26nov/140

Blogueiros unidos

A Capital da Republica desperta por si só o interesse e a necessidade da informação política.

Pensando em unir forças e defender a liberdade de epressão, um grupo de 19 blogueiros de política do Distrito Federal fundou a Associação Brasiliense dos Blogueiros de Política (ABBP).

A nova entidade será presidida pelo cientista político e professor Francisco Paula Lima Jnior, tendo como vice-presidente o ornalista Odir Ribeiro.

Compõem ainda a diretoria: Antônio Carvalho Duarte, secretário, Kleber Luiz da Silva, diretor administrativo, Rodrigo Mercucio, tesoureiro, e Sandro Gianelli, diretor de relações institucionais. A Câmara Legislativa fará sessão solene de lançamento da ABBP no dia 9 de dezembro, ás 19h.

Para o presidente, a associação veio para valorizar, unir e ualificar mais ainda o árduo trabalho desses profissionais ue são cada vez mais importantes no ornalismo político.

 

 

 

Fonte: Jornal Alô

26nov/140

Made in Minas

No sindicato dos professores do DF, um total alvoroço. Não gostaram da ideia de terem um secretário da Educação vindo de Minas Gerais. O secretário Made in Minas será nomeado pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg.

Fonte: blogdoodir

25nov/140

Bastidores: nem Frejat queria

Divulgação

Divulgação

A proposta mirabolante da tarifa Frejat vinha sendo pensada pelo o ex- governador José Roberto Arruda há mais de um ano antes das eleições. Claro que naquele momento seria tarifa Arruda.

Com as decisões desfavoráveis a sua manutenção na disputa pelo o comando do Buriti, o ex- governador decidiu que a sua proposta levaria o nome de tarifa Frejat á R$1,00.

Durante o processo eleitoral Arruda vinha dando pistas que teria uma bomba a ser anunciada que poderia garantir a vitória de Frejat. A grande maioria acreditava que seria contra a imagem do governador eleitor Rodrigo Rollemberg;" Eu acreditei que de fato a bomba existia. Mas não imaginava que seria algo como a tarifa Frejat", declarou um aliado de primeira hora de Arruda.

A missão de Arruda foi positiva eleitoralmente. Mas no primeiro momento o ex- governador  teve dificuldades para convencer o candidato á época Frejat de tal medida;" O Arruda foi a casa do Frejat para falar sobre a tarifa de R$1,00. Mas ele não se convenceu da ideia quando Arruda falou. Ele não queria que a proposta virasse tarifa Frejat. Mas ao final da conversa viu que seria a única ideia de impacto naquele momento e aceitou.", declarou um observador da conversa e aliado de Frejat.

fonte: Redação 

25nov/140

Base governista aprova calote da presidente Dilma

Carlos Sampaio exigiu o direito de falar e criticou a tentativa autoritária de alterar a legislação. Foto: Alexssandro Loyola/

 Sob os gritos de “vergonha” de populares e protestos da oposição, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou, na noite desta segunda-feira (24), por 23 votos a seis, o texto-base do projeto do governo que acaba com a meta de superávit primário – economia para pagar juros da dívida – deste ano. Além disso, os governistas rejeitaram todos os 39 destaques apresentados à matéria, que segue nesta terça-feira (25) para o plenário do Congresso.

Batizado de “calote da Dilma” pelo líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), o PLN 36/14 autoriza um abatimento sem limite da meta de resultado primário do ano, que é de R$ 116,1 bilhões, para o governo federal. Com isso, mesmo que feche as contas com déficit, o governo federal não terá descumprido a meta definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A reunião, que começou por volta das 20h30, foi marcada pelas contínuas tentativas da oposição de aprofundar o debate sobre o projeto. No entanto, ela foi vencida pela supremacia governista, que apelou a todo tipo de estratégia para atropelar a minoria. “Há um mensalão velado aqui dentro. Saio indignado daqui. Muitos que votaram sim vão sair de cabeça baixa”, protestou o deputado Nilson Leitão (MT). A guerra, acrescentou o deputado Izalci (DF), não está perdida. O parlamentar conclamou a população para acompanhar a votação da matéria nesta terça-feira (25), a partir das 15h, no plenário do Congresso. “Tenho certeza de que o Brasil está atento. Venham para o Congresso.”

Durante as discussões, Leitão lembrou que Dilma responderia criminalmente se fosse governadora ou prefeita e descumprisse a Lei de Responsabilidade Fiscal, como tenta fazer à frente da Presidência da República. “O que nos deixa estarrecidos é ela (Dilma) dizer que o Brasil vai bem. As metas fiscais estão deficitárias, a dívida interna cresceu, a inflação subiu, o PIB está em frangalhos e a miséria do Brasil aumentou”, afirmou o tucano.

