudio Falcão e Madelon Cabral, o espetáculo “Noistudim”. Atualmente, é também produtor do espetáculo cênico-musical “Noite Brega”, sucesso de público há cinco anos, e apresentador do “Jogo de Cena”, no Centro Cultural da Caixa.

SERVIÇO
Boteco do Riso – “Fimosinho” – Ribamar Araújo recebe Raphael da Mata, de Os Fantásticos
Data:
quinta (16/3)
Horário: 18h30
Entrada: gratuita
Local: Venâncio Shopping, Espaço Cultural do Piso P2 - SCS Quadra 8
Informações: (61) 3208-2000

Informações para a imprensa – Célia Curto (99298-4309 e curtocelia@gmail.com

15mar/170

Agnelo, Arruda, Gim Argello e Robério Negreiros figuram na lista que Janot enviou ao STF

Agnelo, Arruda, Gim Argello e Robério Negreiros figuram na lista que Janot enviou ao STF

Dois empreendimentos estão no olho do furacão: o Centro Administrativo do DF e o estádio Nacional Mané Garrincha. Por Ana Maria Campos-Correio Braziliense/Foto: Lula Marques/ Fotos Públicas - 15/03/2017

Políticos do DF na lista de Janot

A nova lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atinge nomes de expressão na política do DF. Os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), que já respondem a várias ações por outras denúncias, foram citados nas delações dos executivos da Odebrecht colhidas pela força-tarefa da Lava-Jato e deverão ser investigados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Eles estão listados entre os 211 pedidos de remessa dos casos para a Justiça nos estados por se tratarem de políticos que não têm foro no Supremo Tribunal Federal (STF). Preso em Curitiba, o ex-senador Gim Argello também é citado.

O relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin, deverá remeter essas petições ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal que, por sua vez, deverá encaminhar a promotores do DF. Entre os citados, está também um deputado distrital: Robério Negreiros (PSDB). O contexto dessas citações ainda está sob sigilo, mas Janot pediu a quebra do segredo de justiça. Outros políticos do DF também foram listados e devem aparecer na terceira lista de Janot sobre obras da Andrade Gutierrez. Dois empreendimentos estão no olho do furacão: o Centro Administrativo do DF e o estádio Nacional Mané Garrincha.fonte: blogdosombra.

15mar/170

DF consegue R$ 55 milhões da União para captar água no Lago Paranoá, diz Buriti

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou nesta terça-feira (14) que recebeu "sinal verde" da União para tocar o projeto emergencial de captação de água no Lago Paranoá. Isso significa que o Ministério da Integração Nacional aprovou o repasse de R$ 55 milhões para as obras, que devem durar seis meses.

"[A obra] Atenua o problema. O tamanho, nós só vamos saber quando terminar a temporada de chuvas. A situação é grave, mas esses 700 litros por segundo vão ajudar a enfrentar a crise", declarou Rollemberg. Segundo o Buriti, o acordo será assinado em cerimônia nesta quarta (15), no Palácio do Planalto.

Ao G1, o Ministério da Integração Nacional informou que o projeto continuava em análise na Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada à pasta, até as 18h desta terça. Segundo o ministério, a decisão não estava tomada, mas "podia sair a qualquer momento".

Governador Rodrigo Rollemberg e ministro da Integração, Helder Barbalho, em reunião sobre crise hídrica do DF (Foto: André Borges/GDF/Divulgação)

Segundo Rollemberg, qualquer valor acima dos R$ 55 milhões que tiver de ser empregado nas obras será custeado pelo governo. O projeto emergencial prevê a retirada de até 700 litros de água por segundo e vai reforçar o abastecimento na capital, que atualmente passa por racionamento.

No início de fevereiro, o governo federal reconheceu a situação de emergência por conta da crise hídrica decretada pelo GDF em 25 de janeiro. A medida facilita a liberação de dinheiro da União para obras que ajudem a melhorar o abastecimento de água na capital.

"Se os R$ 50 milhões estiverem enquadrados na condição de emergência, na condição peculiar em que está vivendo o Distrito Federal, não haverá qualquer dificuldade na liberação destes recursos", afirmou o ministro Helder Barbalho, à época da apresentação da proposta.

15mar/170

Operação apura fraudes de médicos em UTI do Hospital de Base de Brasília

Carro da Polícia Civil em frente ao Hospital de Base em operação nesta quarta-feira (15) (Foto: Robson Coutinho/TV Globo)

Carro da Polícia Civil em frente ao Hospital de Base em operação nesta quarta-feira (15) (Foto: Robson Coutinho/TV Globo)

O Ministério Público e a Polícia Civil iniciaram nesta quarta-feira (15) uma operação que apura fraudes na gestão de UTI para adultos do Hospital de Base de Brasília. As investigações apontam para irregularidades no registro de frequência e em atestados médicos na unidade. Ao todo, a Justiça expediu mandados de condução coercitiva (quando o alvo é levado obrigado a depor) para 13 médicos e 3 servidores da UTI.