Segundo o deputado Carlos Sampaio (SP), a presidente e sua base apelaram para a pior espécie de autoritarismo ao tentarem mudar a legislação. “Num governo sério e democrático, o governante se submete às leis e não modifica as leis”, enfatizou o parlamentar, que condenou a tática adotada pela presidente para obter a anistia fiscal.

PALAVRAS DE ORDEM

Do lado de fora da reunião, grupos gritavam palavras de ordem e dirigiam críticas ao projeto e ao governo petista. Além disso, reivindicavam o direito de acompanharem a sessão da CMO. Questionado pela oposição sobre a exigência dos populares, o presidente do colegiado, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), se esquivou e atribuiu ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a decisão de restringir o acesso à reunião. “O Partido dos Trabalhadores, que sempre lutou para que a população participasse dos debates, inviabiliza isso neste momento”, criticou Izalci.

Sampaio alertou que o presidente da comissão ainda impediu a entrada de aproximadamente 60 manifestantes nas dependências da Câmara. “É uma vergonha nacional. Trancaram as portas da Casa numa segunda-feira à noite por conta de uma manifestação contra a Dilma”, disse o tucano. “Ninguém pode entrar aqui hoje. Vamos denunciar para o Brasil inteiro saber”, acrescentou.

ESTRATÉGIA DUVIDOSA

Na terça-feira da semana passada, a proposta chegou a ser aprovada numa sessão da CMO marcada por contínuas manobras de governistas para fazer valer a vontade do Palácio do Planalto. Ameaçados pela oposição, que prometia entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para invalidar a decisão, os governistas optaram por refazer a votação na quarta-feira. Eles, no entanto, esbarraram na ausência dos demais integrantes da base aliada e não conseguiram antecipar para aquele dia a nova apreciação do projeto.

CHANTAGEM

Além de liberar seus parlamentares para atropelarem o regimento do Congresso, o governo de Dilma Rousseff tem usado outros expedientes condenáveis para garantir a aprovação do calote. Em carta divulgada na quinta-feira (20), Imbassahy e o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), repudiaram a pressão exercida pelos ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Paulo Sérgio Passos (Transportes) sobre as empreiteiras que têm valores a receber do governo para que conseguissem apoio no Congresso a favor das mudanças na LDO.  (Por Luciana Bezerra

fonte: blogdocallado

 

25nov/140

Indignados

Divulgação

Divulgação

Deputados distritais eleitos e reeleitos publicamente não dizem, mas reservadamente já não conseguem esconder uma certa decepção com o governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB).  É exatamente por isso que eles tem feito várias reuniões em diferentes  grupos. Se Rollemberg não abrir o olho, pode dar zebra e um adversário político poderá ser o novo presidente da Câmara Legislativa.

Os distritais querem começar o ano com tudo resolvido, ou seja: os espaços no governo socialista já definidos, sem adiamentos de conversas ou compromissos. Até agora, segundo relatos de distritais ouvidos pelo blog, muita conversa e pouca decisão.

Fonte: Donny Silva

25nov/140

Politica: Juarezão será chamado por Rollemberg

JUAREZÃO DE AZUL

O governador eleito Rodrigo Rollemberg já iniciou a rodada de bate papo com a sua futura base aliada na Câmara Legislativa.

Os encontros vem sendo realizado em seu gabinete no Senado Federal e a relação dos convidados foi feito de próprio punho pelo o futuro comandante do Buriti.

O distrital Juarezão deverá ser chamado até o inicio da semana que vem para ser ouvido. Na pasta de Juarezão para o encontro já está pronto a lista de reivindicações. Entre elas estão o comando da administração regional de Brazlândia e alguns cargos em empresas públicas do GDF.

fonte: Redação 

24nov/140

Começa segunda etapa da vacinação contra raiva no DF

Serviço é reforço da imunização, que teve adesão baixa neste ano. Doença não tem cura e é transmitida pela saliva ou baba

Crianças levam cachorro para receber vacina contra raiva no DF (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr)

Crianças levam cachorro para receber vacina contra raiva no DF (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Do G1 DF

Começa nesta segunda-feira (24) a 2ª etapa da campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos no Distrito Federal. O serviço é um reforço da imunização, que, segundo a Secretaria de Saúde, teve baixa cobertura ao longo do ano. Donos de cães e gatos que não receberam as doses e que têm mais de três meses de idade devem procurar um dos postos (veja endereços).

A meta é atingir pelo menos 70% dos animais. O gerente de Vigilância Ambiental de Zoonose, Jadir Costa Filho, explica a ação. “Nós queremos aumentar a cobertura vacinal através dos núcleos regionais. Assim vamos realizar esse reforço para buscar isolar essa doença ainda mais”.

A raiva é uma doença sem cura que afeta o homem, com transmissão feita pela saliva ou baba dos animais contaminados. Os animais que estão mais expostos à doença são mamíferos, como cães, gatos e morcegos. Animais domésticos de produção, como boi, cavalo e porco, também estão sujeitos à doença. A vacina é a única forma de prevenção.

O DF não registra desde 1979 casos de raiva em humanos. Em 2001 foi o ano do último registro da doença em cães e gastos. Em 2013, foram confirmados dois casos no DF, um em bovino e outro em morcego.

24nov/140

E-mails provam que Lula e Dilma poderiam ter interrompido o propinoduto

Robson Bonin e Hugo Marques, Veja

Antes de se revelar o pivô do petrolão, o maior escândalo de corrupção da história contemporânea brasileira, o engenheiro Paulo Roberto Costa era conhecido por uma característica marcante. Ele era controlador e centralizador compulsivo. À frente da diretoria de Abastecimento e Refino da Petrobras, nenhum negócio prosperava sem seu aval e supervisão direta. Como diz o ditado popular, ele parecia ser o dono dos bois, tamanha a dedicação. De certa forma, era o dono — ou, mais exatamente, um dos donos —, pois já se comprometeu a devolver aos cofres públicos 23 milhões de dólares dos não se sabe quantos milhões que enfiou no próprio bolso como o operador da rede de crimes que está sendo desvendada pela Operação Lava-Jato. Foi com a atenção aguçada de quem cuida dos próprios interesses e dos seus sócios que, em 29 de setembro de 2009, Paulo Roberto Costa decidiu agir para impedir que secassem as principais fontes de dinheiro do esquema que ele comandava na Petrobras. Costa sentou-se diante de seu computador no 19º andar da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, abriu o programa de e-mail e pôs-se a compor uma mensagem que começava assim:

“Senhora ministra Dilma Vana Rousseff…”.

O que se segue não teria nenhum significado mais profundo caso fosse rotina um diretor da Petrobras se reportar à ministra-chefe da Casa Civil sobre assuntos da empresa. Não é rotina. Foi uma atitude inusitada. Uma ousadia. Paulo Roberto Costa tomou a liberdade de passar por cima de toda a hierarquia da Petrobras para advertir o Palácio do Planalto que, por ter encontrado irregularidades pelo terceiro ano consecutivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado ao Congresso a imediata paralisação de três grandes obras da estatal — a construção e a modernização das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e do terminal do Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo. Assim, como quem não quer nada, mas querendo, Paulo Roberto Costa, na mensagem à senhora ministra Dilma Vana Rousseff, lembra que no ano de 2007 houve solução política para contornar as decisões do TCU e da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Também não haveria por que levantar suspeitas se o ousado diretor da Petrobras que mandou mensagem para a então ministra Dilma Rousseff fosse um daqueles barnabés convictos, um “caxias”, como se dizia antes nas escolas e no Exército de alguém disposto a arriscar a própria pele em benefício da pátria. Em absoluto, não foi o caso. Paulo Roberto Costa, conforme ele mesmo confessou à Justiça, foi colocado na Petrobras em 2004, portanto cinco anos antes de mandar a mensagem para Dilma, com o objetivo de montar um esquema de desvio de dinheiro para políticos dos partidos de sustentação do governo do PT. Ele estava ansioso e preo­cupado com a possibilidade de o dinheiro sujo parar de jorrar. É crível imaginar que em 29 de setembro de 2009 Paulo Roberto Costa, em uma transformação kafkiana às avessas, acordou um servidor impecável disposto a impedir a paralisação de obras cruciais para o progresso da nação brasileira? É verdade que às vezes a vida imita a arte, mas também não estamos diante de um caso de conversão de um corrupto em um homem honesto da noite para o dia.

 Planalto contesta reportagem da Veja

NOTA À IMPRENSA A reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos. Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma. As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Aos fatos:

Em 6 de novembro de 2014, Veja procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informando que iria publicar notícia, “baseada em provas factuais”, de que a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu mensagem eletrônica do senhor Paulo Roberto Costa, então diretor da Petrobras, sobre irregularidades detectadas em 2009 pelo Tribunal de Contas da União nas obras da refinaria Abreu e Lima. O repórter indagava que medidas e providências foram adotadas diante do acórdão do TCU. A revista não enviou cópia do e-mail.