Segundo a Promotoria de Defesa da Saúde, a suspeita é de que médicos tenham burlado a escala de serviço da UTI adulto, com horas extras lançadas não realizadas, gerando horas de trabalho semanal incompatível. O MP também diz ver indícios de falsificação de documentos para justificar abonos concedidos.

A suspeita é de crimes de peculato, estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informática. Entre os alvos estão uma ex-chefe da UTI e um ex-diretor.

Policiais apreendem documentos no Hospital de Base e colocam em carro da corporação (Foto: Robson Coutinho/TV Globo)

Policiais apreendem documentos no Hospital de Base e colocam em carro da corporação (Foto: Robson Coutinho/TV Globo)

Ao G1, o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, disse que a pasta vai investigar o suposto envolvimento de servidores e que não vai tolerar nenhum tipo de fraude ou desvio. "A secretaria tem um ponto eletrônico na maioria das suas unidades. Todos os hospitais têm. Nós vamos expandir para todas as unidades básicas. Estamos fazendo uma licitação para compra dos coletores e controle do sistema", disse.

"A nossa Corregedoria está trabalhando em conjunto com o MP para avaliar esses atestados graciosos. A maioria deles não são fraudados. A maioria está doente e precisa realmente cuidar da saúde. Mas existe sim uma quantidade de atestados graciosos que precisam ser combatidos."

Batizada de Hígia, a operação faz referência à deusa grega da saúde e da limpeza. Ela é associada à prevenção de doenças e a continuação da boa saúde.

14mar/170

Eleição do Sinpol corre o risco de ser anulada

Por Elton Santos/Guardian DF

Uma das eleições mais importantes de sindicatos no Distrito Federal corre sério risco de ser anulada. Ocorrido na última terça-feira, 7, o pleito que reelegeu a chapa de Rodrigo Franco (Gaúcho) para comandar o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) no próximo triênio está enquadro em pelo menos uma irregularidade, segundo o próprio estatuto da entidade.

O problema está no parágrafo 1º do artigo 95 do estatuto. Nele consta que “se nenhuma chapa alcançar a maioria absoluta em primeiro turno, far-se-á nova eleição entre o décimo e o vigésimo dia após a homologação do resultado, concorrendo as duas chapas mais votadas e considerando-se eleita que obtiver a maioria dos votos válidos”.

No caso, a maioria absoluta significa 50% mais 1 de todos os eleitores aptos a votar, que segundo o sindicato, são 5.823 mil agentes da Polícia Civil. Levando essa configuração em consideração, uma chapa só sairia vencedora no primeiro turno se ela conseguisse 2.912 votos, o que não aconteceu.

Para entender melhor, vale se embasar no que ensina o Direito. A maioria absoluta é um número fixo, que corresponde a mais da metade do total de membros de determinada assembleia. Ela não varia, independentemente de quantos membros estejam presentes no dia da votação.

No final da apuração, a chapa 30, que venceu teoricamente a eleição, recebeu 1.561 votos, dos 3.121 válidos.

A contradição da regra com a realidade foi constatada na promulgação do resultado pela própria Comissão Eleitoral para as eleições no Sinpol. “Resultado da apuração: Chapa 30 eleita em 1º turno com 50% +1 dos votos válidos e CHAPA 89 eleita por maioria simples de votos”, consta da divulgação.

Nos bastidores já se espera algumas ações na justiça para que se impugne a eleição.

Rodrigo Franco usou as regras para se defender. “O estatuto estabelece que para vencer em 1º ou 2º turno é preciso ter alcançado o percentual de 50% mais 1 dos votantes Esse número foi alcançado em 1º turno, conforme a decisão da comissão eleitoral, que é a responsável pela eleição. Quanto a recursos ou ações judiciais, é um direito de qualquer pessoa procurar a justiça. Estamos focados agora nas pautas de interesse da categoria, como a manutenção de nossa paridade, reforma da previdência e condições de trabalho”, se limitou a dizer à reportagem.

Importante
O Sinpol é conhecido por ter uma grande influência política, sobretudo na Câmara Legislativa. O atual parlamentar representante da categoria é Wellington Luiz (PMDB). Mas na Casa, há também a força de Cláudio Abrantes (Rede) para os pleitos da categoria.