No dia 7 de novembro, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República encaminhou a seguinte nota para a revista:

“Em 2009, a Casa Civil era responsável pela coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, relatórios e acórdãos do TCU relativos às obras deste programa eram sistematicamente enviados pelo próprio tribunal para conhecimento da Casa Civil.

Após receber do Congresso Nacional (em agosto de 2009), do TCU (em 29 de setembro de 2009) e da Petrobras (em 29 de setembro de 2009), as informações sobre eventuais problemas nas obras da refinaria Abreu e Lima, a Casa Civil tomou as seguintes medidas:

a. Encaminhamento da matéria à Controladoria Geral da União, em setembro de 2009, para as providências cabíveis; b. Determinação para que o grupo de acompanhamento do PAC procedesse ao exame do relatório, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras;

c. Participação em reunião de trabalho entre representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento, Petrobras e MME, após a inclusão da determinação de suspensão das obras da refinaria Abreu e Lima no Orçamento de 2010, aprovado pelo Congresso.

Nesta reunião, realizada em 20 de janeiro de 2010, “houve consenso sobre a viabilidade da regularização das pendências identificadas pelo TCU” nas obras da refinaria Abreu e Lima (conforme razões de veto de 26 de janeiro de 2009). Foi decidido, também, o acompanhamento da solução destas pendências, por meio de reuniões regulares entre o MME, o TCU e a Petrobras.

A partir daí, o Presidente da República decidiu pelo veto da proposta de paralisação da obra, com base nos seguintes elementos: 1) a avaliação de que as pendências levantados pelo TCU seriam regularizáveis;

2) as informações prestadas em nota técnica do MME que evidencia os prejuízos decorrentes da paralisação; e 3) o pedido formal de veto por parte do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Este veto foi apreciado pelo Congresso Nacional, sendo mantido.

A partir de 2011, o Congresso Nacional, reconhecendo os avanços no trabalho conjunto entre MME, Petrobras e TCU, não incluiu as obras da refinaria Abreu e Lima no conjunto daquelas que deveriam ser paralisadas.

E a partir de 2013, tendo em vista as providências tomadas pela Petrobras, o TCU modificou o seu posicionamento sobre a necessidade de paralisação das obras da refinaria Abreu e Lima”.

A inconsistência da reportagem de Veja é evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram repassadas ao órgão competente, a CGU.

Como fica evidente na nota, representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Petrobras e do Ministério de Minas e Energia discutiram a solução das pendências e, posteriormente, o Congresso Nacional concordou com o prosseguimento das obras na refinaria. Mais uma vez, Veja desinforma seus leitores e tenta manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez, irá fracassar.

 

SECRETARIA DE IMPRENSA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

 

24nov/140

Cruzeiro conquista tetra com campanha incontestável

O Cruzeiro é o melhor time do Brasil pelo segundo ano consecutivo. O período de hegemonia da Raposa no futebol brasileiro começou com a contratação de Marcelo Oliveira, técnico que mostrou serviço no Coritiba, mas chegou a Belo Horizonte-MG sob forte desconfiança da torcida. Hoje o treinador se tornou um dos ídolos do time, atingindo o auge da carreira com o título de 2014, conquistado dentro do Mineirão.

O treinador com passado no arquirrival Atlético-MG provou ser profissional, e indicou contratações que encaixaram como uma luva no Cruzeiro. Essa é a receita de sucesso do tetracampeonato, que foi conquistado com bastante folga em cima da concorrência. Prova disso, é que os cruzeirenses assumiram a liderança do Brasileiro na sexta rodada e não perderam mais a ponta da competição.

Restam ainda duas rodadas para o fim do Brasileiro, mas, assim como fez em 2013, o Cruzeiro confirmou o título de forma antecipada, mais uma prova da força da Raposa. Dono do melhor ataque do campeonato, a equipe celeste ficou com a taça mostrando um futebol envolvente, que foi atrapalhado pelo desgaste do excesso de jogos, mas o melhor time do Brasil superou o cansaço e foi novamente coroado com a taça.

O título de 2014 é o quarto dos celestes, campeões em 1966, 2003, ano da Tríplice Coroa com o time comandando pelo craque Alex e a última conquista foi a da temporada passada. Em 2014, os grandes destaques da equipe são: os armadores Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, que foram, inclusive, lembrados para a Seleção Brasileira. O goleiro e capitão Fábio também foi peça fundamental no tetracampeonato.

O time base do Cruzeiro campeão de 2014 foi o seguinte: Fábio; Ceará, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno. Jogadores como o jovem Mayke e os atacantes Marquinhos e Alisson também podem ser considerados titulares já que houve uma espécie de revazamento na equipe, por ordem tática ou por lesão.

Campanha Brasileirão 2014: Os números do Cruzeiro no Brasileiro não deixam dúvidas sobre o mérito da Raposa para levantar a taça. Em 36 jogos, a equipe comandada por Marcelo Oliveira venceu 23 partidas, empatou em sete oportunidades e perdeu apenas seis vezes, somando incríveis 76 pontos, faltando ainda dois jogos para o fim da competição.

Um dos trunfos da equipe mineira para não dar chances aos rivais foi o fator casa, com os celestes vencendo quase todos os jogos no Mineirão, empurrado pela torcida que apoiou o time desde o início do Brasileiro. O time de Marcelo Oliveira soube usar bem o mando de campo, e perdeu apenas uma partida no Gigante da Pampulha, o clássico contra o arquirrival Atlético-MG. A parceria entre a torcida e o time foi fundamental para os celestes dispararem na ponta da competição sem ter o título ameaçado.

Formação do elenco: Contratado em dezembro de 2012, em menos de um ano, o técnico Marcelo Oliveira conseguiu montar uma equipe que envolveu os adversários oscilando muito pouco na competição, conquistando o Brasileiro de 2013. Sem o poderio econômico de clubes de Rio de Janeiro e São Paulo, a diretoria celeste e o treinador fizeram contratações precisas para a formação do elenco.

Com o time pronto, a cúpula celeste manteve os principais jogadores de 2013, e o resultado veio dentro de campo, com a equipe repetindo o feito da temporada passada e ficando com a taça do Brasileiro pelo segundo ano consecutivo, feito que apenas o São Paulo tinha conseguido até então. Informações Gazeta Press.

24nov/140

OPINIÃO 2018 já começou e está nas manchetes

opiniao

Por Ricardo Callado

Muitos podem achar precipitado falar das eleições de 2018. Elas não estão nas ruas, é claro, e nem poderiam. Nem existem candidatos. Entretanto, estão nas manchetes dos jornais. E o maior responsável por isso é o governador Agnelo Queiroz (PT) e sua equipe econômica. E o maior prejudicado nas próximas eleições será o PT.

O atual governo produz diariamente notícias negativas. E que serão usadas nas próximas eleições. Os constantes atrasos nos pagamentos de empresas terceirizadas e fornecedores, se estende ainda as mais diferentes áreas, que vão da cultura, passando pela publicidade e estourando nos transportes. O caos mostra uma ineficiência no controle das contas do governo.

Quando uma greve no transporte público é deflagrada, deixando milhares de trabalhadores sem condições de ir ao trabalho, gera notícias negativas para o governo. Além da memória da população, as manchetes dos jornais e as reportagens nas TVs e em outros veículos como rádios, sites e blogs serão usadas na campanha eleitoral de 2018

Será fácil a abordagem. Basta um candidato petista ser oficializado na disputa do Palácio do Buriti que será lembrado como foi e como o PT entregou o GDF em 2014. O partido pode ter um desempenho pior do que teve em 2006. Nesse ano a candidata Arlete Sampaio ficou na terceira colocação, atrás do ex governador Arruda (à época no DEM) e da ex governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Ou pior que nas eleições deste ano, quando sequer foi ao segundo turno.

A diferença entre 2006 e 2014 é que neste último ano teve o comando do governo. E quem possui a máquina sempre sai à frente dos adversários, a não ser que o governo seja reconhecido pelo eleitor como um desastre. E foi o que aconteceu com Agnelo.

O governador precisa de uma operação de redução de danos ou enterra o PT de vez no Distrito Federal. Agnelo já bateu nas portas da presidente Dilma Rousseff (PT) pedindo ajuda. Busca para que o governo federal pague o que deve ao GDF, a contrapartida de obras, como as do PAC da Mobilidade.

Também procurou o Tesouro Nacional para pedir um repasse de R$ 625 milhões que ajudariam a quitar as dívidas até o final do ano. O montante se refere a verbas previdenciárias cujos repasses já estavam previstos no orçamento deste ano.

Por último, Agnelo enviou na terça feira (18) à Câmara Legislativa um projeto de lei para colocar à venda títulos da dívida ativa local. O texto permite ao governo receber cerca de R$ 2 bilhões até o fim do ano para o pagamento de fornecedores e servidores.

Se o governador enviou à Câmara um pedido de autorização para captar esse valor com a venda dos títulos, é porque as primeiras tentativas com o Palácio do Planalto e o Tesouro Nacional não tiveram sucesso.

O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) classificou como “flagrantemente ilegal” o projeto de lei enviado por Agnelo. Para ele, fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do GDF.

Se a situação hoje não é nada boa para Agnelo, daqui a quatro anos o preço será pago pelo PT. Se o governo federal virar as costas para o governador, estará levando o partido no DF ao limbo político.

Falta dinheiro para tudo. Da alimentação de enfermeiros e acompanhantes de pacientes em hospitais públicos até os salários das merendeiras das escolas. Além da sequência de greves no transporte coletivo. São fatos que não deixarão de ser lembrados daqui a quatro anos. Literalmente, o governo perdeu o controle do caixa.

Resumindo, hoje o maior adversário do PT em 2018 é o PT de 2014.

 

24nov/140

Esplanada: O jogo do tranca e destranca de Dilma

Vazamento, pelo Planalto, dos nomes dos novos ministros leva a presidente a agradar mercados, no caso de Joaquim Levy, e a ser criticada por PT e MST por causa de Kátia Abreu na Agricultura. Semana começa tensa

Dilma e Kátia: além de desagradar aliados do PT e do MST, senadora não é vista como indicação do PMDB...

 Apresentados em conversas reservadas como os escolhidos para compor o governo no segundo mandato, os futuros ministros da Agricultura, Kátia Abreu, e da Fazenda, Joaquim Levy, aproximam uns e afastam outros. Desde a última sexta-feira, quando o Planalto decidiu vazar os nomes como fechados pela presidente Dilma Rousseff, os mercados se acalmaram, o agronegócio, idem. Mas, se o nome de Levy foi visto com certa dose de decepção pelos economistas do PT, o de Kátia Abreu fez estrilar o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Para completar, na seara política o nome de Kátia desagradou, em especial, a bancada do PMDB, que planejava manter a Agricultura sob seu comando.

 O MST foi além das simples reclamações. No último sábado, o Movimento ocupou uma fazenda de milho no Rio Grande do Sul como forma de protesto contra a senadora, e ainda divulgou um texto “Bem-vinda Kátia Abreu”, anunciando novas invasões. 

Essas reações terminaram ampliadas porque a presidente adiou o anúncio oficial, passando a muitos a ideia de que só aumentou, ao longo dos últimos anos, aquilo que os aliados esperam ser uma página virada: a dificuldade de a presidente Dilma Rousseff em tomar decisões sem infinitas idas e vindas nas negociações. 

Há uma semana, quando a presidente desembarcou em Brasília vinda da reunião do G20, na Austrália, a expectativa no Palácio do Planalto era a de que a equipe econômica seria escolhida e anunciada até a última sexta-feira. Porém, a presidente, comentaram assessores, preferiu adiar o anúncio dos novos ministros para poder entregar o “pacote fechado”. A justificativa teria sido a de que Dilma desejava colocar no bolo os presidentes dos bancos públicos, além do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini; e dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy; do Planejamento, Nelson Barbosa; e do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto. Não se esperava, mas acabou entrando nesse conjunto o Ministério da Agricultura. 

Tanto Kátia Abreu, do PMDB, quanto Armando Monteiro Neto, do PTB, são citados em seus respectivos partidos como ministros da cota pessoal de Dilma. A primeira, pelo que fez na campanha, defendendo Dilma dos ataques dos ruralistas; o segundo, pelo diálogo com o empresariado — apesar de a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e das Indústrias do Rio (Firjan) não apoiarem a Confederação Nacional da Indústria (CNI), quando presidida por Monteiro durante os oito anos do governo Lula. 

Armando Monteiro: pernambucano não é unanimidade entre empresários 

Desconforto

Ao mesmo tempo em que servem de pontes na economia, os nomes causam algum desconforto na política, especialmente o de Kátia Abreu. A senadora entrou no PMDB pelas mãos de Michel Temer, com as bênçãos de Dilma e sem aval, seja da bancada peemedebista na Câmara ou no próprio Senado. Entre os senadores, incomodou o fato de Kátia, recém-chegada ao partido, ser escolhida para ministra, enquanto há uma fila de senadores peemedebistas esperando. 

A última vez que a presidente chamou um senador peemedebista para compor seu governo foi quando sondou Eunício Oliveira (PMDB-CE) para o Ministério da Integração no sentido de tirá-lo da disputa para o governo do Ceará (leia análise nesta página). Vital do Rego Filho, da Paraíba, já chegou ao ponto de ter sido indicado e nunca chamado. Agora, está cotado para ocupar a vaga no Tribunal de Contas da União. O PMDB tem ainda dois senadores ministros que devem deixar o governo — Edison Lobão, de Minas e Energia; e Garibaldi Alves, da Previdência. Até agora, não há o menor sinal de que outros senadores serão chamados a compor a equipe de Dilma. 

Se os problemas fossem apenas dentro do PMDB, Dilma estaria bem, mas Kátia também não agradou os militantes petistas que defenderam a presidente com toda a garra no período mais crítico da campanha. As alas mais à esquerda do PT ficaram em polvorosa com a notícia de que Kátia foi escolhida para compor o governo. Tampouco comemoraram a chegada de Joaquim Levy à equipe econômica, tido como alguém da ortodoxia em seu estado puro (ou seja, dos cortes e do ajuste fiscal rigoroso). 

 O grau de autonomia desses personagens é outra dúvida na cabeça do PT e de aliados. Joaquim Levy, além de pedir carta branca a Dilma para, de fato, implantar a política de austeridade de que o país necessita, quer liberdade para indicar os presidentes dos bancos públicos. Enquanto isso, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, após encontro com os representantes da CNI, garantiu que o governo da presidente Dilma não adotará “uma política econômica ortodoxa”.  

 Enquanto o mercado e seus agentes aguardam com expectativa os nomes encarregados de conduzir a política econômica e o grau de autonomia que Dilma dará a eles, a classe política aliada espera apreensiva. O PT, por exemplo, não sabe ainda qual será o papel do governador da Bahia, Jaques Wagner, tido como um dos negociadores de peso do futuro governo. O PP adoraria manter o Ministério das Cidades, hoje mais próximo do PSD de Gilberto Kassab, da mesma forma que os peemedebistas sonham com o Ministério da Integração. Dilma planeja concluir a reforma até 19 de dezembro, a sexta-feira anterior ao Natal. Até aqui, não anunciou oficialmente nenhum nome e politicamente só colecionou problemas. A demora pode passar mais um sentimento de fraqueza do que de cautela, algo que não soaria bem neste momento. 

"O agronegócio tem como lógica a terra para produção de mercadorias, com uso intensivo de agrotóxicos e sementes transgênicas destruindo os recursos naturais e a saúde dos trabalhadores e de toda a população”

Raul Amorim, da coordenação do coletivo de juventude do MST, que ontem ocupou uma fazenda no Rio Grande do Sul em protesto contra Kátia Abreu

 

Fonte: Correio Braziliense - Por DENISE ROTHENBURG E PAULO DE TARSO LYRA. Foto: Antonio Cruz/ABr -
21nov/140

Brazlândia: ligação Veredas/ Tradicional será interditada

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A comunidade de Brazlândia deverá receber um má noticia na manha do próximo sábado (22). Por decisão judicial a via de ligação entre os setores Veredas e Tradicional passará por um interdição.

Segundo moradores da região o motivo foi a falta de pagamento de uma indenização devida aos proprietários de chácaras que deixaram o GDF realizar a obra de ligação dos setores. Mas o que ficou acertado não foi cumprido pelo o governo.

Segundo apurou o blogdogbu o inicio da interdição deverá começar ás 8hs da manhã desse sábado. Pelo menos foi o que garantiu um dos moradores do setor envolvido diretamente na questão.

fonte: Redação

21nov/140

Rollemberg: projeto do GDF para captar recursos é ilegal

Rodrigo Rollemberg: “Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do Distrito Federal."

Governo tenta vender R$ 2 bilhões em títulos da dívida para fechar contas. Para governador eleito, ideia fere LRF; consultor do Buriti discorda.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, classificou nesta quinta-feira (20) como “flagrantemente ilegal” o projeto de lei que prevê a venda de títulos da dívida ativa do DF para captação imediata de recursos. O texto foi enviado pelo Buriti à Câmara na terça-feira (20) e permite o adiantamento de até R$ 2 bilhões, segundo estimativas de governo.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou Rollemberg.....

21nov/140

DF: Procuradoria estuda pedir que eleição de Nemer seja cancelada

Deputado distrital Rôney Nemer, do PMDB, foi condenado

A Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal afirmou nesta quinta-feira (20) que estuda pedir o cancelamento da eleição do deputado Rôney Nemer (PMDB) à Câmara Federal. O distrital é acusado de envolvimento no esquema de corrupção conhecido como mensalão do DEM. Na quarta (19), o Tribunal de Justiça do DF manteve a condenação do parlamentar, que prevê a perda dos direitos políticos por seis anos. 

Segundo a procuradoria, ligada ao Ministério Público Federal, o recurso pode ser apresentado nos três dias seguintes à diplomação do político, prevista para ocorrer até 19 de dezembro. A contestação seria analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Nemer poderia exercer o mandato até uma decisão final da justiça. 

Com a condenação por voto colegiado, ele pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e perder o direito ao novo mandato. Nemer foi o quinto mais votado para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Em nota divulgada na quarta (19), o parlamentar negou participação em irregularidades e disse que vai recorrer. 

Segundo o advogado do deputado, João Marcos Amaral, a condenação não pode resultar na perda do mandato. "Pelo entendimento do TSE, as condições não podem ser verificadas depois da eleição. Já a perda dos direitos políticos só acontece depois que acabarem os recursos." 

A condenação do TJDFT também prevê multa de R$ 852 mil. O TJ entendeu que Nemer recebeu dinheiro para dar apoio político ao governador na época, José Roberto Arruda, então no DEM. Como a decisão desta quarta foi unânime, a defesa só pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça. 

De acordo com o processo, Nemer alega que as acusações “são de uma vagueza incomensuravel e contraditórias”, que a captação de som do vídeo apontado como prova mostrou um diálogo fragmentado e ininteligível e que não há outro tipo de prova. 

Mensalão do DEM

O esquema do mensalão do DEM de Brasília foi descoberto depois que a PF deflagrou, em novembro de 2009, a operação Caixa de Pandora, para investigar o envolvimento de deputados distritais, integrantes do governo do Distrito Federal, além do então governador José Roberto Arruda e de seu vice, Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM). Octávio e Arruda sempre negaram envolvimento com o suposto esquema de propina. 

Durante meses, o DF esteve ameaçado de intervenção federal, devido ao suposto envolvimento de deputados distritais, integrantes do Ministério Público e do Executivo com o esquema denunciado por Durval Barbosa.

Fonte: G1 DF - Por MATEUS RODRIGUES. Foto: Internet
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Eleições: Receita Federal e Banco Central vão analisar contas de campanha de Dilma

Decisão é de Gilmar Mendes, do TSE, que vai julgar o processo

 

O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, fez nesta quinta-feira (20.nov.2014) um requerimento “de técnicos do Tribunal de Contas da União, da Receita Federal do Brasil e do Banco Central do Brasil” para que ajudem na análise das contas de campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Os técnicos vão analisar a prestação de contas tanto do comitê de campanha como também da candidata, que são documentações apresentadas de maneira separada. 

Esse procedimento é facultado ao ministro relator do processo de contas de campanha, como o próprio Gilmar Mendes escreve em seu despacho, citando “o disposto no art. 30, § 3º, da Lei nº 9.504/1997 e no art. 48 da Res.-TSE nº 23.406/2014”. Esse artigo diz o seguinte: “Para efetuar os exames de que trata este artigo, a Justiça Eleitoral poderá requisitar técnicos do Tribunal de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, pelo tempo que for necessário“. 

A decisão de Gilmar Mendes indica que o ministro será rigoroso na análise das contas de campanha de Dilma Rousseff. 

Em meio ao processo da Operação Lava Jato, que apura casos de corrupção na Petrobras, muitos políticos em Brasília temem que suas contas eleitorais possam conter indícios que levantem suspeitas sobre quem os financia. Depoimentos já prestados por alguns réus citam pagamentos irregulares para vários partidos políticos, inclusive para o PT. 

A relatoria desse processo das contas de Dilma Rousseff estava com o ministro Henrique Neves, cujo mandato terminou na semana passada. Em teoria, o novo relator poderia ser um ministro substituto, mas o presidente do TSE, Dias Toffoli, preferiu redistribuir o caso –por meio de sorteio– entre os ministros titulares da Corte. Gilmar foi o escolhido nesse processo.

 A decisão de Toffoli irritou o Palácio do Planalto, que reagiu reclamando. Gilmar Mendes é tido no governo como um ministro que nutre antipatia pelo PT. 

Toffoli tem dito a interlocutores que ocorreu um erro do próprio Palácio do Planalto, que se atrasou em nomear o substituto de Henrique Neves. 

O prazo para publicação da análise e julgamento das contas de campanha é 11 de dezembro. Se houver alguma restrição nos números apresentados pelo PT e por Dilma Rousseff, abre-se a possibilidade de impugnação (contestação) da eleição da presidente.

 

Fonte: Blog do FERNANDO RODRIGUES - Foto: Sérgio Lima/Folhapress